Terceiro número aqui. A omissão de alternativas é, entre as falácias, um outro campo da nossa maneira de analisar fenómenos e, em particular, de estabelecer relações causais. Uma correlação entre A e B não significa que A seja a causa de B. Na verdade, é-nos habitual estabelecer induções que economizam o imperativo da frequência estatística e que são objectivamente erradas, ainda que subjectivamente consideradas correctas. Por exemplo: se por duas vezes que bebeu água gelada o Sr. Mulai ficou com dores de dentes, ele será levado, muito naturalmente e frequentemente, a estabelecer uma conjunção A > B.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
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