12 fevereiro 2008

Por que houve revolta no dia 5? Sr. Luís Job Mutombene responde


I
Por que razão o povo se revoltou no dia 5 de Fevereiro? O Sr. Luís Job Mutombene responde: "O povo quando reivindicou no passado dia 5 de Janeiro estava a reivindicar contra a opressão dos exploradores que tentam fazer de tudo para que a população leve uma vida de miséria. O povo reivindicou por uma vida melhor e por uma qualidade de vida aceitável para que as pessoas possam levar uma vida digna e tomar uma refeição saudável e aceitável à altura do ser humano. Esta justa reivindicação foi para mostrar ao Governo que governar não é sentar na cadeira do escritório a receber vultosos valores em nome do povo, mas governar é ouvir e atender as preocupações do povo. É trabalhar para construir uma futuro melhor e garantir que toda gente possa ter o mínimo necessário para levar uma digna sobrevivência. O povo vota porque acredita que os governantes podem fazer o melhor para responder as suas aspirações e necessidades. E quando estes ignoram e humilham o povo, este revolta-se contra, apelando para que quem de direito tome em conta as suas inquietações, como fizeram os nossos revolucionários quando queriam e aspiravam por um Moçambique independente no passado, através de desencadeamento de uma guerra popular que terminou com a independência total e completa de Moçambique e com a constituição da República Popular de Moçambique em 1975."
II
Mas, Sr. Mutombene, pode dar detalhes da história da miséria? Resposta do Sr. Luís Job Mutombene: "Então vejamos o cenário actual. Um agregado familiar em media é constituído por 5 filhos, a esposa e o marido. Se estes todos filhos estudam devem gastar em média 200.00MT de transporte cada por mês, totalizando um valor de 1000.00MT, se o pai trabalha longe deve também gastar um valor de 7.50MT dia, por 20 dias de trabalho, e por mês gasta uma media de 300,00MT sem incluir outras deslocações extras. Se a mulher deve ir ao mercado, esta deve gastar uma média de 100 meticais de transporte mês, o que totaliza um gasto mensal da família X em transporte de 1.400.00MT. Supondo que este chefe de família recebe 3.000.00MT, este já consumiu do seu salário o valor de transporte e fica com um saldo de 1.600.00. para comprar os bens de primeira necessidade tais como arroz, óleo, açúcar, feijão, amendoim, carvão, folha de chá, pão, cebola, tomate, batata, caril, sal, temperos, energia e água. E se não estiver a viver em casa própria deve pagar a renda, e se bebe deve guardar algum para os seu caprichos."
III
Enquanto isso, o povo em Maputo queixou-se da carestia da vida ao presidente do Conselho Municipal da cidade de Maputo. Confira aqui.

5 comentários:

Anónimo disse...

Há sismo social em Chibuto, Gaza.
A moda está a pegar.

Carlos Serra disse...

Vou já tentar saber, obrigado.

Anónimo disse...

Caro Dr

Gostaria de sugerir uma investigação apurada deste fenomeno a chamamos de sismo.

Há vários problemas em Moçambique, uma das questões que anda na boca do povo aqui em Maputo é o taxa de lixo. Dr esteja atento a este facto.

A taxa de lixo também é cobrado em zonas que não é possível a recolha de lixo e é extremamento alto para o bolso do pacato cidadao.

Se não sejamos, o mês de janeiro para a maior dos contribuinte desta taxa oscilou em 50 65 Mt. Há locais de cobraça que não estão online quantas vezes comprares a energia é cobrado a taxa.

Dr. a ligação EDM - Concelho Municipal não é de agrado de muita gente. Não me admira um dia as instalações da EDM virarem um caos.

Outro negocio da EDM é a taxa de radio. Para um individuo que tem viatura paga na EDM e nos impostos a taxa de radio, isto é a mesma taxa é paga duas vezes. Será isto justo?

A atenção

Mphofulo

Carlos Serra disse...

Muito obrigado pela contribuição, verei no futuro o que posso fazer nesse sentido.

Anónimo disse...

Ainda por cima pagamos taxa de rádio para sermos mal servidos! Não têm vergonha os manda chuvas da rádio e os jornalistas que lá trabalham? Nós o povo, pagamos os vossos salários e voces cedem a censura dos poderosos ou enveredam pela auto censura. Estamos atentos , mudem , honrem o pão que ganham!