Volta e meia aparece alguém a contar as pessoas de acordo com a sua origem étnica. Na verdade, a etnicidade é uma cola terrível: quando agarra alguém, não sai mais. A propósito disso, temos o Sr.Cristóvão Nhacatate, antigo deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo-União Eleitoral, que ocupa um bom espaço no "Notícias" de hoje a propósito do que considera ser uma excessiva predominância ndau no seio da Renamo. O Sr. Nhacatate considera mesmo que a Renamo poderá sofrer revezes nas próximas eleições devido ao tribalismo em geral e ao ndauísmo em particular. Prestem atenção a este exercício de contabilidade ndauista: “Se formos a ver, no Município da Beira o presidente da edilidade é ndau, a maioria dos vereadores e directores municipais também são ndaus, os chefes de departamento, dos postos e os secretários dos bairros também são todos eles ndaus. Mesmo a nível da polícia municipal foram recrutados antigos guerrilheiros da mesma tribo que gozam de plena confiança de Afonso Dhlakama. Este exemplo é muito bem elucidativo de como o tribalismo impera no seio da Renamo”.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
29 setembro 2007
A cola-tudo ndau
Volta e meia aparece alguém a contar as pessoas de acordo com a sua origem étnica. Na verdade, a etnicidade é uma cola terrível: quando agarra alguém, não sai mais. A propósito disso, temos o Sr.Cristóvão Nhacatate, antigo deputado da Assembleia da República pela bancada da Renamo-União Eleitoral, que ocupa um bom espaço no "Notícias" de hoje a propósito do que considera ser uma excessiva predominância ndau no seio da Renamo. O Sr. Nhacatate considera mesmo que a Renamo poderá sofrer revezes nas próximas eleições devido ao tribalismo em geral e ao ndauísmo em particular. Prestem atenção a este exercício de contabilidade ndauista: “Se formos a ver, no Município da Beira o presidente da edilidade é ndau, a maioria dos vereadores e directores municipais também são ndaus, os chefes de departamento, dos postos e os secretários dos bairros também são todos eles ndaus. Mesmo a nível da polícia municipal foram recrutados antigos guerrilheiros da mesma tribo que gozam de plena confiança de Afonso Dhlakama. Este exemplo é muito bem elucidativo de como o tribalismo impera no seio da Renamo”.
28 setembro 2007
Roubado o único computador de Dómuè
Morreu Obadias Muiambo
Amanhã às 14 horas: Moçambique/Zâmbia
Recordando Egídio Vaz a propósito do Zimbábuè
Um vivo debate tem-se travado neste diário a propósito de uma postagem com o título "Mugabe entre Langa e Mabunda". Em minha opinião, vale a pena recordar aqui o que o historiador Egídio Vaz escreveu sobre o Zimbábuè e Mugabe em Março e Abril.
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Já agora e com a presença de Egídio, do então ainda não vice-ministro Gabriel Muthisse, do Jorge Matine, etc., recorde este debate decorrido aqui em Março (obrigado à Yolanda por me ter recordado onde ele estava, o debate, veja lá como sou desorganizado e esquecido!).
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Já agora e com a presença de Egídio, do então ainda não vice-ministro Gabriel Muthisse, do Jorge Matine, etc., recorde este debate decorrido aqui em Março (obrigado à Yolanda por me ter recordado onde ele estava, o debate, veja lá como sou desorganizado e esquecido!).
Arcebispo Chimoio nega afirmações da BBC (segundo "Imensis" citando o "Público")
Reconfira a BBC e o Guardian aqui.
Melhorámos nos negócios
"O capitalista, ao transformar o dinheiro em mercadorias que servem de elementos materiais de um novo produto, incorporando-lhes em seguida a força de trabalho vivo, transforma o valor - do trabalho anterior, morto, tornado coisa - em capital, em valor engrossado de valor, monstro animado que se põe a trabalhar como se tivesse o diabo no corpo" (Karl Marx em "O Capital")Enquanto o semanário "O País" tem hoje como uma das suas manchetes os dados da Transparency International (baseados nas percepções de empresários e analistas locais) que nos colocam Moçambique entre "os mais corruptos do mundo" (obtivemos o 111.º lugar numa lista de 179) (p. 6), o suplemento "Economia e Negócios" do "Notícias" dedicou as suas centrais, com um gigantesco título garrafal e vermelho, à notícia de que o país subiu seis lugares no ranking "Doing Business 2008" do Banco Mundial (BM) (passámos do 140º lugar para o 134.º, com dados até Junho de 2007).
O "Notícias" mostra-se muito safisfeito, o empresário Salimo Abdula disse que é "um bom sinal" e o ministro do "Made in Mozambique", António Fernando, afirmou que a subida "era de esperar" face ao bom trabalho que o Governo tem feito. Num país de "renda baixa", o indicador que mais progressos registou foi o de "protecção de investidores" (lamentavelmente o jornal não nos mostra o que isso significa, certamente é tarefa do Banco Mundial, pp. 4-5).
Como sou pecaminosamente ignorante, não encontrei, claro, nenhuma referência a salários. Teria perversamente gostado de encontrar uma rubrica do género "protecção de salários". O que figura nos dados do BM reportados pelo "Notícias" é, por exemplo, uma rubrica chamada "contratação de funcionários", com indicadores como "índice de regidez de salários", "índice de dificuldade de demissão" (fantástico indicador este!), "índice de rigidez trabalhista", "custos extra-salariais" e "custos de demissão".
Lamentavelmente - por aquilo que o "Notícias" mostra -, os nossos índices são ainda elevados, ainda não aprendemos a salariar à maneira, a despedir rápido e a impedir custos de demissão.
Mas o ministro do "Made in Mozambique" tranquilizou os empresários através do "Notícias" afirmando que a nova Lei do Trabalho "introduziu uma série de facilidades, com destaque para a contratação da mão-de-obra, particularmente no que diz respeito à rescisão do contrato de trabalho e respectivas indeminizações" (p. 5). Por outras palavras, o que o ministro disse sem dizer dizendo é que a situação dos trabalhadores vai piorar. O Governo tem em curso - disse satisfeito António Fernando -um "vasto trabalho" para facilitar ainda mais o ambiente de negócios. Não tenho qualquer dúvida sobre isso.
Entretanto e ainda na sua edição de hoje, o "O País" dá conta da difícil vida dos trabalhadores nas construção civil, procurando sobreviver com magros salários (p. 11).
Mugabe entre Langa e Mabunda
É mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que desacordo no camaradismo entre as elites reinantes da SADC no tocante ao que se passa e ao que se (não) deve fazer no Zimbábuè, onde a taxa de inflacção atinge os 6.600%, o desemprego os 80% e a emigração é agora um modo de vida.Entre nós e depois de Moisés Mabunda, é agora a vez do jornalista Jeremias Langa dizer certas coisas de frente, sem peias nefelibatas. Leiam-no. E, depois, para fazerem jus à doce dialéctica, comparem o texto de Langa com o texto heroicamente mugabeano e milenarista do Lázaro Mabunda.
Mas afinal somos corruptos?
27 setembro 2007
Bloguistas continuam a inscrever-se
Aumenta o número de bloguistas moçambicanos (ou com temáticas sobre Moçambique) que respondem ao pedido que fiz. Tanto blogue que eu não conhecia! Confira aqui.
Linchamentos: pesquisa prossegue
Prossegue normalmente a pesquisa sobre linchamentos a cargo da Unidade de Diagnóstico Social do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane
A propósito dos preservativos europeus que matam africanos
Regressando às afirmações do arcebispo segundo a BBC e o Guardian: seria fascinante estudar a produção da crença (que é, também, o de uma lenda, de um rumor, de um mito ou de um boato) ao nível de muitos actores e grupos. Nem sempre a crença num rumor é produto da ignorância ou da falta de instrução. O rumor ou uma lenda contam uma história falsa para sublinhar um problema verdadeiro (por exemplo: HIV/Sida mata). Estudei e escrevi isso quando, há alguns anos atrás, investiguei o rumor de que o governo matava as pessoas de Nampula introduzindo cloro na água para provocar a cólera. E, regra geral, o rumor é produto de uma preocupação com a ordem moral, é exercício de medo, de receio da novidade técnica, do estrangeiro, da liberalização dos costumes, da mudança social, etc._____________
Imagem extraída daqui. Mais uma pequena ideia: a exasperação emocional com o HIV/Sida pode ser ampliada com a ignorância sobre qual o significado do líquido que oleia o interior do preservativo. Ora, os líquidos são sempre um vector fundamental de crenças e de rumores. Com a peste negra na Europa, milhares de judeus foram chacinados no século XIV em França com o argumento de que eram os introdutores da doença através da água.
Segundo BBC e Guardian: Arcebispo de Maputo acusa produtores europeus de infectarem preservativos para matarem Africanos
O arcebispo de Maputo, Francisco Chimoio, é hoje citado pelo Guardian, que por sua vez se baseia num despacho da BBC de ontem), em como afirmou que produtores europeus infectam deliberadamente preservativos com HIV para matarem rapidamente os Africanos. Terá mesmo referido dois países que, porém, não identificou. Confira aqui o despacho do Guardian._________________
A ser verdadeiro, o ponto de vista de Chimoio nada tem de especial salvo o de ser apenas mais sofisticado do que o das trabalhadoras do sexo no distrito fronteiriço de Madimba, província do Niassa, uma parte das quais oriunda do Malawi.
O sempre jovem "O Príncipe" de Maquiavel
26 setembro 2007
Recenseamento eleitoral : as acusações começaram
O porta-voz da Renamo afirmou que o recenseamento informático visa a fraude nas eleições de 16 de Janeiro. Em resposta, o porta-voz da Frelimo afirmou que as declarações do porta-voz da Renamo pretendem confundir a opinião pública. A Comissão Nacional de Eleições prefere não se manifestar.
Quem vive do passado é museu - Azael Moyana
12 metralhadoras apreendidas no Bairro do Aeroporto
Segundo o semanário "Magazine Independente" de hoje, doze metralhadoras AKM foram descobertas na posse de uma quadrilha neutralizada no bairro do Aeroporto, cidade de Maputo. Está detido um oficial do exército para investigação e suspeita-se que as armas foram roubadas num quartel da província de Maputo (p. 8)._______________________
Creio que é a primeira vez que, na história das ocorrência policiais relatadas na nossa imprensa, uma quadrilha é neutralizada na posse de tão avultado número de armas de fogo. E, ainda por cima, são metralhadoras. Corrijam-me caso esteja enganado.
Polícias exigem subsídios para proteger bancos
"Numa ronda efectuada pela Reportagem da nossa Delegação da Beira por várias instituições bancárias representadas naquela urbe para medir o pulsar da implementação daquela medida do Comando-Geral da PRM, constatámos um semblante desolador no rosto de alguns elementos da corporação ali em serviço. Dizem passar horas a fio sempre atentos a qualquer incursão dos meliantes. Reclamam, entre outras coisas, uma simples casa de banho, lanche, incluindo subsídio adicional de risco de vida."
Pensionistas a sofrer, feitos cantados
"Cerca de uma centena de viúvas dos combatentes da luta armada de libertação nacional, residentes em Nampula, estão a viver em situação de indigência absoluta, em consequência do atraso que se regista na fixação, pelo Ministério das Finanças, das respectivas pensões de sobrevivência."Enquanto isso, o dia de hoje esteve latamente preenchido por copiosos discursos de dirigentes cantando os feitos da luta de libertação nacional e pedindo aos jovens que mantenham bem alto os ideais de 1964.
Madeira em toros embarca na Beira em barco chinês
"Quantidades enormes de madeira em toros, incluindo espécies proibidas por lei que vigora no país desde 30 de Junho, foram carregadas num navio de origem chinesa, baptizado com o nome de Huan Gian, que atracou no Porto da Beira a 12 de Setembro e largou na última segunda-feira em direcção àquele país asiático."Não é a primeira que operadores chineses aparecem em evidência na imprensa ligados à exportação ilegal da nossa madeira.
Vamos a ver como estarão as nossas florestas dentro de 20 anos.
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Permitam-me recordar que este diário tem dezenas de postagens sobre o saque da madeira, incluindo uma carta para o presidente da República escrita a 30 de Janeiro.
25 setembro 2007
Segunda derrota
Perdemos pela segunda vez consecutiva hoje em Dakar, para o Campeonato Africano das Nações em basquetebol feminino sénior.
Pobreza diminui se malnutrição aumenta?
Como pode a pobreza estar a diminuir em Moçambique se a malnutrição aumentou? Na realidade, a situação da pobreza piorou ao contrário do que sustentam dizeres e estatísticas. Este o tom de um provocante trabalho do jornalista e professor universitário Joseph Hanlon, escrito em inglês.
Moçambique em 23.º na boa governação entre 48 países subsarianos avaliados pelo Índice Ibrahim
Em primeira mão: o nosso país foi classificado em 23.º lugar na boa governação em 2005 (melhorando desde 2002) entre 48 países subsarianos avaliados pela Fundação Mo Ibrahim, em resultados hoje dados a conhecer e que foram produzidos pela Escola de Governo Kennedy, um departamento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos .O Índice - financiado por Mo Ibrahim, multimilionário de telefonia móvel, cujo nome é, também, o da Fundação à retaguarda do estudo - opera em cinco sectores: Protecção Pessoal e Segurança, Estado de Direito, Transparência e Corrupção, Participação e Direitos Humanos, Desenvolvimento Económico Sustentável e Desenvolvimento Humano.
Os primeiros lugar foram ocupados por Maurícias (1.º), Seychelles (2.º) e Botswana (3.º). Países como Angola (42.º) e Nigéria (37.º) ficaram à retaguarda do Zimbábuè (31.º) e, mais surpreendentemente, o Rwanda ocupou o 18º lugar. Nos PALOPs, Cabo Verde está na melhor posição, a 4.ª na classificação geral. A África do Sul ficou em 5.º lugar.
Estes são resultados que certamente irão provocar grande surpresa e debate, como salienta hoje a BBC.
O editor da BBC para Assuntos Africanos, Martin Plaut, afirmou que os resultados revelam que os académicos parecem depositar mais credibilidade no desenvolvimento do que nas liberdades democráticas.
Podemos e devemos questionar os critérios. Mas tenho para mim que os países africanos precisam deste tipo de avaliações. Em última análise, elas obrigam-nos a pensar e eventualmente a mudar o que, muitas vezes, não queremos mudar. Depois, não fica mal recordar que no passado era uma tradição africana chamar "árbitros" externos para a boa mediação e resolução de problemas.
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19:15: acabei de dar uma entrevista à BBC a propósito desses resultados.
De onde vem todo este dinheiro?
"A admiração começa onde acaba a compreensão" (Baudelaire)Hoje, neste belo dia fresco e chuvoso, maputei, fui de carro ao longo da Julius Nyerere, descendo pela rua que passa em frente à escola portuguesa, metendo depois pela marginal até à Costa do Sol e regressando para entrar pela 25 de Setembro, subir para a 24 de Julho e regressar ao xitolo. Devagar, cruzando com os habituais carros último modelo, fui espreitando, apalpando todo aquele casario de luxo que forma autênticas microcidades da Nyerere à Costa do Sol, intrometendo-se cada vez mais na zona verde junto à presidência da República. Creio que senti que amanhã já haverá mais mansões, mais condomínios protegidos por arame farpado electrificado. E a pergunta era e é sempre a mesma: de onde vem todo este dinheiro, todo este luxo que mais nenhuma cidade moçambicana possui? Quais as suas fontes numa grelha sempre em crescimento que inclui bombas de gazolina, hotéis, casas de câmbio e casinos?
O blogue do Sérgio na Suécia
O pedido que fiz aos bloguistas moçambicanos - mesmo se na diáspora - continua a ser respondido. Eis, agora, o blogue do excelente fotógrafo que é Sérgio Santimano, vivendo em Uppsala, na Suécia.
País sem ladrão não é país
"Que nos pareça falsa toda a verdade que não nos traga consigo pelo menos uma alegria" (Friedrich Nietzsche)Na investigação que fazemos sobre linchamentos, temos usado várias formas de registo de percepções populares. Uma delas consiste em metermo-nos em chapas e em suscitarmos um debate sobre agressões, roubos e medidas a tomar. Por exemplo, na rota Muhala-Matadouro em Nampula, o compreensivo, dialéctico motorista do chapa interveio em meio à discussão que provocámos para dizer o seguinte:
“País sem ladrão não é país. O ladrão quando rouba está a fazer o serviço dele, como eu estou a fazer o meu serviço. Se matarmos o ladrão então não havia necessidade de construir cadeia para estar vazia. A melhor coisa é entregar à autoridade. Roubar é vício que Deus deu por isso é melhor deixar. Uma pessoa que tem fé em Deus, se alguém me fizer mal enquanto eu lhe salvei, eu só posso agradecer a Deus porque cada um foi nascido na sua maneira ( há uns que têem coração de cobra e outros tem coração de pessoa). É bom agradecer com livre vontade porque assim Deus vai-lhe ajudar." ("Diário de campo" de um dos investigadores).
O que se faz a um ladrão?
"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem" (Bertolt Brecht)A equipa da Unidade de Diagnóstico Social prossegue a sua investigação sobre linchamentos. Uma das veredas desse trabalho consiste em pedir a estudantes de escolas primárias do 2.º grau que escrevam uma redacção na qual digam o que se deve fazer a um ladrão. Eis três respostas dadas numa escola de Maputo, na disciplina de Ciências Sociais. Comecemos pela Regina, que propõe que se bata e se queime o ladrão "para não roubar mais", sendo a polícia dispensável:
A convocatória de Ndlovu
Acontece que, com o título "convocatória", Djenguenyenye Ndlovu escreveu uma bela carta, juvenil e cheia de incentivo, aos jovens formados que não têm emprego nas cidades e que podem encontrar uma vida bem melhor lá nos distritos onde são alocados os sete milhões. Podem acumular - assegura Ndlovu - e até terem um quintal "onde para além da capoeira, podem verdejar alguns vegetais, alguns legumes, o que é muito bom para uma alimentação saudável."
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