O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2016 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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13 outubro 2016

Generalização abusiva e omissão de alternativas [3]

Segundo número aqui. A generalização abusiva pode assumir várias formas. Por exemplo: vi dois corvos negros e induzo que todos os corvos são negros, operando com a preposição implícita 2 segundo a formalização do raciocínio abaixo:
1. Até aqui os dois corvos que vi são negros
2. [É muito natural que todos os corvos tenham a mesma cor]
3. Os corvos que vi têm a mesma cor
4. Todos os corvos são negros
Outro exemplo: um membro do Partido X afirma o seguinte: "Não há qualquer dúvida de que este é o caminho!". De imediato, o jornal Y publica uma reportagem com o seguinte título: "O Partido X afirma que este é o caminho!" Por outras palavras: a posição de um só membro é assumida como sendo a de todo o partido. Estamos perante a criação do que Georg Simmel chamou, um dia, "unidade psicológica de grupo". Em que consiste essa unidade? Consiste na produção de uma totalidade unitária da qual são eliminadas as diferenças entre os indivíduos. Eis, a propósito, os problemas que Simmel levantou: é a unidade de grupo construída a partir de processos psíquicos dos dirigentes? A partir de um tipo médio? A partir da maioria dos membros do grupo? A partir de que efectivo os desviantes seguros ou prováveis podem ser tomados como quantidade negligenciável? Em que medida o carácter mais ou menos rigoroso da "interdependência funcional" (sic) ligando os membros do grupo autoriza ou interdita tratar a informação lacunar de que dispomos como caução da unidade psíquica do conjunto?

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