25 junho 2008

25 de Junho de 1975: Independência de Moçambique

Pacientação moçambicana

Com doce ironia, o António Eduardo decidiu falar da enorme paciência dos Moçambicanos: "A grande paciência dos moçambicanos é muitas e bastas vezes explorada ao excesso. Por isso que quando ela é esgotada, deixa-se meio mundo boquiaberto pelas reacções que se revelam. Um cinco Fevereiro é disso exemplo, dos mais frescos. Mas há mais." E exemplificou a pacientação: "Na sua habitual paciência de moçambicanos que são, os catembenses receberam um autocarro em cerimónia formal, semana passada, que está parqueado a aguardar pela reparação das vias."

24 junho 2008

João

Chama-se João. Trata de campas e arruma carros no Cemitério de Lhanguene, periferia da cidade de Maputo. Mas não só: está a tirar um curso de barbeiro, depois vai montar uma barbearia junto à casa onde mora.

Doutor sou eu, não o Jonas!


Os leitores sabem bem quanto prezo dar a conhecer aqui este fascinante mundo do cura-tudo. Por isso o diário está muito povoado a esse nível.

Miriam Makeba

MDC confirma desistência das presidenciais enquanto COSATU apela ao isolamento de Mugabe e seu governo

O MDC confirmou ter enviado uma carta à Comissão Nacional das Eleições do Zimbabwe dizendo que desistia das eleições presidenciais de sexta-feira. Enquanto isso, a poderosa união sindical sul-africana, COSATU, está a apelar aos trabalhadores de todo o mundo para isolarem Robert Mugabe e o seu governo. Confira aqui. Entretanto, leia o que Robert Mugabe e Grace Mugabe disseram em comícios populares. Sirva-se deste tradutor se quer ler em português. Foi Ricardo, meu correspondente em Paris, quem mandou a referência do primeiro portal citado.
1.ª adenda às 16:58: a posição da COSATU é, indiscutivelmente, um dado novo e possante. Recorde aqui a posição que tomou quando, recentemente, um barco chinês esteve para descarregar em território sul-africano armas chinesas destinadas ao Zimbabwe.
2.ª adenda às 18:49: em campanha eleitoral (na qual vai eventualmente actuar sozinho por desistência de Morgan Tsvangirai), o presidente Mugabe continua a dizer aos potenciais eleitores que o MDC e Morgan Tsvangirai são criações do Ocidente, do inimigo imperialista, com a função de desvirtuar a luta de libertação. Logo, a soberania da pátria apenas estará assegurada se o povo do Zimbabwe votar nele e a ZANU-PF, partido no poder. É preciso fazer isso para homenagear os heróis e os mortos na luta – pede Mugabe. O presidente tem sistematicamente insistido na luta de libertação para justificar a necessidade histórica, natural, de a ZANU e ele se manterem no poder. Mais ninguém a não ser nós pode dirigir o Zimbabwe. Os únicos puros somos nós, o destino apenas a nós pertence: eis a mensagem passada e a passar (já agora, leia e analise o teor das cartas enviadas ao The Herald, coluna esquerda, topo, título: Opinião&Análise).

Britânicos acusam seis altos funcionários pela violência no Zimbabwe

Segundo o The Sidney Morning Herald, fontes governamentais britâncias acusam seis altos oficiais zimbabweanos de serem responsáveis pela violência no Zimbabwe (mais de 1.300 pessoas agredidas ou torturadas, 34.000 deslocados) designadamente: Emmerson Mnangagwa, chefe do Comando Operacional Conjunto; general Constatine (a escrever Constantine, CS) Chiwenga, comandante do exército; Augustine Chihuri, comandante da polícia; marechal Perence Shiri, comandante da força aérea; major-general Paradzayi Zimondi, chefe das prisões; e Gideon Gono, governador do Reserv Bank. As fontes disseram que esses seis altos funcionários monitoram um regime dentro do regime, conduzindo a campanha eleitoral como se de um um exercício militar se tratasse. Confira aqui. Sirva-se deste tradutor se quer ler em português. Foi Ricardo, meu correspondente em Paris, quem mandou a referência.
Sugestão: não deixe de consultar também o jornal governamental zimbabweano, The Herald.

Concerto em Londres para assinalar 90 anos de Nelson Mandela


O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela está em Londres como parte das celebrações do seu 90.º aniversário (a ser assinalado a 18 de Julho). Espera-o um megaconcerto. E há quem aguarde que, finalmente, Mandela se pronuncie sobre o Zimbabwe. Use este tradutor para ler em português.

Processo de Bolonha e cursos-macdonald (2) (continua)

Costuma-se remontar a história do processo de Bolonha a 25 de Maio de 1998, quando os ministros da Educação de França, Itália, Alemanha e Inglaterra assinaram em Paris a “Declaração da Sorbonne”, na qual fizeram a apologia de uma “harmonização da arquitectura do ensino superior”.
Um ano mais tarde, a 19 de Junho de 1999, ministros do ensino superior de 29 países europeus reuniram-se em Bolonha e iniciaram, então, o processo de integração. Tudo muito rápido, tudo qualificado como “processo”. O fundamental era, consensualmente, uma transformação técnica desprovida de orientação ideológica.
Quando de um congresso em 2006 sobre a reforma do ensino superior no Mali, aqui em África, o ministro Mamadou Traoré declarou que “com a generalização do processo de Bolonha na Europa (...) a introdução da reforma nos países da (nossa) sub-região tornou-se incontornável”.

Azagaia desventurado com a TVM

O rapper Azagaia (Edson da Luz de seu nome) - que vai actuar no Festival Mestiço, cidade do Porto, Portugal - escreveu uma carta dizendo que foi convidado pela TVM para estar presente no programa Moçambique em Concerto, no ar aos domingos. Ele estava feliz pois dessa maneira poderia mostrar que - como o convidador afirmou - Azagaia “não é só o crítico, mas também alguém que sonha, chora, ri, apaixona-se e fala sobre isso nos seus temas. Para isso sugeriu que um dos temas (...) fosse o romântico “Ni ta ku fonela,” (faixa nº 9 do álbum Babalaze) (...) e o meu lado crítico seria espelhado pela música “As Mentiras” (faixa nº 4 do álbum Babalaze)" . Mas, afinal, acabou por não ir, o convite ficou desconvidado. Importe e leia aqui o que ele escreveu.

Moçambique não consta dos 60 Estados mais fracos do mundo

O nosso país não consta dos 60 países classificados no Index 2008 como Estados fracassados ou como Estados mais fracos do mundo (The Failed States Index 2008). O Zimbabwe figura em terceiro lugar e Angola no 56.° Use este tradutor para ler em português.

Combustíveis mais caros: Macuácua pede compreensão e austeridade

Combustíveis mais caros, partido no poder e governo preocupados, 5 de Fevereiro está ainda na memória. O secretário para a Mobilização e Propaganda da Frelimo, Edson Macuácua, veio pedir compreensão e austeridade aos Moçambicanos. Entretanto: “Um aspecto levantado no espaço para questões em que o Estado utiliza um elevado número de viaturas ao que Macuácua retorquiu prontamente, afirmando que “os dirigentes do Estado, ministros e delegações presidenciais já começaram a partilhar as viaturas nos moldes de uma viatura de quatro lugares para quatro dirigentes”.
Nota: cartoon reproduzido daqui.

Fugidos da xenofobia encontrados com armas de fogo

Devido à xenofobia na África do Sul voltaram a Moçambique. Mas, aqui, foram encontrados com armas de fogo. Confira.

23 junho 2008

Harare: Tsvangirai refugiado na Embaixada da Holanda

O líder do MDC, Morgan Tsvangirai, vencedor da primeira volta nas eleições no Zimbabwe e que ontem desistiu de participar na segunda volta com o presidente Robert Mugabe, encontra-se refugiado na Embaixada da Holanda em Harare, receando pela sua vida. Confira aqui. Se quer ler em português, socorra-se deste tradutor.
1.ª adenda às 15:55: evento claramente perturbador. Enquanto isso, a Rádio Moçambique noticiou que se encontra no Zimbabwe uma delegação do governo sul-africano com o objectivo de tentar demover Tsvangirai da sua decisão de não participar nas eleições de 27.
2.ª adenda às 22:37: o jornal zimbabweano pró-governamental The Herald (cuja leitura vivamente recomendo aos muitos leitores deste blogue) tem diversos trabalhos interessantes, como, por exemplo: (1) o comandante das Forças Armadas do Zimbabwe afirmou que Mugabe vencerá decididamente no dia 27, pois encarna os nobres valores da luta de libertação que tanto sangue fez correr, que jamais o Zimbabwe deveria esquecer os antepassados quando confrontado com os fantoches, que se Mugabe perdeu na primeira volta isso foi devido a fraude; (2) a necessidade de as crianças zimbabweanas conhecerem profundamente a humilhação sofrida quando da colonização branca para melhor compreenderem a liberdade actual, que os pais deveriam incutir nos filhos os valores dos antepassados, os valores dos libertadores como Mugabe e outros, que os pais deveriam prevenir as crianças contra as manobras do imperialismo.

Atenção aos negócios destes senhores

Em Dezembro do ano passado, a propósito do etanol, aqui chamei a atenção para os negócios de Billy Rautenbach (com mandato internacional de captura) e de Phil Edmonds, este último chairman da CAMEC (uma busca pela google pode trazer-nos algumas surpresas sobre este antigo jogador de cricket). Julgo saber que Edmonds, sócio de Rautenbach, tem vários negócios em Moçambique e que outra personagem, Bredenkamp, tem propriedades.
Agora leia, em inglês, este trabalho divulgado no ZWNEWS, onde igualmente saberá um pouco sobre negócios no Zimbabwe. Se quer ler em português, use este tradutor.

Zimbabwe: alimentos para pessoas vulneráveis nas vésperas das eleições

Com Morgan Tsvangirai retirado das eleições do dia 27, com uma clima de violência política indisfarçável, com a comunidade regional e internacional crescentemente crítica do regime zimbabweano, o jornal governamental The Herald escreve que camiões estão a ser despachados para zonas onde vivem pessoas vulneráveis transportando alimentos a preços acessíveis e para distribuição diária.
Isso, num país onde as ONGs viram interditada toda a sua actividade, de acordo com o mesmo jornal, com a alegação de que beneficiavam a oposição.
Adenda: bancos ingleses - especialmente o Barclays - sob inspecção por apoiarem o regime de Mugabe: confira aqui; presidente e ministro dos Negócios Estrangeiros da França criticam severamente Robert Mugabe: confira aqui.

Desfilamento

Na cidade de Inhambane assinala-se hoje o dia da função pública, desfila-se. O resultado é que é difícil falar com pessoas das direcções provinciais. Na prática é feriado, prolongamento do fim-de-semana. Estes dias têm sempre uma virtude: antes e depois dos desfiles estamos sempre a desfilar. Resultado: pouco se trabalha. Mesmo que o motivo seja, justamente, a função pública. Uma investigadora de uma equipa que coordeno está com dificuldades para contactar quem deve contactar, por causa do desfilamento. E depois, depois de amanhã não é feriado?

Xenofobia na África do Sul: afinal não houve terceira força

Dezanove parlamentares da África do Sul investigaram as causas da violência xenófoba naquele país e chegaram à conclusão de que não havia nenhuma terceira força à sua retarguarda (aqui e em vários círculos públicos eu já tinha posto em causa essa mania). O problema central tem a ver com a pobreza e com a falta de condições de habitabilidade nos bairros pobres, não tendo o governo nada feito para melhorar a situação - afirmaram. O próprio presidente Thabo Mbeki reconheceu isso num comício realizado num bairro pobre (Rádio Moçambique, noticiário das 8 horas, despacho de João de Sousa a partir de Joanesburgo).
Exercício de honestidade, ainda que tardio.
Aqui está o que merece ser reflectido por nós aqui, em Moçambique, onde abundam os esgrimistas dos feiticeiros externos, das terceiras forças, das mãos invisíveis, das mãos estrangeiras, etc. Este diário está cheio de relatos e análises sobre esse tipo de projecção. Recorde, por exemplo, aqui, aqui e aqui.

Para onde vão os sete milhões no Báruè

E lá volto eu aos sete milhões: "A população do distrito de Báruè, província de Manica, denunciou ao Presidente da República, Armando Guebuza, a existência de suposta discriminação e eventuais irregularidades na selecção dos candidatos a beneficiários dos fundos de investimento da iniciativa local, vulgo sete milhões, naquele ponto do país. (...) Artur Jone, um dos intervenientes no comício de Catandica disse que os sete milhões estão a criar muitos problemas. “Há discriminação na atribuição deste dinheiro. O dinheiro está a ser atribuído somente a pessoas ricas, em detrimento daqueles que efectivamente necessitam deste valor” denunciou."

Os quatro partidos da posição

Em política na nossa terra, o mais importante não é que haja notícias surpreendentes, mas, antes, que as haja insurpreendentes. Como esta, por exemplo, a cargo de quatro pequenos partidos ditos da oposição, mas que, afinal, são da posição: (...) Ontem, na capital do país, quatro partidos políticos da oposição anunciaram publicamente o seu “casamento” no sentido de unirem forças para uma participação conjunta no pleito apoiando os concorrentes presidenciais da Frelimo. Trata-se do Partido do Progresso do Povo de Moçambique (PPPM), Partido Socialista de Moçambique (PSM), Partido do Congresso Democrático (PACODE) e o Partido da União para a Reconciliação (PUR) que decidiram criar uma coligação denominada Aliança Democrática de Antigos Combatentes para o desenvolvimento (ADACD).
Certamente haverá alguns prémios no fim. Entretanto, recorde aqui.

22 junho 2008

Tanya e Tom: "I' m leaving it all up to you"

Comparem agora as duas versões da música, ouvindo Tanya Tucker e Tom Jones...

Cliff e Olivia: "I'm leaving it all up to you" (1974)

Nada custa rejuvenescer o passado, dar-lhe o timbre fresco da eternidade...Deixo tudo então ao seu cuidado, para traduzir o título da canção.

Zimbabwe: Tsvangirai não participará nas presidenciais do dia 27

Segundo a BBC, o candidato do MDC, Morgan Tsvangirai, afirmou que não participará nas eleições presidenciais no Zimbabwe, marcadas para o dia 27, sexta-feira. Pediu ainda à comunidade internacional para evitar o que chamou “genocídio”. Confira aqui. Sirva-se deste tradutor se quer ler em português. Foi Ricardo, meu correspondente em Paris, quem mandou a referência.
1.ª adenda às 17:45: creio que a situação política pode precipitar-se e agravar-se muito rapidamente no Zimbabwe.
2. ª adenda às 17:52: a primeira volta das eleições mostrou que Tsvangirai era claramente o novo presidente do Zimbabwe. Ao afastar-se agora da segunda volta, o ex-líder trabalhista, sistematicamente diabolizado por Mugabe e seus pares, dá três passos políticos importantes: primeiro, assume, homologa pelo seu gesto, o que muitos observadores nacionais e internacionais – incluindo, cada vez mais, líderes regionais – têem dito: que as eleições do dia 25 serão uma farsa; segundo, oferece a indicação de que, afastando-se da corrida presidencial, poupa o povo zimbabweano a mais violência por parte do partido de Mugabe; terceiro, deixa Robert Mugabe ainda mais visivelmente isolado, sozinho no palco. Vamos, agora, ver o que vai passar-se.

3/0

Reabrindo um pequeno alento para a qualificação do CAN de Luanda e Mundial de 2010 na África do Sul, a nossa selecção nacional de futebol ganhou esta tarde por 3/0 à selecção de Madagáscar, em jogo realizado no Estádio da Machava, cidade de Maputo, depois de, domingo passado, ter empatado por 1/1 em Antananarivo. À entrada do jogo, estávamos em último lugar no grupo VII, com um ponto, grupo liderado pela Costa do Marfim e pelo Botsuana, selecções que hoje jogaram entre si, mas cujo resultado ignoro ainda.
1. ª adenda às 17:01: o presidente da Federação Moçambicana de Futebol acaba de afirmar que, finalmente, os jogadores lhe ofereceram uma vitória pois ele muito tem feito pelo futebol moçambicano, que ganharam não pelos “mil dólares” de prémio individual mas porque são uma grande equipa e pensaram nele, presidente. Vaidoso senhor que disse ainda que se ganharmos em Maputo à Costa do Marfim obteremos a qualificação.
2. ª adenda às 17:04: o nosso dedicado locutor Fernando Dias fica tão emocionado a relatar que é menos importante ficarmos por vezes sem saber o que ele está a dizer em momentos de perigo ou de golo do que saber que a própria emoção se surpreende com a emoção do locutor.
3. ª adenda às 17:07: os nossos golos foram marcados por Tico-Tico, Dominguez e Parruque.
3ª adenda às 18:04: estamos agora em terceiro lugar. Confira aqui no site da FIFA. Obrigado ao Ricardo pelo envio da referência.

Tanzania: contra a violência estatal no Zimbabwe

Também na Tanzania se toma agora partido contra a violência estatal no Zimbabwe. É o fim da diplomacia silenciosa. Confira aqui. Aproveite ler igualmente aqui um artigo do The Wall Street Journal. Sirva-se deste tradutor se quer ler em português. Foi Ricardo, meu correspondente em Paris, quem me mandou as referências.
Entretanto, entre nós o silêncio continua ruidoso.

26/29: Azagaia no Festival Mestiço do Porto




O rapper moçambicano Azagaia (Edson da Luz de seu nome) vai actuar no Festival Mestiço, cidade do Porto, a convite da Casa de Música da cidade. Com ele estarão também músicos de várias partes do mundo num programa "incluindo as sempre inovadoras mestiçagens entre as tradições musicais e as tendências mais recentes de géneros como o hip hop, a electrónica ou o rock." O nosso país estará ainda representado pelos Timbila Muzimba. De Angola virá MC K e do Brasil, Marcelo D2. Confira aqui. Finalmente, palavras de Edson: "Vou representar orgulhosamente o meu país, sem máscaras ou falsidades."

21 junho 2008

Elba Ramalho canta "Aconchego"

Em meados dos anos 80, milhares de Moçambicanos ficaram tatuados com a bela novela brasileira “Roque Santeiro”. E, da trilha musical, “Aconchego” ou “De volta pro aconchego”, de Elba Ramalho, ficou certamente para sempre ancorada nas nossas almas. Por isso trazemos ainda, creio, a mala cheia de saudade...

Amplia-se rede de críticos africanos do regime de Mugabe


Após o período da diplomacia silenciosa (preste atenção ao cartoon de Zapiro), nas últimas semanas líderes africanos têem manifestado o seu desagrado com o que se passa no Zimbabwe - com eleições a 27 e um enorme défice de credibilidade - e por isso o regime de Mugabe tem agora bem menos apoiantes. Até o presidente angolano, Eduardo dos Santos, mandou uma mensagem a Robert Mugabe pedindo-lhe para ser tolerante e acabar com as acções de violência e intimidação. Obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, pelo envio das referências.Se quer ler em português socorra-se deste tradutor.

Dossier INSS

Pelo mural de recados, uma leitora pediu-me ontem aqui o dossier Instituto Nacional de Segurança Social publicado no semanário “O País” desta semana. Aqui está ele, o que poderá igualmente ser do interesse de muitos outros leitores. Obrigado ao Jeremias Langa e à Olívia Massango pela gentileza do envio a meu pedido.

Educação física...

Uma vez mais ouvi, na rádio, há momentos, que começou a campanha não de educação cívica do eleitorado, mas de educação física. Muito interessante, muito cinestésico.