Pedido aos leitores que debatem homosexualidade
Um acalorado e interessante debate sobre a homosexualidade está a ocorrer neste diário, nesta postagem aqui. Sugiro leiam, no elo indicado, o 23.° comentário, por mim feito. Muito obrigado.
Um acalorado e interessante debate sobre a homosexualidade está a ocorrer neste diário, nesta postagem aqui. Sugiro leiam, no elo indicado, o 23.° comentário, por mim feito. Muito obrigado.
Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Cabeçalho de uma excelente reportagem de Hélder Xavier e Félix Filipe, com o título em epígrafe e publicada no @Verdade: "Museu, Anjo Voador, Benfica e Junta constituem as principais terminais de transportes rodoviários no Grande Maputo. Nos últimos anos, para além de serem pontos de partida e chegada, estes espaços tornaram-se lugares multifuncionais onde milhares de pessoas procuram sobreviver socorrendo-se das mais variadas actividades. Um mundo feito de desenrascanços."
Mais um pouco desta série.
Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Terminou antes das 14 horas locais a leitura pública das sentenças das cinco pessoas acusadas no processo que se convencionou chamar "caso aeroportos de Moçambique". A imprensa irá referir-se às sentenças (de dois a 22 anos de prisão, fora as indemnizações). O que aqui me interessa são duas coisas das várias que o juiz Dimas Marôa disse no fim da sessão. Primeiro, disse esperar que as pessoas que, com pseudónimos, escreviam nos jornais sobre o julgamento, finalmente mostrassem quem realmente são (o juiz disse textualmente que lia todos os jornais); segundo, disse que tinha conhecimento de um rumor que veiculava o seu assassinato, mas que não tinha medo. Todavia, não disponho de dados para analisar ambas as coisas, bastante delicadas.
Um segundo questionário foi introduzido, desta vez sobre a pena de morte, ficando activo no lado direito deste diário por dois meses, tal como o primeiro. Conferível aqui.

A homosexualidade é condenada por uns, defendida por outros. Uns dizem que foi importada da Europa, outros dizem que sempre existiu. Achei bom criar um questionário sobre o tema (leia ou recorde neste diário aqui, aqui e aqui), situado no lado direito deste blogue, actrivo por dois meses, aqui. O leitor pode fazer uso da votação múltipla.
No lado direito deste diário, encontram-se dois questionários cujo prazo de validade já encerrou. No primeiro houve 147 votos. Entre as frases mais pontuadas, encontra-se a de que "Em Moçambique há risco de monopartidarismo". No segundo, com 45 votos apenas, Afonso Dhlakama foi quem recebeu mais votos no tocante ao político mais publicitado na imprensa moçambicana entre 1992 e 2009. Os questionários serão hoje retirados, dando lugar a um novo.
O Global Europe Antecipation Bulletin antecipa "um agravamento brutal da crise no segundo trimestre de 2010, gerada por um duplo efeito de alcançar por fim fenómenos que foram provisoriamente "congelados" no segundo semestre de 2009 e pela impossibilidade de manter as medidas paliativas do ano passado (...) O agravamento brutal da crise sistémica global vai assim ser caracterizado por uma aceleração e/ou um reforço de cinco tendências negativas fundamentais (...)". Aqui. Original em francês aqui. Confira igualmente aqui.
"Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de sua senhoria ao senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos? (...) Certamente, respondeu o Sr. K. (...) O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura. Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente." - extracto de uma parábola escrita um dia por Bertolt Brecht intitulada "Se os tubarões fossem homens", aqui.
Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "A hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:
Segundo o ZimOnline, o governo no Zimbabwe dispõe unicamente de 100 milhões de dólares de receitas mensais, dos quais 65% são para salários - disse o ministro da Finanças daquele país, Tendai Biti, num momento em que os funcionários públicos lutam por aumentos salariais. Aqui. Tradução:


Mais um pouco desta série.
É sempre muito difícil encontrar no que se escreve sobre o nosso país uma análise dos grupos sociais, das classes, das aspirações, das perspectivas, das representações que se fazem, dos choques, das lutas. Quando se tenta caminhar por esse lado, por norma é o inventário étnico e/ou regional que surge como guia.
Mais um pouco da série.
Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Em Janeiro de 2008 escrevi uma curta série em dois números intitulada Guebuza e Chissano: competição dinástico-empresarial-prestigial. Aí tentei, na parte final, como que um esboço das personalidades políticas de ambos. Agora, esforçar-me-ei por aprofundar um pouco esse esboço, tomando em conta o que me parece ser a consolidação do que chamarei facto político total no nosso país (tenho em mente o conceito de facto social total de Marcel Mauss) na sequência das intervenções de Filipe Paúnde (aqui e aqui) e de Itae Meque (aqui).
"A figura do “intelectual engajado” que era a força motriz de África no fim da colonização e que permaneceu a força de África na primeira fase da descolonização, desapareceu para ser substituída pela figura do intelectual do governo." - Professor Elikia M'bokolo, director de estudos da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, Paris, historiador reputado e um amigo que muito estimo.
Uma hemorragia perniciosa: o continente africano esvazia-se cada vez mais de pesquisadores, de informáticos, de médicos, de pessoal altamente qualificado. Há cerca de sete anos, a Comissão Económica das Nações Unidas para África e a Organização Internacional para as Migrações estimaram que, entre 1960 e 1975, 27 mil Africanos deixaram o continente, estabelecendo-se nos países industrializados, especialmente nos da Europa ocidental e nos Estados Unidos. De 1975 a 1984, a cifra atingiu 40 mil. Depois de 1990, calcula-se que anualmente pelo menos 20 mil pessoas tenham deixado e continuem a deixar o continente africano. Em francês aqui. Para um quadro geral, incluindo as causas, leia em português aqui. Entretanto, um livro sobre o tema acaba de ser publicado em França, confira aqui.
Vamos lá avançar um pouco mais nesta série.
Sobre a puíta são-tomense, cantada pelo falecido músico Camilo Domingos, leia aqui (para uma visão mais ampla dessa e de outras danças, incluindo as de Angola e Cabo Verde, aqui).
Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, irão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Algo fizemos mal – eis o título de uma intervenção de Oscar Arias, presidente da Costa Rica e Prémio Nobel da Paz em 1987, discursando na Cúpula das Américas o ano passado. A questão de Arias: por que só pedimos ou reclamamos coisas quando nos reunimos com o presidente dos Estados Unidos? Eis, creio, um bela questão para o tou pidir. Leia o texto em espanhol aqui e um resumo em português aqui. Se quer traduzir: