11 outubro 2007

Polícia assassinado ontem à noite

Um polícia foi ontem à noite assassinado no Bairro do Fomento na Matola, a cerca de 20 quilómetros da Maputo, por pistoleiros a monte (Rádio Moçambique, noticiário das 12.30).
O último caso reportado deu-se a 16 de Agosto com o assassinato de três polícias na Avenida de Angola.

24 comentários:

Anónimo disse...

Se calhar os tipos vao aproveitar agora que o gata vai trocando posicoes com o rato nas arterias da cidade de Maputo

Anónimo disse...

Se calhar os amigos do Chauque vao aproveitar retomar as suas incursoes criminosas agora que o gato (policia) vai trocando posicoes com o rato (vendedores ambulantes) nas arterias da cidade de Maputo

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sempre lamentável a morte de agentes policiais.
Editei um post no Cybermedicina onde falo de alguns marcadores. Tive dificuldade na edição, porque certos cálculos e termos bloqueiam a edição (tag qualquer coisa). Não actualizei os dados, mas logo que possa faço uma revisão alargada sobre a digit ratio, e tentarei concluir a spiritual neuroscience. Portugal está mesmo uma decepção: intriguista e vazio.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

E os luso-abusadores querem vassalagem!?

Carlos Serra disse...

Vamos a ver se não estamos perante um novo ciclo de gangsterismo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A propósito disso (crime grupal), tenho pensado se a abordagem interaccionista simbólica e da rotulagem social não esvazia a criminologia, embora nalguns casos tenham resultados de grande alcance político e crítico. Comentei a política de segurança do Ministro, mas foi mais um reparo e, claro, desmontei a Direita.

Anónimo disse...

Isso faz me lembrar o início dos anos 90 quando Pablo Escobar pagava 300$ pela morte de um polícia e 1000$ pela morte de um oficial do combate ao narcotráfico.
Hoje temos um Escobar a moda moçambicana( Agostinho Chauque) que decidiu fazer frente contra a polícia...é lamentável. Não queiramos chegar ao nível de criminalidade vivida no Brasil, onde o gato e o rato muitas vezes se encontram para fazer a sesta e trocam posições como diz o anónimo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Oi Wetela! Não o via há muito tempo. Tem razão: O Brasil é criminologia ao vivo. Muita insegurança e assaltos a turistas.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Ultimamente, em Portugal, têm ocorrido crimes muito violentos, incluindo homicídio de filhos, seguido de suicídio. Ninguém se preocupa: são geralmente atribuídos à depressão. Mas são indicadores preocupantes...

Anónimo disse...

Sim Francisco, são os "crimes do ocidente" associados as depressões, ao stress, as frustrações, aos problemas psíquicos...

Anónimo disse...

Quantos ciminologias temos no nosso país...falo de indivíduos formados em criminologia...pelo na praça e no mundo acadêmico n~unca ouvi falar de nenhum....vemos pessoas a serem linchadas apenas por richas entre famílias, disse muito bem o Professor o linchamento era para os casos de roubo, mas agora tivemos uma situação diferente...Numa das reportagens da STV, um jovem criminoso disse sem nenhum recentimento que puxou o gatilho porque um outro jovem o tinha irritado e matou-o...Não temos criminologistas que nos possam dar melhores enquadramentos desses crimes que tem acontecido na nossa cidade. Sinto também que são poucos psicólogos que se atrevem a navegar por estas águas...

Carlos Serra disse...

Coloca um problema importante: não temos criminologistas.

Anónimo disse...

Gostava que as nossas universidades pudessem pensar com mais seriedade na formação de criminologistas...eu particularmente me interesso por esta area e num tenho como desenvolver cientificamente essa area. A esplicação ou a interpretação que nos sociólogos damos ao críme é apenas nossa como sociólogos e não de um períto da area...

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

O seu nacionalismo é interessante, mas deve haver configurações de estímulos e processos motivacionais relacionados com a sociedade que disparam os programas. No Ocidente há muito stress... muito mesmo.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

A criminologia usa procedimentos científicos muito precisos (polícia científica), associados à investigação criminal. É uma área interdisciplinar, mas ainda muito intuitiva, o que é bom: um bom criminologista tem faro natural.

Carlos Serra disse...

Wetela, oiça: em Novembvro estará aqui a meu convite a Jacqueline Sinhoretto, ela é socióloga e trabalha num instituto de estudos criminais no Brasil. Seria, creio, uma excelente maneira de vc colocar o seu problema, geral e pessoal. Está disposto?

Carlos Serra disse...

Saraiva: coloquei uma curta palavra num dos seus blogues, a propósito do autismo.

Anónimo disse...

E acho que nós aqui estamos a caminhar para o stress da sociedade ocidental. Para ser sincero não consigo imaginar o nosso país dotado de uma polícia científica, uma polícia que investiga os crimes e chega a um resultado. Tenho acompanhado uma série policial bastante interessante ( C.S.I)no AXN e acho que alguns dos nossos dirigentes deviam acompanhar quem sabe ganhavam alguma inspiração para ter uma verdadeira polícia de investigação criminal...è triste chegar numa esquadra da polícia participar um crime e o polícia perguntar de a vítima tem carro para fazer as diligências da polícia...Afinal de contas para onde vão os altos impostos(IRPS) pagos pelos cidaddãos?

Anónimo disse...

Se os polícias que aparentemente garantem a nossa segurança são baleados indiscriminadamente...em quem devo confiar a minha segurança na via pública...ou vamos cair no ridículos de ter heróis bandidos quem nem os colombianos que adoravam Pablo Escobar...

Elton B disse...

E será que a ACIPOL no seu programa curricular não contemplou a área da criminologia? Porque se não o fez é gravissimo.

Carlos Serra disse...

No que me toca, infelizmente não sei. Mas tentarei saber.

Anónimo disse...

Não estaremos a mistificar demais o Agostinho Chauque?

Em que circunstância se deu esta morte? Em que actividades estava envolvido este polícia?

Faço estas perguntas que podem até parecer tolas, para chamar a atenção de todos no sentido de começarmos a pensar noutras causas e outros personagens que possam estar por detrás da morte de polícias.

Antes demais, o polícia é um cidadão como todos nós, que tem a sua própria vida e os seus próprios conflitos que não podem (sempre) se confundir com os da corporação policial.

Qual foi o móbil deste crime? O trabalho desse homem como polícia? Não poderá ele ter sido vítima dos mesmos individuos que nos roubam a nós que não somos polícias e temos a chance de sobreviver? Porque pensar sempre no Chauque?

Este Chaúque está a virar um verdadeiro Bin Laden. Todos sabem que ele é perigoso mas ninguém sabe onde está e vai se criando um terror a volta de uma figura que pode já nem existir ou nem ser tão perigoso quanto se apregoa.

Martin de S.

Carlos Serra disse...

Cá por mim gostaria de ter o tempo que não tenho para estudar essa fascinante personagem, tão mítica para nós quanto foi na era colonial Zeca Russo.E estudá-la significaria estudar toda uma malha complexa. Abraço a todos.

Anónimo disse...

Sim Professor, terei enorme prazer em poder ouvir de uma socióloga que se dedica a essa área.Aquim que ela estiver próxima é sód deixar uma nota no blog sobre a vinda dela, acredito que mais blogistas não irão perder a oportunidade de cogitar com Jacqueline Sinhoretto...Bem haja...