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15 fevereiro 2009

Ilha de Moçambique: o problema do fecalismo

A 18 de Janeiro de 2007 o "Notícias" reportou que "O governador de Nampula, Felismino Tocoli, defende a aplicação de medidas administrativas, como forma de eliminar o fenómeno do fecalismo a céu aberto no município da Ilha de Moçambique, considerado uma das causas que, o ano passado, contribuiu para a redução significativa do número de turistas naquela região insular, além do surgimento de doenças, sobretudo a cólera."
Agora, um leitor deste diário afirmou ter visitado a ilha e escreveu o seguinte: "(...) vivem na ilha qualquer coisa como 12000 pessoas e 95% defeca na praia de dia , de noite, o novo, o velho, homem, mulher, todo mundo!!!...apenas existem algumas prainhas com possiblidades de não haver um encontro imediato com....a lotação da ilha quadriplicou e não há possibilidades dessa gente fazer latrinas pois o chão é rochoso ou com água...Caro professor, até onde irá parar o deixa andar, o desleixo, a displicência, a falta de vergonha???...ouvi comentários dizendo que muitos turistas conforme atravessam a ponte e chegam à ilha, logo dão a volta pois o cheiro é terrível!!! Caro professor rogo-lhe encarecidamente que levante esta questão que diz respeito a nós todos. A Ilha de Moçambique merece muito mais."
Minhas perguntas para os leitores:
1. Qual a causa ou quais as causas do fecalismo a céu aberto na Ilha de Moçambique?
2. De que maneira se pode resolver o problema?

7 Comments:

Blogger Paula Araujo said...

Professor

Eu sou uma das pessoas desencantadas com a Ilha. E não pelo fecalismo a céu aberto (que não vi por não ter ido à praia) mas pelo desleixo a que a Ilha está votada por parte do poder local.
Há lixo por todo o lado, os jardins são só capim, os bancos dos jardins têm as tábuas despregadas, as paredes não são pintadas, enfim, uma falta de cuidado de bradar aos céus. E se as autoridades não se ralam, porque é que o povo se há-de preocupar?
Paula Araújo

15/2/09 8:08 da tarde  
Blogger Paula Araujo said...

Ainda quanto ao fecalismo, penso que o ideal será construir suficientes casas de banho públicas e multar os prevaricadores.
Paula Araújo

P.S. Mas a construção de casas de banho públicas não pode representar um esgoto para a praia.

15/2/09 8:11 da tarde  
Anonymous Tóxico said...

penso que a principal solução passa por retirar a sobrepopulação que nela vive...
quanto a sanitários públicos, existem alguns que nunca foram usados.
questionei a razão e alguns cidadãos disseram que era uma questão de cultura...pode?????
se não existem condições de salubridade para tanta gente,só há um remédio:
mandar as pessoas para o continente .
O Lumbo está prácticamente desabitado,e tristemente abandonado.

15/2/09 8:25 da tarde  
Blogger kimmanel said...

caro professor !
em principio o problema do fecalismo a ceu aberto pode ser resolvoda pelo povo ,mas muitas vezes eses problema pode ser de natureza tecnica da zona ficando fora das capacidades dos residentes , é exemplo disso o que Deviz mostrou.Na Beira o fecalismo era antes tratado pelo governo como um assunto cultural.

16/2/09 2:39 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A Ilha de Moçambique é um local único e paradoxal neste nosso belo pais. Para entendermos como a Ilha hoje se encontra é mister recuramos no tempo, aos ultimos anos do governo colonial. A Ilha na altura era habitada por cerca de 6000 almas, uma parte na cidade de " pedra " na ponta norte e outra no bairro de macuti na parte central/ sul da Ilha. Já nessa altura havia problemas de saneamento para os habitantes dos bairros de macuti pois as habitaçoes foram construídas sem sanitários já que não existiam condições fisicas para tal . Os portugueses resolveram o problema construindo sanitarios publicos e dada a baixa densidade populacional era fácil manter as praias mais ou menos limpas de dejectos humanos. é preciso lembrar que nesses tempos a palavra honra e vergonha tinham o seu peso além da policia de Segurança publica sempre muito diligente estar pronta a punir os infractores. Além de mais, a Ilha era para os Portugueses, a "joia da coroa" e muito dinheiro era enviado e investido pela camara municipal para a salvagurda das estradas, edificios, museus, etc-sabido que as receitas da ILHA após a abertura do porto de nacala decairam para niveis que nao permetiam a sua sustentabilidade. Meus senhores, a ILha era um paraiso em termos de beleza, higiene/salubridade e conservação do patrimonio. Mudaram-se os tempos, mudaram-se as vontadas. Os Novos governantes cheios de fervor revolucionário trocaram a ordem natural e cultural que existia a pelo menos mil anos,( não estou dizendo que estava tudo certo no longo milenio de arabes e portuguses) ) depois veio a guerra de 16 anos que provocou um exodo para a Ilha de populaçoes completamente ruralizadas que foram ocupando as casas deixadas vagas pelos portugueses e que já estavam em fase de semi-ruinas.Estes nossos camponeses, sem culpa e desgraçados porque afastados do seu meio pela guerra, completaram a destruíção dos edeficios, que por serem muito antigos precisavam de uma manuntenção cuidada e dispendiosa. Prta agravar colocaram administradores distritais analfabetos que ajudaram a afundar ainda mais a Ilha com a sua gestão danosa e incomptetente. Pelo meio, a Ilha nos finais dos anos 80 e principios de 90 tinha uma população de 16.000 habitantes, a maioria residindo nos bairros de macuti sem sanitarios. Entrementes os sanitarios publicos, outrora limpissimos, viraram um antro de podridão afugentando quem deles se aproximasse. Solução: A praia como " cagatório publico" e aos poucos os ilheus de nariz empinado juntaram-se aos cidadãos vindos do interior nos actos outora vistos como de pouca vergonha: mãe ao lado do filho, avo com o neto etc etc.
Para não me alongar muito mais-- direi que o problema da ILha é complexo, mais complexo de que a ordem administrativa do governador mandando nos intestinos dos cidadãos. Transferir a população dita excendentária para o Lumbo? Quantas tentativas falhadas já não houveram? há emprego no lumbo? Escola secundaria? cuidados de saude( abro um parentisis para dizer que o actual hospital da ilha é uma vergonha nacional).
Agora estamos em tempo de democracia, os governos municipais de diferentes partidos sucedem-se .Mas sem um investimento de fundos adequado e técnicos competentes a degradação vai manter-se ou acentuar-se. Eis uma boa tese de doutoramento nas diferentes areas:Como salvar a Ilha de Moçambique?

16/2/09 6:27 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

A questão é como as autoridades e nós, os cidadãos, olhamos para o problema. Aqui em Maputo ja temos o "xixizismo" a ceu aberto... Falta pouco para termos fecalismo. Melhor, até já existe, so que nao é feito com aquele descaramento da Ilha. como, provavelmente, muitos dos que escrevem neste site não andam a pé também não vêem. Tenho visto muitos bons cidadãos em carrões bonitos a sairem do mesmo, tirarem o seu equipamento e começarem a usar em plena via pública. Outros atiram o lixo dos seus carros pelas janelas, na maior das calmas. Porque cidadãos deste nível (?) se comportam desta maneira e se acham no direito de acusar os pobres habitantes da Ilha destes comportamentos? NÃO ESTOU, DE MANEIRA NENHUMA A CONCORDAR COM A ATITUDE DOS ILHEUS, NOTE-SE, Mas, infelizmente temos que nos comparar.
A nossa atitude cidadã é que esta a faltar e enquanto ela faltar... teremos isso e muito mais. Eu pessoalmente gostaria de ver a nossa cidade e as demais melhor tratadas.

Akuna Matata

18/2/09 9:33 da manhã  
Anonymous Amade said...

Eu sou natural da Ilha de Moçambique, na minha opinião o fecalismo a céu aberto nesta urbe passa necessariamente por medidas coersivas, digo isto porque já se falou tanta coisa em torno do assunto e nada se resolve já houveram campanhas de sensibilização nada. O proprio governo poderá resolver esta situação se usar o poder. Este mal deve acabar sim com as medidas coersiva.

25/1/10 3:45 da tarde  

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