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17 Novembro 2007

Guerra das bandeiras prossegue

Há dias, na cidade da Beira, o Município decidiu retirar de sítios considerados impróprios as bandeiras dos partidos políticos. Agora, segundo o "Notícias" de hoje, o Ministério da Administração Estatal, no "uso do pioder tutelar", instruiu o presidente do município, Deviz Simango, a voltar a pôr as bandeiras lá onde estavam anteriormente. A medida visa "repor a ordem e a tranquilidade públicas".
Aqui está um caso que pode levar tempo a resolver, porque é claramente um conflito político, dado que Deviz Simango é membro da Renamo/União Eleitoral, na oposição.
Entretanto, não sou sabedor de que a retirada das bandeiras tivesse provocado alteração da ordem e da tranquilidade públicas.

9 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Guerra das bandeiras...
Não domino a legislação sobre a matéria, suponho que exista, sobretudo porque herdamos dos portugueses muitas leis que regulamentam a vida urbana ( municipal ). A grosso modo, acho que as bandeiras dos partidos devem ficar confinadas as suas sedes/representações, salvo os periódos de campanha eleitoral, aliás previsto na Lei.De facto, não é agradáve em termos estéticos de uma cidade ou vila ver bandeiras de várias tonalidades e feitios em qualquer esquina, às vezes em locais que em nada dignificam tais partidos. Moral da História: cada macaco no seu galho... Presumo(?) que o MAE deva estar acobertado por alguma Lei para tão prontamente e diligentemente ameaçar o caçula do clã Simango!

17/11/07 9:57 PM  
Blogger Carlos Serra said...

Justamente!

17/11/07 10:02 PM  
Blogger Reflectindo said...

Primeiro, tenho a lamentar que Daviz Simango não tenha publicado em jornais e no portal do Município da Beira sobre esta decisão. Até aqui eu não sei exactamente o que são locais impróprios.

Segundo, vejo aqui só uma guerra política. Não sei quando é que o MAE fica mais competente para intervir contra um governo eleito, mas ainda não interviu na questão de Chemba, onde o administrador prende quem tenha camisola com figuras da oposicão. Chomera tem que ter muita atencão, porque o que ele pensa pode não ser...

17/11/07 10:14 PM  
Blogger Carlos Serra said...

Tem razão quanto à falta de anúncio público.

17/11/07 10:29 PM  
Anonymous Ivone Soares said...

Nao duvido que seja perseguição ao Presidente do Municipio ganho pelo meu Partido(RENAMO).
Ivone Soares

17/11/07 11:48 PM  
Blogger Reflectindo said...

Ivone, escreva ao daviz para publicar pelo menos no portal do Município da Beira sobre este assunto.
Eu quero saber sobre onde é que se considera como local impróprio? Imaginando e por imaginacão????

18/11/07 1:14 AM  
Anonymous Ivone Soares said...

Falo-lhe agora mesmo. Vossas reacções certamente interessarão ao ilustre Presidente do municipio da Beira.
Obrigada
Ivone Soares

18/11/07 8:52 AM  
Anonymous Anónimo said...

Num País em que a culta jurídica é quase inexistente, qualquer decisão tomada que influencia no modus vivendi deve ser fundamentada legalmente, publicada e publicitada, no mínimo.
Ora, desde que este assunto veio a ribalta, não conseguimos ver em alguma publicação materializado aqueles aspectos:
O Presidente do CMC Beira tomou a decisão com a alegação de aquelaas estarem em locais impróprios e "talvez" contra a postura municipal, mas não apresenta(ou) as disposições violdas nem aquelas que lhe conferem tal poder, todavia, a estética da urbe deve ser preservada, como e bem se disse as bandeiras partidárias devem estar confinadas ao recinto da sede/delegação, etc, etc do partido a que pertence... Há o período de campanha eleitoral...
O MAE também não fundamenta legalmente a sua decisão revogatória, pois funda-se no poder tutelar, na ordem e tranquilidade pública e no facto de não caber ao CMC regular a actividade política.
Vamos analisar a seguinte questão: o que levaria a intranquilidade política, retirar as bandeiras ou deixa-las espalhadas por todos os cantos da urbe? Entenda-se que estamos a falar de bandeiras de todas as formações políticas. O que seria da urbe?
Não percebemos até que ponto o acto de retirada das bandeiras é regulamentar a actividade política.
Nós pretendemos fazer uma avaliação daquilo que constitui violação legal pelos intervenientes desse imbróglio.
Haja mais transparência e isenção política na tomada de decisões públicas!

Therere

20/11/07 11:10 AM  
Anonymous Anónimo said...

Onde se lê culta jurídica deve-se ler cultura jurídica.

Therere

20/11/07 11:16 AM  

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