18 outubro 2018

Óptima tese

Estou certo de que daria uma óptima tese a resposta ou o conjunto de respostas à pergunta: como explicar a resignação chapacem e mylove?

17 outubro 2018

Biografia

A biografia parece ser o êmbolo da história comezinha e dos sistemas de conhecimento imediato.

15 outubro 2018

Uma coluna semanal

"Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1292 de 12/10/2018. Sinopse do livro aquiSe quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

14 outubro 2018

Diferença

Na biomedicina a doença tem as fronteiras confinadas ao corpo; na espíritodetecção e na espíritoterapia, a doença tem as fronteiras confinadas à família ou à comunidade.

13 outubro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1292, de 12/10/2018.
Nota: o acesso ao Savana digital tornou-se um exclusivo dos assinantes razão por que deixei de colocar a edição completa aqui e na "crónica semanal" que divulgo à segunda-feira.

12 outubro 2018

Dia do Professor

Hoje é Dia do Professor. Beijo para as professoras, abraço para os professores.

Indicador de liberdade

O ser humano não nasce livre, mas pode tornar-se livre. A liberdade não é um dado natural, mas social. Ter consciência disso é um primeiro indicador de liberdade e, talvez, a primeira porta de acesso à democracia real.

11 outubro 2018

Armadilhas

Sem dúvida que devemos respeitar o Outro, que devemos ser - como agora se diz - inclusivos. Porém, essas posturas estão cheias de armadilhas. Na verdade, seria preocupante defender-se que devem ser respeitadas e incluídas as opiniões dos assassinos, dos torcionários, dos genocidas, dos estupradores, dos terroristas, dos racistas e por aí fora.

10 outubro 2018

09 outubro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [89]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
-"No terreno, a nossa equipa de reportagem interpelou muitos jovens sobre o assunto, no entanto, ninguém conseguiu apresentar prova desta informação, limitanto-se apenas a afirmar que circulava informação de que muitos jovens estavam a ser recrutados para tropa.” – in “O País” digital de 28/11/2013.
Número inaugural da série aqui. Número anterior aqui.
Prossigo a história do rumor do tira-camisa.
Os protestos populares, especialmente a cargo de jovens e crianças, foram ampla e emotivamente descritos e ampliados em certos jornais digitais, nos blogues do copia/cola/mexerica e nas redes sociais em geral. Aqui e acolá, deu-se conta de “sms” e de mensagens de pessoas nunca identificadas. Por outras palavras: às manifestações populares nos bairros juntaram-se as manifestações digitais.
Nota: os rumores que estou a apresentar não seguem uma ordem cronológica.

08 outubro 2018

Uma coluna semanal

"Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1291 de 05/10/2018. Sinopse do livro aquiSe quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

06 outubro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1291, de 05/10/2018.
Nota: o acesso ao Savana digital tornou-se um exclusivo dos assinantes razão por que deixei de colocar a edição completa aqui e na "crónica semanal" que divulgo à segunda-feira.

05 outubro 2018

Poder

O poder é produto de uma relação complexa, física e psíquica. Não é uma substância fisicamente tangível e não é pertença individual. O poder é, intrinsecamente, produto de um grupo. Como um dia observou Hannah Arendt, o poder é sempre pertença de um grupo, apenas existindo enquanto o grupo estiver unido. Eis a sua posição no livro "Da violência": "Quando dizemos que alguém está “no poder” estamos na realidade nos referindo ao fato de encontrar-se esta pessoa investida de poder, por um certo número de pessoas, para atuar em seu nome. No momento em que o grupo, de onde se originara o poder (potestas in populo, sem um povo ou um grupo não há poder), desaparece, “o seu poder” também desaparece." [aspas no original]

04 outubro 2018

Produtores de heróis

Somos produtores “naturais” de heróis, de hiper-eus nas diversas socializações pelas quais atravessamos a vida e a história. Os mais pequenos agrupamentos dispõem de heróis, de guias, de modelos de conduta. Os heróis tanto podem habitar um lar, um grupo de famílias, uma rua, quanto uma prisão ou as matas da guerrilha, tanto podem estar mortos quanto vivos e, estando mortos, estarem vivos na memória e na invocação cultual.

03 outubro 2018

Paixões

Quanto mais fortes são as paixões partidárias - entre prós e contras -, mais pobres são as análises políticas.

02 outubro 2018

Nenhuma engenharia política funerária

Como outros, sigo com atenção a campanha eleitoral. Estudo em particular, no buliçoso mercado simbólico montado pelos esforçados candidatos, os produtos que habitam as quentes promessas. Salvo opinião contrária, até agora ainda não apareceu ninguém a prometer caixões gratuitos, uma carpintaria destinada a fabricá-los ou uma agência funerária municipal, produtos que certos candidatos prometeram nas eleições autárquicas de 1998 (Dondo), 2008 (Beira e Maputo) e na intercalar de Cuamba em 2011 caso ganhassem a cadeira de edil. Portanto, até agora nenhuma engenharia política funerária.
Adenda às 19:22: entretanto surgiu em Maputo na campanha eleitoral autárquica deste ano, confira aqui.

01 outubro 2018

Uma coluna semanal

"Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1290 de 28/09/2018. Sinopse do livro aquiSe quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

30 setembro 2018

Individualização específica do social

Quando um psicólogo trata um paciente ele não trata o indivíduo em si que habita esse paciente, mas a forma como determinadas componentes do social organizam e determinam um certo tipo de comportamento. Cada indivíduo é, na vida, a individualização específica do social.

29 setembro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1290, de 28/09/2018.
Nota: o acesso ao Savana digital tornou-se um exclusivo dos assinantes razão por que deixei de colocar a edição completa aqui e na "crónica semanal" que divulgo à segunda-feira.

27 setembro 2018

Produzir a sociedade

Aprendemos desde pequenos a organizar a sociedade em círculos concêntricos de coisas e pessoas - espécie primária de gavetas cognitivas orientadoras - que decrescem de importância, esbatem-se e tornam-se incompreensíveis e sem importância à medida que saímos dos nossos pequenos grupos de referência (família, grupo laboral, grupo da igreja, grupo de vizinhos, etc.). Produzir a sociedade enquanto sistema, conflito e sentido para além e a partir dos pequenos círculos cognitivos domesticados do nosso dia-a-dia é, sem dúvida, um ganho enorme. Mas, também, uma dificuldade infinita.

26 setembro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [88]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
-"No terreno, a nossa equipa de reportagem interpelou muitos jovens sobre o assunto, no entanto, ninguém conseguiu apresentar prova desta informação, limitanto-se apenas a afirmar que circulava informação de que muitos jovens estavam a ser recrutados para tropa.” – in “O País” digital de 28/11/2013.
Número inaugural da série aqui. Número anterior aqui.
Prossigo a história do rumor do tira-camisa.
E quanto mais condenado for, mais o rumor se robustece, se agudiza, como se as pessoas precisassem da condenação para se sentirem mais seguras na crença. Eliminar essa crença, eliminar o rumor, é eliminar a fé colectiva na verdade de algo, é eliminar uma certeza mesmo se objectivamente falsa. A esse nível, basta verificar a veemência de certas pessoas nas entrevistas e nas redes sociais.
Nota: os rumores que estou a apresentar não seguem uma ordem cronológica.

25 setembro 2018

Pensamento simbólico

É sempre muito difícil entendermos e aceitarmos a expressão do pensamento simbólico, especialmente quando nasce no interior da situações sociais de crise múltipla, situações cujos medos e cujos anseios reais aparecem traduzidos e ampliados em crenças, em rumores, boatos, lendas.

24 setembro 2018

Uma coluna semanal

"Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1289 de 21/09/2018. Sinopse do livro aquiSe quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

23 setembro 2018

Recordando um livro editado em 2014

O problema central deste número consistiu em inventariar e analisar as situações e as mentes armadas, para fazer uso de uma expressão do bispo moçambicano dos Libombos, Dinis Sengulane.
De nada servirá mostrar continuadamente em inúmeras instâncias de debate e persuasão que a violência é desnecessária e nociva, se não forem desarmadas as condições sociais que armam as mentes (as margens que comprimem o rio) e que contêm, ainda, o aguilhão de épocas cuja memória permanece, seja porque ainda estão vivos os actores da violência, seja porque a memória passa como passam as tradições orais: de geração em geração, persistentemente.
Em seu rigor, em sua profundidade, os quatro trabalhos deste número subvertem por inteiro o facilismo identificativo e analítico do comum de nós e os seus autores mostram quão complexo, quão poliédrico é o social em seus dois níveis: o nível do rio e o nível das margens, o nível da violência em si e o nível das condições sociais que a permitem e reproduzem.
Na verdade, Jorge Márcio Pereira de Andrade (médico e psiquiatra brasileiro), António Eugénio Zacarias (médico legista moçambicano), Ricardo Henrique Arruda de Paula (sociólogo brasileiro) e Daniel dos Santos (sociólogo angolano- luso-canadiano) esforçaram-se por mostrar e analisar o vasto e múltiplo mundo da violência social, num espectro indo do Estado ao cidadão.
E, tenho para mim, fizeram-no com brilho.
Carlos Serra

22 setembro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1289, de 21/09/2018.
Nota: o acesso ao Savana digital tornou-se um exclusivo dos assinantes razão por que deixei de colocar a edição completa aqui e na "crónica semanal" que divulgo à segunda-feira.

21 setembro 2018

Nada fácil

Não é nada fácil entrar na cavidade das coisas, percorrer os labirintos dos fenómenos, seguir a pista das contradições e dos conflitos, fugir ao reino da classificação rígida e da não-contradição, ao substancialismo, ao império da identidade unívoca.

20 setembro 2018

Frigorificação

Por regra quando pensamos nas tradições pensamo-las como coisas definitivas, acabadas, como se estivessem num frigorífico onde cada prateleira guarda uma tradição definida, imutável. Então, de vez em quando retira-se o produto para se provar um pouco, para se lhe acrescentar um detalhe, após o que o recolocamos lá onde deve estar, na imobilidade frigorificada e protegida contra os assaltos deletérios da mudança e da história.