04 novembro 2006

Na Moamba: cidadão acusado de violar sexualmente uma burra


No distrito da Moamba, província de Maputo, um indivíduo de 54 anos encontra-se em dificuldade por ter sido encontrado a ter relações sexuais com uma burra, em crime considerado de ultrage à moral pública.
O proprietário do animal apresentou queixa às autoridades locais, que consideram o "crime passível de ser punido nos termos da lei como violação sexual, com a agravante de ter acontecido contra um animal (...) Em termos criminais compara-se o acto ao de violação de uma mulher e o facto de ter acontecido com um animal agrava a situação, podendo o autor ser condenado a uma pena de prisão que poderá ir até oito anos" ("Notícias, edição de hoje, 04/11/06, p. 7).
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É tão bizarra a história quanto a acusação. De facto, o incriminado apenas pode ser condenado por atentado ao pudor e jamais...até oito anos, salvo se as leis da Moamba forem especiais, do que tenho dúvida. E tenho sérias reservas sobre se a pobre burra foi violada, no sentido humano equiparado que surge na notícia. E muito maiores são as minhas reservas sobre se "agrava a situação" o facto de o crime ter sido cometido com um animal. Imagino agora o pobre violador de uma jumenta chorando em alguma enxovia tão grave irresponsabilidade! Mas o que pensarão as mulheres da comparação efectuada?

9 comentários:

La Strega disse...

Vai sem comentario, que 'violar' uma burra, neste pais (ou pelo menos na Moamba) seja mais grave que violar uma mulher. A menos que o 'agravante' ja seja apenas uma expressao coloquial e retorica como tantas outras, tais que portanto, ademais e consequentemente. Para nao dizer, dizer que...

Carlos Serra disse...

De facto, uma leitura complicada do fenómeno aquela que reproduzi.

Anónimo disse...

Pior que isso não acotece só ai. Já testemunhei um caso como medica veterinaria de uma égua que foi estuprada por homens, com auxilio de cabo de vassoura, nao contente com o seu... o caso foi a policia, mas nao sei dos resultados, mas o pobre animal ficou muito machucado, com cortes nas patas por tes sido amarrada... isso é deploravel e indignante...
abços

Carlos Serra disse...

Que horrores nas almas ditas humanas capazes de fazerem isso!

Anónimo disse...

Colocar o interesse pela vida, pelo não sentir dor , de um humano sobre o mesmo interesse de um ser de outra espécie se chama Especismo.
O mesmo acontecia (acontece) com brancos x negros, hetero x homo... Como classificar o interesse da nossa espécie humana acima do interesse das outras?
Um documentário interessante sobre o assunto, é o Terráqueos

Anónimo disse...

Colocar o interesse pela vida, pelo não sentir dor , de um humano sobre o mesmo interesse de um ser de outra espécie se chama Especismo.
O mesmo acontecia (acontece) com brancos x negros, hetero x homo... Como classificar o interesse da nossa espécie humana acima do interesse das outras?
Um documentário interessante sobre o assunto, é o Terráqueos

Carlos Serra disse...

"vms" coloca uma janela diferente para ver as coisas. Discutamos!

Wetela disse...

O mais agravante é a comparação que se estabelece entre uma "violação" de uma burra e uma violação de uma mulher.Casos de violação de animais existe um pouco por tudo lado. Temos visto manifestações contra o uso de pele de animais, de transporte de animais em condições deploráveis e até de envolvimento de animais em actos sexuais para fins comerciais. Não me espanto com esta atitude zoofílica. Realmente é complicado Professor, mas pelo conteúdo da notícia e associando ao caso da Fabiana, trata-se de bestialismo, onde se impõe a vontade humana em satisfazer uma determinada fantasia ou desejo sexual sem se ter em conta o bem estar do animal. Não investiguei em relação a lei que condena actos de zoofilia(bestialismo) na nossa legislação mas acredito que existe algo sobre a proteção dos animais, a Fabiana pode estar mais por dentro do assunto como médica veterinária...mas não creio que ele irá ser julgado por isso mas sim pelo atentado ao pudor público...

Carlos Serra disse...

Os animais não têm como se defender, pedir socorro...