É muito frequente atribuírmos a entidades especiais a razão de ser das coisas boas e más da vida. Essas entidades especiais têm nomes sonantes como paz, guerra, violência, etc., com elas produzimos desejos fortes do género "queremos paz", "não à guerra", "basta de violência". Claro que essas entidades são habitadas por pessoas, mas estas são despojadas das relações políticas e feitas residências exclusivas de bons e maus comportamentos. Poucos estão dispostos a estudar as relações e os mecanismos de poder, a produção simbólica de poder, a conflitualidade embutida nisso tudo.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
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