Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
16 janeiro 2009
Gukurahundi
Entre 1983 e 1986, cerca de 20 mil pessoas foram mortas na Matabeleland, parte ocidental do Zimbabwe, na maior parte habitada por falantes de língua Ndebele. O genocídio foi levado a cabo pela Quinta Brigada do exército zimbabweano, preparada e dirigida por norte-coreanos. Eis o nome que Robert Mugabe encontrou para descrever a operação: Gukurahundi (termo da língua chona que significa "as primeiras chuvas que limpam os vestígios de milho antes de uma nova colheita"). A esse propósito, existe um artigo de Ian Phimister no último número do Development Dialogue (número dedicado ao genocídio e a outras formas de violência colectiva - Dag Hammarskjöld Centre, Uppsala, Suécia), com a capa em epígrafe (The making and meanings of the massacres in Matabeleland, pp. 197-214. Mas existe também o livro cuja capa está do lado direito desta postagem.
Adenda: como podeis reparar no índice da revista com a capa acima reproduzida, há ainda, sobre o Zimbabwe, um trabalho de Mary Ndlovu com o título Mass violence in Zimbabwe 2005 - Murambatsvina (pp. 217-237). Clique com o lado esquerdo do rato sobre as imagens para as ampliar.
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