
A inteligência política é sempre coisa de apoiar. Assim, o Sr. Leonardo Cumbe, fundador do Partido Unido de Moçambique da Liberdade Democrática (PUMILD), ontem publicamente apresentado em Maputo, afirmou estar disposto a coligar-se com o maior partido da oposição, a Renamo-União Eleitoral, para concorrer às próximas eleições, porque desde o Acordo Geral de Paz “só temos visto os partidos políticos da oposição a se aliarem à Renamo”.
Enganei-me, portanto, quando ontem aqui vaticinei que o Sr. Cumbe se coligaria com o vistoso político dos turbantes, o Sr. Yá-Qub Sibindy.
Entretanto, Cumbe sabe também que a democracia é uma coisa complicada. Por isso, com a rapidez das chitas, estendeu logo a mão: "Temos falta de computadores, cadeiras, estantes para arquivo e bandeiras. Fazemos este pedido a todos aqueles que amam e querem que a democracia continue em prol dos interesses de todos os moçambicanos” - disse.
Tanto quanto a minha memória me diz, esta é a primeira vez que um político pede bandeiras publicamente. De outros partidos já ouvi pedidos de muitas e politicamente necessárias coisas. Mas de bandeiras é a primeira vez.





























