"O antigo presidente da República, Joaquim Chissano, aconselhou há dias os estudantes moçambicanos na Africa University, em Mutare, na República do Zimbabwe, a não estudarem tendo como meta alcançar o poder."
Claro que sugestões tão franciscanas são vantajosas no Zimbábuè, em Moçambique, em qualquer lado. A abstinência política dispensa preservativos e isso é saudável.
4 comentários:
Professor!
Infelismente, ele não completou a frase. Devia ter dito: Não estudem para alcançar o poder, PORQUE EM AFRICA "O PODER" É PARA YES MEN.
A ideia é que cá entre nós, o poder é para gente que não questiona, que aceita tudo e ele sabe que gente formada é caracterizada pela irreverencia, questionamentos......
Jorge Saiete
Mas Chissano tb sabe que o que propõe apenas tem o sentido de uma crença e rigorosamente mais nada do que isso. Ele foi dos que lutou para chegar ao "poder".
Creio que Chissano está a ser mal citado. Ou está a ser citado fora do contexto. Não me parece que ele esteja a sugerir abstnência política aos estudantes. Parece-me que os está a advertir para não se deixarem embarcar pelo simples objectivo da glória. Está a sugerir que estudem para serem úteis. E se o poder for uma forma de serem úteis, pois que o exerçam. Do meu ponto de vista este é um discurso imbuido da ética humanística a que Chissano nos vem habituando.
Obed L. Khan
O humanismo é sempre muito fascinante.
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