12 outubro 2011

Para ganhar as eleições em Quelimane (6)

Prossigo a série.
Já vos falei na engenharia eleitoral, esse conjunto de maneiras destinados a fazer com que eleitores acreditem que a situação X pode tornar-se situação Y. E propus-vos três temas para desenvolver. Prossigo no primeiro:
1. Pontos discursivos. Escrevi no número anterior que um discurso eleitoral visa tornar politicamente favoráveis e aceites os desígnios de um candidato individual ou de um partido. O problema começa quando partimos do princípio de que os eleitores são uma massa homogénea, indiferenciada, respondendo da mesma maneira aos nossos estímulos políticos independentemente das condições sociais, da etapa histórica e dos locais de vida e trabalho. Por outras palavras: quando partimos do princípio de que, por exemplo, os habitantes do populoso Bairro Brandão reagem da mesma maneira que os funcionários públicos e os pescadores do Rio dos Bons Sinais.
Prossigo mais tarde. Foto reproduzida daqui.
(continua)

4 comentários:

Salvador Langa disse...

Podemos prestar atenção a muitas coisas, mas todas dependentes da seriedade da gestão das eleições.

Paulo disse...

Sem dúvida é preciso transparência na gestão dos votos.

TaCuba disse...

Esse é o problema. Mas existe outro: prometer e não cumprir.

ricardo disse...

A saga continua no estendal politiqueiro local, agora com outro expediente:

Primeiro.

http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20505-frelimo-extorque-populacoes-esfomeadas-em-inhambane.html

Segundo.

http://www.canalmoz.co.mz/hoje/20502-corredor-do-norte-sem-cargas-do-malawi.html

Dois exemplos. Dois prismas do savoir-faire politico deste pais. Num patamar, os pobres pagam o DIZIMO, para viverem em PAZ na pobreza. No outro, os ricos perdem a sua RIQUEZA para viverem em PAZ com os estrangeiros.

Caso para perguntar. QUE TAL se nos tivessemos entendido com o Malawi para o uso da linha ferrea de Moatize-Nacala? QUE TAL se tivessemos aceite a sugestao do Malawi para usar o Zambeze , como tambem ja o faz a Riversdale (Rio Tinto)?

QUE TAL?!...

Por vezes, nos somos o nosso maior adversario.