09 outubro 2011

E se os Moçambicanos fossem Chineses? (16)

"Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier." (provérbio chinês)
Prossigo a série, mantendo-me ainda no ponto 5 do sumário, a saber: Poder político, Capital e relações assimétricas.
Escrevi no número anterior que, a nível meramente cultural, Moçambicanos e Chineses não são superiores ou inferiores na relações que mantêem entre si. Talvez esta maneira de colocar o problema não seja a mais adequada, talvez fosse mais adequado defender a seguinte hipótese correctora: não se consideram superiores ou inferiores. Porém, há aqui um problema sério: existem Moçambicanos e Chineses em si,  independemente de classes, de grupos e de contextos (por exemplo dicotomias do género urbano/rural e local/global)?
Prossigo mais tarde.
(continua)
Leitura recomendada: Feijó, João, Relações sino-moçambicanas em contexto laboral - uma análise de empresas em Maputo, in Serra, Carlos, A construção social do Outro, Perspectivas cruzadas sobre estrangeiros e Moçambicanos. Maputo: Imprensa Universitária, 2010, pp. 225-296.

1 comentário:

Salvador Langa disse...

Quem tem mais poder é mais arrogante.