10 agosto 2008

Nampula: elas e eles alugam o corpo para pagar estudos universitários

Há sete universidades em Nampula, cerca de 20 faculdades em funcionamento, muitos estudantes. Acontece, porém, que nem todos são capazes de pagar os estudos, especialmente os oriundos de outras regiões. Surge, então, o aluguer do corpo, delas e deles. A realidade dos mwanas - nome pelo qual são conhecidos - foi contada por Luís Norberto e encontra-se disponível aqui.
Observação: aqui está um tema susceptível de debate, creio.

6 comentários:

JCTivane disse...

Mal vamos quando fazemos desta "cultura" a nossa cultura. Tenho dito.

Xiluva/SARA disse...

Ainda ninguém analisou a cultura que aparece entre comas no Tivane. Porque é uma cultura queiramos ou não. Quando faz isso o Carlos?

Carlos Serra disse...

Creio que este diário contém muitas janelas pelas quais se pode ver a tal cultura entre aspas do Tivane. Mas talvez na próxima semana eu tente uma síntese em palestra a proferir no Museu Nacional de Arte a convite do Naguib.

Reflectindo disse...

Nada é novo. Quando li isto aqui http://www.imensis.net/forum/viewtopic.php?t=1170 nem tinha acreditado.

A pergunta é se de facto esta gente voltará a vida normal como quer nos fazer entender. Há outros desafios depois dos estudos: emprego e carreira profissional. Esta gente não usará o corpo para obterem emprego e fazerem a carreira profissional?

Como um/a jurista que passa por estes caminhos será capaz de combater assédio sexual onde quer que seja?

Defendem que não são prostitutas ou prostetutos, mas afinal o que é prostituir?

Não estou a condenar, mas apenas reflectir sobre a questão que até deve ser bem séria que apenas uma prostituicão.

Carlos Serra disse...

Verá em alguns depoiementos que o caso não surge como prostituição.Por outro lado, há sempre diferentes culturas...

Anónimo disse...

Em que perspectiva se chama isto de "cultura"? Não percebo, mesmo!

V.I