18 julho 2009

PIB abaixo dos 6% até 2011

Os resultados macro-económicos de Moçambique permanecem positivos, mas o Fundo Monetário Internacional sustenta que enfraqueceram, estimando que o PIB permanecerá abaixo dos 6% até 2011. Confira aqui. Obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, por me ter enviado a referência da notícia.

3 comentários:

Viriato Dias disse...

Estes e mais números podem ser revelados para a glória do Governo, porém, uma coisa é certa: há gente a morrer de fome no país. A alunos a sentarem-se no chão por falta de carteiras. A magnitude da pobreza assusta e torna um paradoxo, porque não se compreende e nem é preciso ir a uma universidade para se perceber o paradoxo que impera no país, com rio Zambeze a trasbordar em vão, as suas águas a correr de macinho ao oceano; os palmares, as castanhas, o rebanho, a nossa gloriosa barragem, enfim, uma riqueza que só temos para o iglês ver e o português dançar como sóis dizer, e o moçambicano bater palmas!!! Como é que se explica que em Tete não haja uma industria de leite, queijo? Como é que se explica que o óleo é mais caro no país, com tantos palmares que temos? O povo não come castanha!!! Mas há muita castanha! Há que aparecer um outro Samora Machel, mas mais moderado.

Um abraço

Anónimo disse...

Em termos MACRO e não obstante ter-se enfraquecido (como diz o FMI) o desempenho será excelente caso venha a situar-se próximo do 6%.

A Africa do Sul, Reino Unido, Almanha, Estados Unidos da América e a grande maioria dos países industrializados têm todos este ano uma fortíssima contracção do PIB (crescimento negativo).

Caro Viriato, não há tanta castanha como pensas:

Em 1974 o país comercializou (compras confirmadas aos produtores) 216 mil toneladas (era na altura o maior produtor mundial).

Hoje o país comercializa menos de 90 mil toneladas. Porquê ? Políticas económicas (ao nível da produção, investigação, comercialização, industrialização, ete., completamente erradas).

O mesmo acontece com os Palmares onde a produção hoje é menos de metade da de 1974. E também no algodão e outras culturas.

Quer queiramos quer não, Samora também contribuiu para esta situação. Quando da sua morte, Samora deixou-nos um país inviável, paralizado, em conversações com o FMI e WB para que as torneiras dos financiamentos ocidentais nos viessem acudir!

Eu tenho uma grande admiração por Samora, por nos ter devolvido a dignidade de sermos livres na nossa terra, pelo patriotismo que nos incutiu e por muitas coisas mais, MAS a história dirá que foi um excelente estratega militar, um líder, patriota, etc., MAS um péssimo Governante, centralizador e demagógico no campo económico e social.

Deixou-nos saudades o Homem, não o Governante!
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Anónimo disse...

Dr. o PIB não se mede em percentagem. Talvés se refira ao crescimento do PIB ou crescimento económico.....