28 julho 2011

27 julho 2011

Negócios em Moçambique

"A sociedade tem por objecto a compra e venda de imóveis, administração e gestão imobiliária, o arrendamento, prestação de serviços e outras actividades que a sociedade achar conveniente" - aqui. Se quiser ampliar a segunda imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier "Savana" (3) (Edição de 22/07/2011)
* Séries pessoais: Uns pensam melhor do que outros? (5); Por que brilha o capitalismo? (5); Mudar sem mudar (12); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (20); Segregação urbana em Maputo (10); Ditos (11); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Dois jornais a norte do Zambeze (27/07/2011)

Dhlakama recebido às escuras ontem em Quelimane. Aqui.
Governo confirma  roubo de fundos do Estado. Aqui.

Prismas

Regra geral, quando o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, faz afirmações castrenses, o "Notícias" vai ouvir políticos ditos da oposição. Como habitualmente entrevistou Yá-Kub Sibindy do PIMO e Miguel Mabote do Partido Trabalhista, surgindo ambos a dizer que Dhlakama é um político falido e belicista, acrescentando o primeiro que irá  queixar-se de Dhlakama ao Tribunal  Penal Internacional e prevenindo o segundo que prender Dhlakama é criar um mártir. Não tendo desta vez ouvido João Massango, o jornal deu a palavra a André Balate do Partido de Reconciliação Nacional, que  se limitou a fazer coro com os outros dois. O problema foi entrevistar Raul Domingos do PDD e Francisco Campira da plataforma G-12: o primeiro apareceu a dizer que o povo que passa grandes dificuldades quer mudança, alguém com força para isso, fazendo ainda uma crítica a certos partidos da oposição; o segundo, surgiu a dizer que o discurso de Dhlakama só ameaça quem está no poder, não o povo, acrescentando que é a falta de diálogo que gera esse discurso num país onde o arrogante partido no poder parece só ouvir os outros quando alguém ameaça, além de que prender o presidente da Renamo equivaleria a incendiar o país. Diante destes dois tipos de posição num quadro geral afirmado como sendo de oposição, o jornal optou pelo seguinte título do conjunto de entrevistas: "Dhkalama deve ser ponderado - opinam políticos da oposição". Sobre partidos políticos da oposição em Moçambique, recorde neste diário aqui.

507ª foto (Mãos)

A entrar

Dhlakama recebido às escuras ontem em Quelimane
Governo confirma  roubo de fundos do Estado

Mais um milagreiro

O mercado da credulidade está em constante crescimento no nosso país, especialmente na cidade de Maputo. No "Notícias" um enorme e colorido anúncio dá conta da presença na cidade de mais um milagreiro, o Sr. Dilkumar, do Sri Lanka, dito pastor fundador da King's Revival Church, anunciando espectáculos milagreiros na Praça da Paz.
Nota: ao lado dos cura-tudo africanos (nossos e estrangeiros), temos os milagreiros estrangeiros do grande espectáculo de palco e das fés circences, ambos frequentemente referidos neste diário, uma galeria multifacetada atribuindo a demónios e maus espíritos as causas dos males e assegurando curas para tudo, mesmo para o nada. Os poderes podem dispensar polícias e soldados com semelhante tipo de soporíferos.

Pensadores

"Precisamos de (...) de pensadores fortes de suco gástrico capazes de, pela crítica frontal, pela evacuação do seguidismo oportunista, ajudarem a criar problemas analíticos para que melhor os problemas físicos sejam analisados e eventualmente resolvidos. O falecido sociólogo Pierre Bourdieu tem duas frases que muito amo reproduzir: “politizar as coisas cientificando-as” e “pensar a política sem pensar politicamente”." Aqui.

Resposta

Observando o comportamento social interrogo-me cada vez mais sobre se algo mudou nos seus fundamentos: regras, símbolos, consenso, desacordo, luta, vencedores e vencidos. A minha resposta é não. Tomamos as mudanças de superfície pelas mudanças de profundidade.

Raiz

O Estado de Direito é uma óptima ideia que gera discursos muito ternurentos em púlpitos engalanados. Porém, quando se sai da sua estrada e se penetra nos caminhos vicinais, caminhos sem iluminação, onde raramente passam carros, caminhos que não cabem nas televisões, descobre-se que a vida é menos direita do que pensamos. Não é o dente que devemos estudar, mas a sua raiz.

Fadiga das guerra e falta de crítica da guerra

Com o título em epígrafe, um trabalho de Hannah Gurman em espanhol aqui, em inglês aqui. Para traduzir, aqui.

Síntese

Primeiro começou por termos um lobo clássico e um capuchinho vermelho não menos clássico: Dominique Strauss-Kahn o lobo, Nafissatou Diallo o capuchinho. Depois, a situação alterou-se, com Dominique passando a capuchinho e Nafissatou a loba desalmada, quando se descobriram incongruências nos depoimentos da camareira guinense. Depois, apareceu uma jornalista francesa, a seguir a mãe da jornalista, queixando-se ambas da viruência libidinal do ex-director do Fundo Monetário Internacional. Agora, Nafissatou surge em cena e dá a primeira entrevista tentando mostrar que Dominique é um verdadeiro predador sexual. Assim Dominique volta ao papel de lobo e Nafissatou ao de capuchinho. E enquanto deliramos com estas prendadas e relatadas cenas de alcova, morre gente de fome na Etiópia e na Somália.

Dossier (2) (Edição de 22/07/2011)

Queira conferir a segunda parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/07/2011, aqui.
(continua)

26 julho 2011

Nove

Entre a meia-noite e vinte e a uma da madrugada, hora local, entrarão nove postagens neste diário, com informação e análise a nível nacional e internacional. Desejo-vos uma boa leitura e uma feliz quarta-feira.

Possibilidade de greve segundo "O País"

Segundo o "O País" digital, trabalhadores de algumas empresas públicas pensam em greve para reivindicar aumentos salariais. Aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier "Savana" (2) (Edição de 22/07/2011)
* Séries pessoais: Uns pensam melhor do que outros? (5); Por que brilha o capitalismo? (5); Mudar sem mudar (12); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (20); Segregação urbana em Maputo (10); Ditos (11); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Sem acordo sobre a dívida

Resumo do que parece ser o problema central para a falta de acordo sobre o tecto da dívida americana: "O presidente apoia um plano que, para conter o deficit dos EUA, inclui cortes de gastos e fim de isenções de impostos para a parcela mais rica (2%) da população. Já os republicanos rejeitam a elevação de impostos e defendem cortes em programas sociais defendidos pelos democratas." Aqui.

O silêncio dos cordeiros académicos

Antes activos contra o apartheid, os académicos da África do Sul estão hoje calados e subservientes nas suas torres de marfim universitárias perante a erosão dos ideais e das liberdades por que lutaram. Com o título em epígrafe, um trabalho de William Saunderson-Meyer no Thought Leader, aqui. Para traduzir, aqui.

Lucro político

"Quanto mais os gestores de um Estado investirem nos aparelhos repressivos e na repressão, mais alta será a composição orgânica da política e menor, portanto, a taxa de lucro político, quer dizer, menor a legitimidade de quem domina." Aqui.

506ª foto (Prisma do vendedor de lanhos)

Os ataques na Noruega revelam um mundo de ódio

É fácil singularizar a tragédia norueguesa e dar-lhe o cunho final de uma patologia sem sentido. Mas Ahmed Moor tem uma visão diferente: "O terrorista norueguês que assassinou mais de noventa civis inocentes - muitos dos quais adolescentes - não actuou sozinho. Ou melhor, actuou dentro de um contexto cultural e político que legitima a sua visão medrosa e atormentada de ódio ao mundo. Agora é evidente que Anders Behring Breivik foi exposto a muita propaganda da direita. Esta tragédia salienta a urgência de as pessoas normais combaterem em todo o mundo os nacionalistas fundamentalistas e chauvinistas onde quer que se encontrem. Mas também demonstra a medida em que o fanastismo reaccionário infectou o pensamento dominante." Em inglês aqui, em espanhol aqui. Para traduzir, aqui. Foto reproduzida daqui.
Adenda: confira também aqui.

Dois jornais a norte do Zambeze (26/07/2011)

A economia política do militarismo americano

Com o título em epígrafe, um trabalho de Ismael Hossein-zadeh, em inglês aqui, em espanhol aqui. Para traduzir, aqui.

Dossier (1) (Edição de 22/07/2011)

Queira conferir a primeira parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 22/07/2011, aqui.
(continua)

25 julho 2011

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Dossier "Savana" (1) (Edição de 22/07/2011)
* Séries pessoais: Uns pensam melhor do que outros? (5); Por que brilha o capitalismo? (5); Mudar sem mudar (12); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (20); Segregação urbana em Maputo (10); Ditos (11); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

mediaFAX

Sucessor de Guebuza e críticas de Vieira

Na sua habitual coluna no semanário "domingo", o coronel na reserva Sérgio Vieira  escreveu que o sucessor de Guebuza na chefia do Estado deve reunir várias características, entre as quais: "Com as mãos limpas, e sem negociatas por baixo da mesa, não sacrifique, nem deixe sacrificar o interesse nacional a favor dos seus negócios ou de familiares e apaniguados”. Mas, também, capaz de "pôr termo aos zig zag e ao dito por não dito" e receber "observação crítica", capaz de "dialogar e aceitar que existe quem saiba mais do que ele, até politicamente" (p. 14, canto esquerdo da edição de ontem, foto reproduzida daqui).
Observação: um claro recado de Sérgio para a Comissão Política do Partido Frelimo, uma clara crítica a vários camaradas.

Maciça

Dois canais televisivos moçambicanos, STV e TIM, à mesma hora transmitindo propaganda, maciça propaganda religiosa da IURD.

Ian Khama, o diferente

Saiba por quê neste trabalho de "O País", aqui. Foto reproduzida daqui. Sobre o general Khama, confira aqui (para traduzir, aqui). Recorde neste diário aqui e aqui.