O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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09 março 2015

Da histeria aos espíritos

De acordo com a estação televisiva STV no seu noticiário das 20 horas, cerca de 50 alunas desmaiaram nas últimas duas semanas na Escola Secundária da Manhiça. Segundo um psicólogo, trata-se de um caso de histeria colectiva; segundo a Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique, trata-se da acção de espíritos.
Adenda: recorde neste diário aqui e aqui.
Adenda 2 às 05:08 de 10/03/2015: num dos casos mostrado pela STV, uma estudante estava claramente com um ataque epiléptico. A epilepsia é, frequentemente, havida como manifestação dos espíritos nas crenças populares.

2 Comments:

Blogger nachingweya said...

Para o bom do nosso psicólogo, Chitima deve ser um caso de suicídio colectivo semelhante ao que alguns seres vivos praticam ao sentirem a espécie ameaçada por escassez de recursos de sobrevivência.
Quem detém estes doutos rapaces de que a ciência é presa?

9/3/15 10:13 da tarde  
Blogger Narciso Mahumana said...

O Departamento de Antropologia do Instituto Superior de Estudos de desenvolvimento Local (ISEDEL), onde eu trabalho, iniciou esta semana uma investigação com vista a procurar respostas para o fenómeno da Escola Secundaria da Manhica. Respostas cientificas independentes, não soluções. Um dos grandes problemas actuais e motivacionais esta associado ao facto de todas as explicações actualmente dadas sobre o fenómeno (de autoridades tradicionais, técnicos de saúde plural, populares, etc) não constituírem fontes fiáveis de informação em virtude de a sua aquisição não ter tido rigor metodológico e não possuírem poder descritivo e explicativo e robustez teórica/conceptual. O gravíssimo problema de todos, não e o direito que estas fontes de conhecimento tem de manter a dinâmica social e construir e representarem os fenómenos sociais mas sim o facto de integrarem conjecturas académicas! Os académicos tem-se pronunciado sobre este caso transformado hipóteses dedutivas em verdades. Qual e o valor teórico ou conceptual das nossas explicações se elas não são baseadas em trabalho de campo e dados da Escola Secundaria da Manhica?
No ISEDEL preferimos usar a escola velha da ciência: Conhecimento pelas causas e mediação entre teoria/conceitos e realidade social.
Esperamos publicar os resultados quando a investigação terminar.

11/3/15 9:01 da tarde  

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