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Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
30 setembro 2007
Renamo: bode expiatório sempre à mão
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Recenseamento cada vez mais desrecenseador
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Poder (quando a alma se põe em sentido) (3) (continua)
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Coloquei como premissa do poder o facto de ele não existir salvo numa relação.
Para que o Sr. João Latsua tenha poder é preciso que eu autorize esse poder, é indispensável que eu aceite que ele induza a minha conduta, presente e futura, é fundamental que eu lhe dê o meu consentimento.
Não há poder sem relação e sem consentimento. Lá onde isso não existe não existe relação de poder. Prosseguirei.
Poder (quando a alma se põe em sentido) (2) (continua)
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Efectivamente, nesse quadro existem artigos de poder como a viatura de luxo, o condutor, o guarda-costas, as duas empregadas, etc.
Por outro lado, nesse quadro existem manifestações instintivas de respeito para com o poder do Sr. João Latsua: a motricidade rápida e respeitadora das personagens que o rodeiam, a indicação clara de cada actor que rodeia o sr. João Latsua poder segregar indefenidamente essa motricidade em múltiplos exercícios de respeito, de acatamento de ordens.
Mas vamos lá colocar um problema: existe de facto algo como o poder, visível, tocável, mensurável, armazenável, distribuível? O Sr. João Latsua tem de facto algo como o poder?
A minha resposta nestas breves notas é que não há poder em si: apenas há poder de uns sobre os outros. O poder é da ordem das relações, não das coisas em si.
Prosseguirei.
1/23 de Outubro: júri do "The BOBs 2007" vai escolher os dez mais de cada categoria
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Entre os dias 1 (amanhã) e 23 de Outubro, o júri internacional do The BOBs 2007 - composto por jornalistas independentes, pesquisadores da mídia e peritos em weblog -, nomeará dez finalistas em cada categoria do concurso. Estão inscritos cerca de 6.000 blogues. No momento em que vos escrevo, o Diário de um sociólogo (inscrito a 26/08/07), tem 764 visitas e 37 comentários registados. O continente africano continua sub-representado. Se acha que este blogue tem valor, aqui, neste continente, neste país e neste mundo, permita-me então pedir-lhe que vote em "sugerir este blog para THE BOBs 2007" e que comente em "redigir comentário" AQUI. Muito obrigado. E muito obrigado a todos aqueles que, entretanto, me deram e continuam a dar o prazer e a honra de votar em mim e de comentar este blogue.
Cada vez mais blogues inscritos aqui! Inscreva o seu também!
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Não importa se estais na diáspora, está bem? E tb não restringirei blogues que, não sendo de Moçambicanos, aqui sejam feitos ou a Moçambique sejam dedicados.
"Diário de um sociólogo" entre "50 blogs para entender o mundo"
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Eis a cabeça de uma reportagem publicada num jornal brasileiro: "A reportagem selecionou 50 blogs que servem como referência para a vida política e cultural de mais de 30 países. Todos são escritos em português, inglês ou espanhol." Veja depois o quadro dos blogues seleccionados, estando este diário do lado direito na coluna de África. Clique duas vezes com o lado esquerdo do rato para ampliar a imagem.
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29 setembro 2007
Duas mulheres linchadas na Matola-Rio
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Enquanto isso, 12 estudantes universitários da equipa trabalharam hoje (e prosseguem amanhã) nos bairros Inhagóia e Hulene, na periferia da cidade de Maputo.
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Parece estarmos em novo pico linchatório em Maputo e Beira. Este caso da Matola-Rio mostra dois aspectos singulares: (1) mulheres linchadas (a esmagadora maioria dos linchados que a equipa da UDS estuda é constituída por jovens do sexo masculino acusados de roubo) e (2) causas que nada têm a ver com roubo.
Mais de 200 confissões religiosas em Manica
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Made in Mozambique: Mecanhelas exporta ratos para o Malawi
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Perdemos por 3/0
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Provavelmente também a estratégia do vovô falhou. Por favor, deixem-me ter esta nota de humor.
Dois jovens linchados esta madrugada na Beira
Dois jovens aparentando ter 18 anos foram linchados até à morte por espancamento esta madrugada, na periferia da cidade da Beira. Um porta-voz da polícia disse suspeitar que os corpos foram levados para o Bairro Vaz para despiste. Os corpos foram removidos para a morgue da cidade da Beira, na expectativa de que as famílias os reclamem (fontes: (1) pessoa ligada à pesquisa sobre linchamentos da UDS e (2) jornalista da Rádio Moçambique).
Poder (quando a alma se põe em sentido) (1)
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Está o poder do chefe nele? O chefe é poder, substância de poder, poder coagulado?
Zimbábuè
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A cola-tudo ndau
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28 setembro 2007
Roubado o único computador de Dómuè
Morreu Obadias Muiambo
Amanhã às 14 horas: Moçambique/Zâmbia
Recordando Egídio Vaz a propósito do Zimbábuè
Um vivo debate tem-se travado neste diário a propósito de uma postagem com o título "Mugabe entre Langa e Mabunda". Em minha opinião, vale a pena recordar aqui o que o historiador Egídio Vaz escreveu sobre o Zimbábuè e Mugabe em Março e Abril.
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Já agora e com a presença de Egídio, do então ainda não vice-ministro Gabriel Muthisse, do Jorge Matine, etc., recorde este debate decorrido aqui em Março (obrigado à Yolanda por me ter recordado onde ele estava, o debate, veja lá como sou desorganizado e esquecido!).
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Já agora e com a presença de Egídio, do então ainda não vice-ministro Gabriel Muthisse, do Jorge Matine, etc., recorde este debate decorrido aqui em Março (obrigado à Yolanda por me ter recordado onde ele estava, o debate, veja lá como sou desorganizado e esquecido!).
Arcebispo Chimoio nega afirmações da BBC (segundo "Imensis" citando o "Público")
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Reconfira a BBC e o Guardian aqui.
Melhorámos nos negócios
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Enquanto o semanário "O País" tem hoje como uma das suas manchetes os dados da Transparency International (baseados nas percepções de empresários e analistas locais) que nos colocam Moçambique entre "os mais corruptos do mundo" (obtivemos o 111.º lugar numa lista de 179) (p. 6), o suplemento "Economia e Negócios" do "Notícias" dedicou as suas centrais, com um gigantesco título garrafal e vermelho, à notícia de que o país subiu seis lugares no ranking "Doing Business 2008" do Banco Mundial (BM) (passámos do 140º lugar para o 134.º, com dados até Junho de 2007).
O "Notícias" mostra-se muito safisfeito, o empresário Salimo Abdula disse que é "um bom sinal" e o ministro do "Made in Mozambique", António Fernando, afirmou que a subida "era de esperar" face ao bom trabalho que o Governo tem feito. Num país de "renda baixa", o indicador que mais progressos registou foi o de "protecção de investidores" (lamentavelmente o jornal não nos mostra o que isso significa, certamente é tarefa do Banco Mundial, pp. 4-5).
Como sou pecaminosamente ignorante, não encontrei, claro, nenhuma referência a salários. Teria perversamente gostado de encontrar uma rubrica do género "protecção de salários". O que figura nos dados do BM reportados pelo "Notícias" é, por exemplo, uma rubrica chamada "contratação de funcionários", com indicadores como "índice de regidez de salários", "índice de dificuldade de demissão" (fantástico indicador este!), "índice de rigidez trabalhista", "custos extra-salariais" e "custos de demissão".
Lamentavelmente - por aquilo que o "Notícias" mostra -, os nossos índices são ainda elevados, ainda não aprendemos a salariar à maneira, a despedir rápido e a impedir custos de demissão.
Mas o ministro do "Made in Mozambique" tranquilizou os empresários através do "Notícias" afirmando que a nova Lei do Trabalho "introduziu uma série de facilidades, com destaque para a contratação da mão-de-obra, particularmente no que diz respeito à rescisão do contrato de trabalho e respectivas indeminizações" (p. 5). Por outras palavras, o que o ministro disse sem dizer dizendo é que a situação dos trabalhadores vai piorar. O Governo tem em curso - disse satisfeito António Fernando -um "vasto trabalho" para facilitar ainda mais o ambiente de negócios. Não tenho qualquer dúvida sobre isso.
Entretanto e ainda na sua edição de hoje, o "O País" dá conta da difícil vida dos trabalhadores nas construção civil, procurando sobreviver com magros salários (p. 11).
Mugabe entre Langa e Mabunda
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Entre nós e depois de Moisés Mabunda, é agora a vez do jornalista Jeremias Langa dizer certas coisas de frente, sem peias nefelibatas. Leiam-no. E, depois, para fazerem jus à doce dialéctica, comparem o texto de Langa com o texto heroicamente mugabeano e milenarista do Lázaro Mabunda.
Mas afinal somos corruptos?
27 setembro 2007
Bloguistas continuam a inscrever-se
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Linchamentos: pesquisa prossegue
Prossegue normalmente a pesquisa sobre linchamentos a cargo da Unidade de Diagnóstico Social do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane
A propósito dos preservativos europeus que matam africanos
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Imagem extraída daqui. Mais uma pequena ideia: a exasperação emocional com o HIV/Sida pode ser ampliada com a ignorância sobre qual o significado do líquido que oleia o interior do preservativo. Ora, os líquidos são sempre um vector fundamental de crenças e de rumores. Com a peste negra na Europa, milhares de judeus foram chacinados no século XIV em França com o argumento de que eram os introdutores da doença através da água.
Segundo BBC e Guardian: Arcebispo de Maputo acusa produtores europeus de infectarem preservativos para matarem Africanos
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A ser verdadeiro, o ponto de vista de Chimoio nada tem de especial salvo o de ser apenas mais sofisticado do que o das trabalhadoras do sexo no distrito fronteiriço de Madimba, província do Niassa, uma parte das quais oriunda do Malawi.
O sempre jovem "O Príncipe" de Maquiavel
26 setembro 2007
Recenseamento eleitoral : as acusações começaram
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Quem vive do passado é museu - Azael Moyana
12 metralhadoras apreendidas no Bairro do Aeroporto
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Creio que é a primeira vez que, na história das ocorrência policiais relatadas na nossa imprensa, uma quadrilha é neutralizada na posse de tão avultado número de armas de fogo. E, ainda por cima, são metralhadoras. Corrijam-me caso esteja enganado.
Polícias exigem subsídios para proteger bancos
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Pensionistas a sofrer, feitos cantados
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Enquanto isso, o dia de hoje esteve latamente preenchido por copiosos discursos de dirigentes cantando os feitos da luta de libertação nacional e pedindo aos jovens que mantenham bem alto os ideais de 1964.
Madeira em toros embarca na Beira em barco chinês
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Não é a primeira que operadores chineses aparecem em evidência na imprensa ligados à exportação ilegal da nossa madeira.
Vamos a ver como estarão as nossas florestas dentro de 20 anos.
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Permitam-me recordar que este diário tem dezenas de postagens sobre o saque da madeira, incluindo uma carta para o presidente da República escrita a 30 de Janeiro.
25 setembro 2007
Segunda derrota
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Pobreza diminui se malnutrição aumenta?
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Moçambique em 23.º na boa governação entre 48 países subsarianos avaliados pelo Índice Ibrahim
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O Índice - financiado por Mo Ibrahim, multimilionário de telefonia móvel, cujo nome é, também, o da Fundação à retaguarda do estudo - opera em cinco sectores: Protecção Pessoal e Segurança, Estado de Direito, Transparência e Corrupção, Participação e Direitos Humanos, Desenvolvimento Económico Sustentável e Desenvolvimento Humano.
Os primeiros lugar foram ocupados por Maurícias (1.º), Seychelles (2.º) e Botswana (3.º). Países como Angola (42.º) e Nigéria (37.º) ficaram à retaguarda do Zimbábuè (31.º) e, mais surpreendentemente, o Rwanda ocupou o 18º lugar. Nos PALOPs, Cabo Verde está na melhor posição, a 4.ª na classificação geral. A África do Sul ficou em 5.º lugar.
Estes são resultados que certamente irão provocar grande surpresa e debate, como salienta hoje a BBC.
O editor da BBC para Assuntos Africanos, Martin Plaut, afirmou que os resultados revelam que os académicos parecem depositar mais credibilidade no desenvolvimento do que nas liberdades democráticas.
Podemos e devemos questionar os critérios. Mas tenho para mim que os países africanos precisam deste tipo de avaliações. Em última análise, elas obrigam-nos a pensar e eventualmente a mudar o que, muitas vezes, não queremos mudar. Depois, não fica mal recordar que no passado era uma tradição africana chamar "árbitros" externos para a boa mediação e resolução de problemas.
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19:15: acabei de dar uma entrevista à BBC a propósito desses resultados.
De onde vem todo este dinheiro?
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Hoje, neste belo dia fresco e chuvoso, maputei, fui de carro ao longo da Julius Nyerere, descendo pela rua que passa em frente à escola portuguesa, metendo depois pela marginal até à Costa do Sol e regressando para entrar pela 25 de Setembro, subir para a 24 de Julho e regressar ao xitolo. Devagar, cruzando com os habituais carros último modelo, fui espreitando, apalpando todo aquele casario de luxo que forma autênticas microcidades da Nyerere à Costa do Sol, intrometendo-se cada vez mais na zona verde junto à presidência da República. Creio que senti que amanhã já haverá mais mansões, mais condomínios protegidos por arame farpado electrificado. E a pergunta era e é sempre a mesma: de onde vem todo este dinheiro, todo este luxo que mais nenhuma cidade moçambicana possui? Quais as suas fontes numa grelha sempre em crescimento que inclui bombas de gazolina, hotéis, casas de câmbio e casinos?
O blogue do Sérgio na Suécia
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País sem ladrão não é país
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Na investigação que fazemos sobre linchamentos, temos usado várias formas de registo de percepções populares. Uma delas consiste em metermo-nos em chapas e em suscitarmos um debate sobre agressões, roubos e medidas a tomar. Por exemplo, na rota Muhala-Matadouro em Nampula, o compreensivo, dialéctico motorista do chapa interveio em meio à discussão que provocámos para dizer o seguinte:
“País sem ladrão não é país. O ladrão quando rouba está a fazer o serviço dele, como eu estou a fazer o meu serviço. Se matarmos o ladrão então não havia necessidade de construir cadeia para estar vazia. A melhor coisa é entregar à autoridade. Roubar é vício que Deus deu por isso é melhor deixar. Uma pessoa que tem fé em Deus, se alguém me fizer mal enquanto eu lhe salvei, eu só posso agradecer a Deus porque cada um foi nascido na sua maneira ( há uns que têem coração de cobra e outros tem coração de pessoa). É bom agradecer com livre vontade porque assim Deus vai-lhe ajudar." ("Diário de campo" de um dos investigadores).
O que se faz a um ladrão?
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A equipa da Unidade de Diagnóstico Social prossegue a sua investigação sobre linchamentos. Uma das veredas desse trabalho consiste em pedir a estudantes de escolas primárias do 2.º grau que escrevam uma redacção na qual digam o que se deve fazer a um ladrão. Eis três respostas dadas numa escola de Maputo, na disciplina de Ciências Sociais. Comecemos pela Regina, que propõe que se bata e se queime o ladrão "para não roubar mais", sendo a polícia dispensável:
A convocatória de Ndlovu
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