Invariavelmente a pobreza aparece como um problema tecnicamente abordável e tratável. Essa pobreza é suposta ser vencida com coisas, com programas, independentemente das relações sociais nas quais tem curso. A crença reenvia para o portentoso método do Barão de Münchhausen no livro de Rudolf Raspe - um dia, num dos seus passeios a cavalo, caiu num pântano. Afundando-se cada vez mais e não havendo ninguém para o socorrer, o barão teve a genial ideia de se puxar a si mesmo pelos cabelos, até conseguir sair do lodaçal, juntamente com o cavalo.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
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