
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
16 fevereiro 2009
O atribulado caminho da educação em Moçambique
Segue-se um trabalho do jurista e docente Carlos Serra com o título em epígrafe, publicado em duas partes no jornal "O País" (no qual tem uma coluna semanal), confira aqui.Nota: espero que não se veja aqui um atribulado laço clânico pelo facto de dar a conhecer o texto de um filho...
Moscas
De um trabalho do jornalista Filipe Ribas publicado no @Verdade, versando sobre sanidade na cidade de Maputo: "É esta mosca que durante todo o santo dia paira por cima do peixe e do camarão que se vende na Tendinha, bem na berma da estrada. Esta mosca consegue cobrir quase por completo as carnes que se vendem nos mercados do Xipamanine, Chiquelene, Benfica, T3, Patrice Lumumba, mercado da Matola, perante a total indiferenças das vendedeiras, que só as sacodem para o cliente atestar a boa qualidade do produto. Que garantia de qualidade pode oferecer uma carne quando temos de pedir licença às moscas para apreciá-la? Estamos a falar de alimentos laváveis. Mas nesses mesmos sítios, vendem-se pão, bolos, chamussas, badjias, para não falar das refeições que são aí servidas. As moscas partilham directamente esta comida. Quanto ao pão, basta olhar para as mãos de quem o vende e para o chão em que se encontra sentado para perceber quanta porcaria vai à boca do cidadão. A faculdade de escolher dada ao cliente permite perceber que muitas mãos passam por cada pão, deixando os seus lixos pessoais, uns de coceira e outros de urinóis públicos. Nessas zonas periféricas, que é onde está a maioria da população de Maputo, a latrina acaba por ser apenas um símbolo ou mera possibilidade de se defecar sem se ser visto por outros. De resto e no mais, a distância entre a latrina de um e a cozinha de outro morador é a espessura de um caniço, com as óbvias folgas para as moscas passarem sem custos de portagem."Trevor, o directo
Do "Canal de Moçambique" de hoje: "Trevor Manuel, ministro das finanças sul-africano (na imagem, CS), considera que “a prática do ANC em promover pessoas leais a este partido, independentemente da sua competência, é a principal causa da prestação de serviços da má qualidade.”Observação: aqui está um tema exemplar para debate na nossa terra.
Ajudem a encontrar esta criança!

Colegas da blogosfera moçambicana: desapareceu cerca das 16 horas de ontem de casa de seus pais, cidade de Maputo, o pequeno Edmylson Ruben - conhecido por Edy, nas imagens -, de 3 anos. Vestia camiseta e calças vermelhas. Por favor, passem palavra e se alguém souber algo, comunique à Senhora Fidelina pelo telefone 844874886.
Adenda às 11:52 de São Paulo, 16:52 de Maputo: a criança foi encontrada, acabou de comentar a leitora Paula, aqui! Tão bom!
15 fevereiro 2009
Homens e seus amores
No local onde estou hospedado aqui em São Paulo, muitos homens andam enlaçados ou de mão dada, trocando, amiúde, ternas carícias. Hoje observei pelo menos cinco ternos casais masculinos, dois deles em formato tarzan, dois com tatuagens (a tatuagem é aqui generalizada) e um beijando-se. Soube que os casais gay andam em academias de ginástica. Já visitei duas, lá estão as pessoas pondo o seu corpo em formato tarzan ou jane, alguns homens creio que em carícias visuais mútuas. Em algumas cidades do meu país, Moçambique, há muito que é frequente ver homens de mãos dadas, mas nunca observei carícias públicas. Este é um tema que um dia gostaria de pesquisar. Foto reproduzida daqui.Ilha de Moçambique: o problema do fecalismo
A 18 de Janeiro de 2007 o "Notícias" reportou que "O governador de Nampula, Felismino Tocoli, defende a aplicação de medidas administrativas, como forma de eliminar o fenómeno do fecalismo a céu aberto no município da Ilha de Moçambique, considerado uma das causas que, o ano passado, contribuiu para a redução significativa do número de turistas naquela região insular, além do surgimento de doenças, sobretudo a cólera."Agora, um leitor deste diário afirmou ter visitado a ilha e escreveu o seguinte: "(...) vivem na ilha qualquer coisa como 12000 pessoas e 95% defeca na praia de dia , de noite, o novo, o velho, homem, mulher, todo mundo!!!...apenas existem algumas prainhas com possiblidades de não haver um encontro imediato com....a lotação da ilha quadriplicou e não há possibilidades dessa gente fazer latrinas pois o chão é rochoso ou com água...Caro professor, até onde irá parar o deixa andar, o desleixo, a displicência, a falta de vergonha???...ouvi comentários dizendo que muitos turistas conforme atravessam a ponte e chegam à ilha, logo dão a volta pois o cheiro é terrível!!! Caro professor rogo-lhe encarecidamente que levante esta questão que diz respeito a nós todos. A Ilha de Moçambique merece muito mais."
Minhas perguntas para os leitores:
1. Qual a causa ou quais as causas do fecalismo a céu aberto na Ilha de Moçambique?
2. De que maneira se pode resolver o problema?
Um texto de Jorge Messias sobre África
De Jorge Messias, em texto de 2007: "África também tem outras dependências e outros enganos. Por exemplo, é visitada anualmente por mais de 30 milhões de ricos ocidentais. Dir-se-ia que isso é bom para a economia africana. O turismo, dizem ao povo, abrirá as portas ao desenvolvimento...Mas o dinheiro que o turismo deixa em África nem sequer chega para pagar as taxas e os juros da dívida externa. Nem fica em África, para ser reinvestido no desenvolvimento económico e social. Os hotéis, as agências de viagens, a banca, o grande comércio, os serviços, estão em África mas não são africanos. Os lucros são reexportados para os países de origem dos turistas. E no mágico enquadramento da Natureza, a miséria africana continua a crescer. África é um gigante algemado. Na verdade, de pouco serve ao povo africano a riqueza de recursos naturais que o Continente encerra: os minérios e os metais, as madeiras raras, os diamantes, a caça, a pesca, o petróleo, os gados, o oiro e a prata, os fosfatos, a floresta – tudo África possui em quantidades maciças. No entanto, o povo é pobre. Angola, por exemplo, exportou em 2006 mais de 30.000 milhões de dólares de produtos petrolíferos mas os rendimentos de 70% dos angolanos permanecem inferiores a 2 dólares por dia. O problema central dos africanos continua, pois, a ser de natureza política. Grandes massas de dinheiro geram a corrupção. E o capitalismo africano comprou e pagou a pronto, as elites dirigentes e os aparelhos do Estado. A corrupção é ilimitada e tudo se compra e se vende. As guerras, o preço das armas e o tráfico de pessoas e de favores, continuam a ser as principais grilhetas usadas pelo grande capital." Continue a leitura aqui.Adenda: leia um outro texto de Messias, aqui.
14 fevereiro 2009
Dormindo nas ruas de São Paulo

É impressionante a quantidade de gente que dorme nas ruas de São Paulo. Circulando pelo mundo de avenidas e ruas a partir do Parque D. Pedro II, da Praça da Sé e da Praça da República, a pé ou de ónibus, tenho visto grupos de pessoas dormindo junto às paredes dos edifícios, nos parques e nos passeios, muitas vezes em pleno dia e com a chuva a cair (tem chovido em São Paulo). Por pudor não os tenho fotografado. Tenho para mim que todo o mundo acha isso natural, acha natural essa paisagem de gente excluída do bem-estar num país rico como é o Brasil. Já o ano passado escrevi sobre o tema. Finalmente, confira aqui, aqui e aqui. Fotos reproduzidas daqui.
Filipina Maricor canta "A vassati wa lomo" em homenagem a Fanny Pfumo
A cantora filipina Maricor homenageou o falecido cantor moçambicano Fanny Pfumo cantando a famosa canção A vassati wa lomo:
Já agora, escute a mesma canção cantada pela Mingas, aqui.
Portal da Renamo parado desde Novembro/2008
Enquanto a Frelimo mantém o seu portal sempre actualizado, a Renamo não actualiza o seu desde 4 de Novembro do ano passado. Enquanto isso, parece que o PDD decidiu reconstruir o seu, coisa que, evidentemente, o pangolim sempre ama.13 fevereiro 2009
De novo cheiros de São Paulo
Regressei hoje a esses cheiros.
Uma vez mais no Parque D. Pedro II. A azáfama habitual, eventualmente mais intensa por hoje ser sexta-feira. E apesar da chuva. Ali - Xiquelene paulista - tudo ou quase tudo se vende. Rápido, palavroso, informal, negociador mundo bugigandeiro, colado ao sector formal, corroendo-o, aparentemente sem contradições. Montes de lojas com produtos chineses visivelmente baratos e de duração duvidosa. Gente que palavra sem parar, anunciando, regateando, comentando, asneirando forte quando a vida se torna chata. Gente que pode comprar relógio com marcas sonantes e monitores vistosos por 4 reais num espantoso made in China por todo o lado. Mas regra geral gente para quem - creio - 50 reais é uma fortuna.
Depois, quando se entra no mercado municipal, termina o mundo dos 2/4 reais e começa um mundo classe média bem acima disso. Ali é o mundo dos cheiros, ali cheira fruta de todo o mundo, cheira queijo, cheira presunto, cheira bacalhau, cheira especiaria, o próprio cheiro se cheira a ele mesmo com prazer. Tudo limpo, organizado, cada um de nós pode provar quase tudo antes de comprar. Por isso há ali montes de gente em provação permanente. Uma santa trindade: ver, cheirar e provar.
Para uma sociologia dos avisos sombrios

Apesar da chuva, hoje andei pelos lados do Parque D. Pedro II, aqui em São Paulo. A caminho do belo Mercado Municipal (sobre o qual aqui falarei uma vez mais, logo que possível), passei longo tempo pelos Xiquelenes cheios de intensa vida que lá estão e foi lá que fotografei os dois sombrios avisos em epígrafe. Vamos a ver se um dia surge em Moçambique uma sociologia dos avisos, de tudo aquilo que interdita, proíbe, ameaça, embaraça, controla, etc.
Nota: problema epistemológico terrível: por que só é possível experimentar duas perucas e não três? Fiz a pergunta a uma vendedeira, que, de pronto, me disse não saber.
Francamente!
De acordo com o Boletim sobre o Processo Político em Mocambique, a Renamo protestou contra a vitória da Frelimo na segunda volta das autárquicas de Nacala, argumentando, por exemplo, que "Uma onda de observadores nacionais acima de 300 na sua maioria constituída por polícias, PIR, incluindo o próprio comandante dessa força especial, ALFAS, todos à paisana, com cartões de eleitores de Nampula e que votaram em várias assembleias de voto."Mas nem os jornalistas do Boletim nem qualquer outro observador notaram o que a Renamo diz ter notado com singular poder mediúnico. Um evidente excesso de teorização conspiratória.
Adenda: porém, há indicações de fraude em pelo menos cinco assembleias de voto. Confira aqui.
Blogosfera
Com o título "Vamos ter um quinto poder?", Jafar Buana escreveu no "Notícias" de hoje sobre a blogosfera e apontou alguns problemas. Eis o parágrafo final: "E, cá entre nós, assiste-se por via da internet, espectacularmente, um desfile de imoralidades, plágios e invasões à privacidade das pessoas, sem que isso represente uma preocupação. E perguntar-se-ia: quanto material académico ou intelectual do Dr. Carlos Serra, por exemplo, (creio sem uso autorizado dele) e de outros bloguistas, já circulou furtivamente em sites individuais ou informais, por um simples capricho? Acredito que tanto."Adenda às 21:04 do dia 13 em São Paulo, 1:04 do dia 14 em Maputo: a conclusão do trabalho está aqui.
Cabeçalhos assimptóticos
Da autoria do jornalista Raul Senda, o "Savana" desta semana insere um trabalho cujo cabeçalho é o seguinte: "Numa altura em que o Governo de Armando Guebuza decretou o combate à pobreza como o seu principal objectivo de governação, através de redução das assimetrias e redistribuição da riqueza, o fosso entre ricos e pobres está cada vez mais abismal em Moçambique. Segundo o relatório do Fórum Nacional do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), este cenário está a colocar Moçambique na lista dos países mais injustos do mundo."Enquanto isso, o "Notícias de hoje tem um trabalho sobre a segunda volta das eleições autárquicas em Nacala, com o seguinte cabeçalho: "O secretário do Comité Central da Frelimo para a Mobilização e Propaganda, Edson Macuácua, manifestou-se convicto de que os munícipes de Nacala-Porto votaram pela mudança na segunda volta da eleição do presidente do Conselho Municipal, que teve lugar na quarta-feira. Segundo explicou, a votação serviu para despertar a consciência política dos próprios munícipes que agora têm certeza e clareza de que a melhor aposta e opção é a Frelimo e o seu candidato, Chale Ossufo."
Chuva intencionalmente presa no céu: crença persiste na Zambézia
Segundo o "Notícias" de hoje, a situação continua preocupante na província da Zambézia no tocante à crença de que certas pessoas impedem que a chuva caia. Agora, para lá vai o conandante-geral da polícia, Jorge Kalau, com o objectivo de se juntar "às autoridades locais que com as comunidades irão dialogar no sentido de encontrarem uma saída para se evitarem mais mortes de indivíduos supostamente culpados pela falta de chuva."Observação: tenho para mim que a polícia deveria enviar para a Zambézia não o comandante-geral, mas os excelentes pesquisadores que participaram de uma pesquisa em Março do ano passado sobre as causas dos linchamentos em Moçambique e cujo relatório pude ler. Enquanto isso, prosseguirei logo que puder a minha série com o título Ionge: populares acusam autoridades de prender a chuva no céu.
12 fevereiro 2009
A "hora do fecho" no "Savana"
Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "A hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual vos dou, desde já, um aperitivo:Frelimo vence em Nacala
Segundo o Boletim sobre o Processo Político em Moçambique, a Frelimo venceu a segunda volta das eleições autárquicas em Nacala, mas há indícios de fraude em pelo menos cinco mesas. Confira aqui.Adenda às 11:07 de SP: se se confirmar a vitória da Frelimo e se se verificar que os indícios de fraude não se confirmam ou, confirmando-se, não afectam os resultados finais, a vitória da Frelimo será, também, a derrota de Afonso Dhlakama que, desta vez, fez campanha em Nacala pelo candidato da Renamo.
Música moçambicana é arroz com feijão?
De acordo com o "O País", o músico moçambicano Guilherme Silva, que vive neste momento em Fortaleza, Estado do Ceará, afirmou que a música moçambicana no Brasil é considerada arroz com feijão, "não tem harmonia".11 fevereiro 2009
Camisetes para Deviz
Aqui onde estou, em São Paulo, recebi um email do empresário Abdul Karim, da Gringo Jeans, que se prontifica a oferecer 1500 camisetes para a possível campanha presidencial de Deviz Simango.Nota: isto começa verdadeiramente a tornar-se interessante. Entretanto, aguardem a continuidade da minha série com o título E se Deviz se obama?
Com ex-estudantes em Braga








Bem, quanto mais jovens somos mais prazer nos dá regressar ao passado...É ou não é? Em Moçambique, retenho ne memória ex-estudantes como o Filimone Meigos, o Noé Nhantumbo, o Gabriel Pereira, o Herculano Rinze, o Francisco Masquil, Lídia Amós (tragicamente falecida no desastre de avião com o presidente Samora Machel e outros) e um empresário cujo nome não me ocorre agora. Mas, tendo ido a Braga, ex-estudantes portugueses (e seus parentes) fizeram questão de estar comigo, em jantar num belo restaurante típico cujo nome não fixei. Aqui ficam algumas fotos, perdoem-me todos eles se deixei de fora muitos mais fotos (das que, gentilmente me enviaram). Um gande bigado à Mimi, que tanto fez para que o jantar fosse possível. Um forte abraço ao Camacho por me ter boleiado até Lisboa. Um grande xi a todas e a todos aqueles que estiveram no jantar. Tudo ficou ancorado para sempre na minha alma. Kanimambo!
Sugestão: e se os meus compatriotas ex-estudantes decidissem reunir-se comigo em jantar? Hummmm....
Africanas coisas boas em São Paulo






Hoje aproveitei ruar e avenidar (vamos lá, deixem-me neologizar a partir de rua e avenida) por esta enorme, bela e assimétrica São Paulo onde me encontro uma vez mais. É sempre para mim uma tortura chocar a cada momento com multidões, como cidadão abomino-as, como estudioso do social adoro-as. Então, depois de muitos e muitos metros ruando e avenidazando, encontrei, na Praça da República, uma loja com o nome Mãe África design. Olhem, ali há África, pela estatutária, pelas capulanas, por todo um mundo de vestuário, pelos livros e, também, por muito da arte de aeroporto. Mais tarde foi a vez da Companhia de Leitura, não fixei a rua, ali se bebe um belo café acompanhado de uma barrinha de chocolate (é como se estivesse em Paris, que tanto amo também) e ali há livros do nosso continente (Angola lá, mas não Moçambique, fiquei triste), ali - vejam lá - pude fumar o meu cachimbo sem o sombrio aviso do interdito e da lei. Fiquei a saber que dois exemplares do último livro de Nelson Mandela (cujo título ignoro) foram rapidamente vendidos. Obrigado a todos os que me deram explicações e obrigado ao simpático senhor do Companhia de Leitura que, tão afavelmente, me falou do Brasil e da sua alma africana e que irá ler esta postagem. Obrigado, igualmente, à gentil pessoa que me ajudou a tirar as fotos em epígrafe.
E se Deviz se obama? (1)
Depois da voga do mote "e se Obama fosse....?", cheio de piripiri racializante, depois de Dhlakama se ter convencido de que é o Obama cá da terra, por que não regressar aos cenários e nos interrogarmos sobre a possibilidade de Deviz Simango agarrar, a partir do Chiveve, o mote de Obama da necessidade de mudança e embarcar numa campanha presidencial este ano que faça aderir todos aqueles (provavelmente muitos) que se cansaram do discurso todo igual e sem horizonte dos partidos clássicos do país? Foto retirada desta minha postagem aqui.
(continua)
Deviz Simango: candidato à presidência da República?
O "Canal de Moçambique" de hoje escreve que vai surgir um novo movimento político chefiado por Deviz Simango - presidente do município da Beira - e que este será "seguramente candidato à presidência da República nas eleições do presente ano". Confira aqui.
Nota: pena eu não estar em Maputo para entrevistar Deviz. Recorde entretanto uma entrevista que ele me concedeu há tempos, aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

.jpg)

