26 abril 2011

Democracia é o futuro de África

Discordar não é necessariamente um sinal de inimizade, como a maioria dos líderes africanos e seus amigos parece acreditar. Eles querem que as pessoas que lideram sejam submissas. Um bom governo abrange as actividades favoráveis e não favoráveis - um trabalho com o título em epígrafe no Times of Swaziland, aqui. Para traduzir, aqui.

Eleições para governadores na Nigéria

Problemas (incluindo a explosão de três bombas) nas eleições para governadores hoje na Nigéria. Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Recorde neste diário aqui.

Este diário no GuinGuinBali

Um trabalho deste diário (Da cesta básica à cesta política) consta em espanhol no GuinGuinBali, aqui. Para traduzir, aqui.

Decisão à Jano

Via Rádio Moçambique, o governo anunciou hoje dois tipos de aumentos: nos combustíveis e nos salários.

Poder e representação

Poder político através dos comícios - próximo tema na série intitulada Poder e representação: teatrocracia em Moçambique (6).

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local: 
* Genéricos: Série Lago Niassa (2)
* Séries pessoais: Poder e representação: teatrocracia política em Moçambique (6); Da cesta básica à cesta política (6); Os conhecidos que se desconhecem (10); Ditos (8); O lobo mau (5); Dos megaprojectos às mega-ideias (11); Mal-estar na civilização (12); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (26); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Cuidado com certos emails

Nas últimas duas semanas, gente anda a usar endereços electrónicos moçambicanos para enviar estranhas mensagens em língua inglesa, pedindo dinheiro ou números de contas bancárias. Os mais recentes casos remetem para falsos números de telefone na Inglaterra.
Adenda às 10:32: hoje, por exemplo, recebi de uma pessoa que conheço, do seu próprio endereço email, um pedido de dinheiro. O sector onde ele trabalha já emitiu um alerta.

Nigéria hoje: eleições para governadores

No Indepth Africa: "Com centenas já mortos e outros com medo das urnas, os Nigerianos estão a ser chamados a votar terça-feira (hoje, portanto, CS) nas voláteis eleições para governadores, desta vez escolhendo os políticos que controlam bilhões de dólares em dinheiro do petróleo." Aqui (para traduzir, aqui) e, em português, aqui. Recorde neste diário aqui e aqui. Crédito do mapa aqui.

436.ª foto

Poder e representação: teatrocracia em Moçambique (5)

O quinto número da série, que no seu título usa um termo de Georges Balandier, teatrocracia.
O segundo ponto do sumário que vos propus é o poder comemoracional-cerimonial.
Comemorações, inaugurações, condecorações, desfiles: eis momentos efusivos de grande importância para expôr e exaltar o poder político, as datas históricas, para assinalar visitas especiais dos chefes, para premiar os cumpridores, para reforçar a memória dos heróis fundadores, polir o poder da história vencedora, a saga da gestão estatal, as vitórias do plano estratégico, para desfraldar as virtudes da estatística no cumprimento heróico das metas.
Grande cuidado ritual é dedicado a estes momentos que se pretendem de rejuvenescimento, de racauchutagem da confiança política, de restauro do espectáculo do poder exposto na sua força imponente, persuasiva, sinestésica, produtora de efeitos ópticos fantásticos.
Cerimónias propiciatórias oficiadas pelos curandeiros em memória dos espíritos, coros de pendor religioso e espectáculos musicais são alguns dos ingredientes usados na produção simbólica e massiva de poder político em dias de festa.
Do topo à base da cadeia do poder, do grandioso ao modesto, da capital ao território sem altifalantes do chefe de posto, ritmadas pelas bandeiras do Estado e do partido, as comemorações sucedem-se, em cerimonialismo cuidadoso: nenhum chefe as perde ou as esquece, sagradas que são.
Imagem: el poder, quadro do pintor e ceramista argentino Raúl Pietranera).
(continua)

Série Lago Niassa (1)

Achei bem mostrar começar esta série, com fotos de Carlos Serra Jr, mostrando a tabuleta em epígrafe, pertencente a um dos complexos turísticos do Lago Niassa, lá na província do mesmo nome, a maior do país, mas também a menos habitada.
(continua)

África enquanto produção cognitiva (25)

Mais um pouco da série, dedicada a mostrar como, através das ideias de Hegel no seu livro oitocentista A razão na história, operou e continua a operar um certo tipo de produção ideologizada sobre África, encaixando os Africanos num molde comportamental generalizado, rígido, imutável e absolutamente desqualificante. Eis o término das ideias do filósofo alemão:
Recordo a pergunta do número anterior: de tudo o que foi exposto, que conclusões se podem tirar do "carácter dos negros" (sic)?
Neste continente onde as mulheres participam na guerra e em função das características da vida africana, a conclusão a tirar é a de que o carácter africano é determinado pela ausência de freio. "A sua condição não é susceptível de qualquer desenvolvimento, de educação. Tal como hoje os vemos (aos Africanos, CS), assim foram sempre. Na "imensa energia do arbítrio natural que os domina, o momento moral carace de poder preciso". As manifestações mais espantosas da natureza humanas encontramo-las em África. Aqui, neste continente, "prisioneiro do espírito natural", não há história, África "não faz parte do mundo histórico, não mostra nem movimento nem desenvolvimento". E se alguma história houve e há, como no Norte, foi e é devido à influência da Ásia e da Europa.
* Hegel, G.W.F, La razon en la historia. Madrid: Seminarios y Ediciones, S.A., 1972, pp. 289-291.
 (continua)

Cartun de Victor Ndula

Um quadro sombrio da Somália no traço do cartunista queniano Victor Ndula - confira o seu blogue, aqui. Para traduzir, aqui.

Dois jornais a norte do Zambeze

25 abril 2011

Ao cheiro da terra e do carvão

Potencial energético e agrícola de Moçambique atiça os interesses de China, da Índia e do Brasil, segundo um trabalho no Macauhub. Por exemplo: "De acordo com a Câmara de Comércio de Xangai, o governo de Maputo ofereceu a empresas chinesas o arrendamento de terrenos a um preço de oito dólares por hectare." Aqui.

Manchetes das edições de amanhã

*Renamo indecisa quanto às manifestações (Diário da Zambézia)
*Greve dos trabalhadores da Kenmare (Wamphula fax)

Fotos do Lago Niassa

Que papel vai jogar Coulibaly?

Segundo o Informateur.net, o chefe do "comando invisível" que controla as comunas de Anyama e Abobo na Costa do Marfim, Ibrahim Coulibaly (em primeiro plano na imagem acima), deverá ter sido recebido hoje por Alassane Dramane Ouattara, em Abidjan. Em francês aqui, para traduzir aqui.
Nota: vamos a ver que papel vai desempenhar este ex-sargento e senhor de guerra no xadrez político da Costa do Marfim, depois que auxiliou Outtara a desalojar Laurent Gbagbo. O GuiGuinBali noticiou há dias que havia combates entre o novo exército costa-marfinense e a façcão de Coulibaly.
Adenda às 16:29: milícias pró-Gbagbo continuam a bater-se em Yopougon, aqui.

Selma finalista do Prémio Jornalista Africano 2011 da CNN

Selma Marivate da TV Miramar consta dos 27 finalistas, oriundos de 13 países, do Prémio Jornalista Africano 2011 da CNN, ontem anunciados, confira em francês aqui, para traduzir faça-o aqui, blogue aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local: 
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: Poder e representação: teatrocracia política em Moçambique (5); Da cesta básica à cesta política (6); Os conhecidos que se desconhecem (10); Ditos (8); O lobo mau (5); Dos megaprojectos às mega-ideias (11); Mal-estar na civilização (12); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (25); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Somos natureza (8); Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); É nas cidades do país (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Aumenta pressão sobre governo suázi

Segundo o Times of Swaziland, aumenta a pressão sobre o governo do nosso vizinho suázi por causa do banimento dos partidos políticos, envolvendo organizações internacionais. Aqui. Recorde neste diário aqui e aqui. Para traduzir, aqui. Crédito da foto, aqui.
Adenda às 11:58: amanhã, pelas 9 horas, na sede da Organização Nacional de Jornalistas, cidade de Maputo, activistas dos Direitos Humanos na Suazilândia fazem o ponto de situação da crise.

Dois jornais a norte do Zambeze

435.ª foto

Contacto+feedback

Na margem esquerda do diário está um botão chamado Contacto e, na direita, outro chamado Feedback. Com o primeiro podem escrever-me, com o segundo responder a um questionário sobre o blogue. Muito obrigado pela participação e pelo auxílio na melhoria deste espaço.
Adenda: são já muitos aqueles que me têm dado o prazer e a honra de responder ao questionário do feedback.

Cartun de Victor Ndula

Nelson Mandela preeocupado com as contradições da história sul-africana  - sobre o cartunista Victor Ndula, aqui. Para traduzir, aqui.

Poder e representação: teatrocracia em Moçambique (4)

O quarto número da série, que no seu título usa um termo de Georges Balandier, teatrocracia.
No número anterior propus um sumário com oito pontos, destinados a um possível estudo do poder representacional no país.
O primeiro ponto é o poder pela visibilidade habitacional-laboral. Com efeito, do mais alto ao mais baixo escalão dos gestores do poder político, tudo se faz para que os locais onde morem e trabalhem se distingam pela diferença, pela visibilidade - enorme, imponente no que concerne aos mais altos escalões -, prepositadamente estruturada para mostrar que poder tem poder. Para a classe política, não faz sentido que o poder se apresente vulgarmente desprezível, em paridade com as obras do comum dos mortais, ele exige correspondência absoluta com a sumptuosidade na residência e no local de trabalho, sumptuosidade reforçada - nos escalões mais elevados - pela rede de empregados, assistentes, motoristas e seguranças. Promovido a chefe, grande ou pequeno, o simples mortal ascende ao reino do sagrado, entrando no sistema hierárquico da gestão política sacralizada. Nenhum elo da cadeia sacral permite a intrusão do profano: nos mais baixos escalões trabalha-se para se obter um símile identitário, mesmo se modesto. Por exemplo, na linguagem dos corredores hierárquicos do poder, a residência do pequeno chefe não é casa, mas palácio. O ser humano que se tornou chefe é metamorfoseado na categoria sagrada das estruturas (a estrutura está a chegar), torna-se Excelência.
Imagem: el poder, quadro do pintor e ceramista argentino Raúl Pietranera).
(continua)

Compreender a guerra da Líbia (1/3)

Um texto capital de escritor, jornalista e historiador Michel Collon com o título em epígrafe, partes 1/3, aqui. Complete depois com esta entrevista aqui. Para traduzir, aqui.

Costa do Marfim: o bom, o mau e o feio

"Os protagonistas do último episódio da crise política na Costa do Marfim, Laurent Gbagbo e Dramane Alassane Ouattara, são dois velhos conhecidos que trocaram de papéis ao longo das últimas três décadas. Ambos têm disputado o legado político de Félix Houphouët-Boigny (presidente entre 1960 e 1993) numa série de eleições sempre controversas e com o impacto da guerra civil 2002-2006." Aqui. Para traduzir, aqui.

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