O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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23 julho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1280 de 20/07/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

22 julho 2018

Culto da personalidade

Propícios ao culto da personalidade são, entre outros, os momentos eleitorais e os momentos de renovação dos gabinetes estatais.

21 julho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1280, de 20/07/2018, disponível na íntegra com 31 páginas aqui.

20 julho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [73]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
-"No terreno, a nossa equipa de reportagem interpelou muitos jovens sobre o assunto, no entanto, ninguém conseguiu apresentar prova desta informação, limitanto-se apenas a afirmar que circulava informação de que muitos jovens estavam a ser recrutados para tropa.” – in “O País” digital de 28/11/2013.
Número inaugural da série aqui. Número anterior aqui.
Prossigo a história do rumor do tira-camisa.
Os protestos estenderam-se a outros bairros periféricos e chegaram, embora com intensidade menor, ao município do Dondo, a cerca de 20 quilómetros.
Nota: os rumores que estou a apresentar não seguem uma ordem cronológica.

19 julho 2018

Giz social

Nenhum apagador decisório, por mais possante que seja, apaga o múltiplo giz social da história.

18 julho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [72]

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
Número inaugural da série aqui. Número anterior aqui.
Prossigo a história do rumor do tira-camisa.
Correu, como um rastilho, a notícia de que militares estavam a deter e a levar jovens nos mais variados locais, de mercados a escolas. Alguns entrevistados afirmaram que jovens tinham sido carregados num camião e num contentor.
Nota: os rumores que estou a apresentar não seguem uma ordem cronológica.

17 julho 2018

Por favor ajude a divulgar

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Entregue 41.º

Entreguei ontem à Escolar Editora os textos do 41.º livro da coleção Cadernos de Ciências Sociais intitulado "O que são ensino e educação de qualidade?", com autoria de Jorge Ferrão de Moçambique, Maria Helena Santos de Portugal, Valda Colares do Brasil e Desidério Murcho de Portugal (mas leccionando no Brasil).
O 42.º livro chamar-se-a "O que é pós-colonialismo?", com data de entrega a anunciar proximamente.

16 julho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1279 de 13/07/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

15 julho 2018

Quem é que provoca o problema? [3]

Número inaugural aqui. Número anterior aqui. Coloquemos agora o doente A na perspectiva da epistemologia popular. Qual é o problema? O problema é que um espírito incomodado o perturba. É o problema individual? Não, o problema não tem a ver com o doente em si, mas com uma família, pode mesmo ter a ver com uma comunidade. Estamos, então, numa sociedade de universos múltiplos. Socorrendo-me de uma formulação do sociólogo húngaro Norbert Elias, a pergunta não é: o que é que provoca o problema? Mas, antes: quem é que provoca o problema? A etiologia muda, o fenómeno tem a ver com a intencionalidade das forças do invisível (invisíveis, sim, mas supostas vivas), o mestre chamado não é o psicólogo ou o psiquiatra, mas o gestor dessas forças. Surge, então - permitam-me o termo -, a espíritoterapia.

14 julho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1279, de 13/07/2018, disponível na íntegra com 26 páginas aqui.

13 julho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [71]

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
Número inaugural da série aqui. Número anterior aqui.
Entremos, então, na história do quinto rumor desta série. Entre os dias 25 e 27 de Novembro de 2013, com um clímax violento no dia 27, jovens começaram a protestar no Bairro da Munhava, periferia da cidade da Beira, contra o que entenderam ser um recrutamento forçado para o serviço militar.
Nota: os rumores que estou a apresentar não seguem uma ordem cronológica.

12 julho 2018

Quem é que provoca o problema? [2]

Número inaugural aqui. Como é o doente encarado do ponto de vista biomédico? Como uma entidade unívoca, individual, individualizável, como a única morada da doença, como um problema que, com algum tempo e paciência, pode ser resolvido numa enfermaria. De que sofre o doente A? Sofre - por exemplo - de uma nevrose sem lesão orgânica. Quais os percursos da possível cura? Psicoterapia e farmacoterapia. Este, o universo de sentido único.

11 julho 2018

"A mulher foi educada para obedecer"

“A mulher foi educada para obedecer”. Ou seja, ela “está predisposta a não ser igual. Não estou a falar de mulheres formadas (...). Falo da maioria (...)”, disse Adelino Muchanga [Presidente do Tribunal Supremo, CS], para quem “os ritos de iniciação”, por exemplo, “são mesmo para educar a mulher a cuidar do marido”. Aqui.

10 julho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [70]

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
Após as histórias dos rumores dos leões de Muidumbe, do chupa-sangue, do nigeriano papão e da bílis supostamente letal de crocodilo, é chegada a vez do quinto rumor.  Que rumor? O do tira-camisa, surgido em 2013 na periferia da cidade da Beira.
Nota: os rumores que estou a apresentar não seguem uma ordem cronológica.

09 julho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1278 de 06/07/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

08 julho 2018

Quem é que provoca o problema? [1]

Num país como Moçambique os problemas de saúde mental não podem ser analisados fora da negociação epistemológica com as forças do invisível. É necessário anexar à farmacoterapia, à psicoterapia e às terapias sociais, a - permitam o termo - espíritoterapia.

07 julho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1278, de 06/07/2018, disponível na íntegra com 26 páginas aqui.

06 julho 2018

Lobolo

Certamente devemos ver o lobolo, praticado no Sul do nosso país, como uma prática múltipla, atravessada por campos culturais que o tempo ao mesmo tempo estruturou, sedimentou e adaptou. Eis uma definição do antropólogo Paulo Granjo: "Trata-se de uma cerimónia em que a linhagem de origem de uma mulher é cerimonial e economicamente compensada pela passagem dos direitos sobre os eventuais descendentes dessa mulher para a linhagem do marido, pelo que os filhos dela passarão a ter plenos direitos de pertença à linhagem paterna.”
A mulher é o eixo de todo um conjunto de práticas. Mas trata-se da mulher em si? Da mulher enquanto ser biológico natural e reprodutor?
Deixem-me avançar com esta hipótese: não é a mulher enquanto tal, a mulher natural, que está em causa, mas a mulher social enquanto repositório de três potenciais:
1. Potencial de gestação
2. Potencial laboral
3. Potencial de reprodução do simbólico
Esse três potenciais aparecem dissolvidos em dois tipos de discursos:
1.O discurso integrador através dos espíritos dos antepassados
2.O discurso reprodutor através da estabilidade familiar

05 julho 2018

História

Quanto mais efemérides se comemoram, menos as pessoas se recordam da história.

04 julho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [69]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
E assim terminou a história da bílis de crocodilo supostamente letal. Recordo que já aqui abordei quatro rumores: o dos leões de Muidumbe, o do chupa-sangue, o do nigeriano papão e, finalmente, o da bílis de crocodilo. No próximo número iniciarei a história de mais um rumor.

03 julho 2018

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, a conferir em dois ficheiros, com 5 páginas aqui e com 19 aqui.

02 julho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1277 de 29/06/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

01 julho 2018

O problema

O problema não está em leres pensando, mas em seres pensada (o) lendo.

30 junho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1277, de 29/06/2018, disponível na íntegra com 26 páginas aqui.

29 junho 2018

Ardilosos

Os ardilosos sabem bem que os pecados e os problemas podem ser disfarçados imputando as causas aos conspiradores e aos feiticeiros externos.