Somos natureza (7)
Mais um pouco desta série.
Escrevi, no número anterior, que herdámos, sem ressaibos, a concepção hegeliano-colonial, a de que somos fundamentalmente natureza. Então, como que numa exemplar consequência, amamos hoje a identidade bazar, amamos expor - para aluger, para exploração externa - o que temos de natural, de primordial, dos camarões às praias e aos minerais. Somos, afinal, "espírito", somos portadores da "imensa energia do arbítrio natural", para usar as palavras de Hegel*.
(continua)
* Hegel, G.W.F., La razon en historia. Madrid: SeminariosyEdiciones, 1972, p. 291.










0 Comments:
Enviar um comentário
Links to this post:
Criar uma hiperligação
<< Home