O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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28 abril 2016

Dívida e Renamo: comentários de Joseph Hanlon

A dívida pública de Moçambique e os ataques da Renamo, com informação e comentários de Joseph Hanlon a conferir aqui.
Adenda: leia também um texto no "The Wall Street Journal", aqui.
Adenda 2 às 16:18: confira agora aqui.
Adenda 3 às 16:27: um texto de Paul Fauvet no Facebook, aqui.
Adenda 4 às 17:01: um texto da "Reuters", aqui.

7 Comments:

Blogger nachingweya said...

O " Presidente" Chipande explicou na Beira que não havia necessidade de explicação publica da Divida para alem da explicação que esta a a dar publicamente. Disse que a Divida é Soberana e que o país vai pagar. A minha pergunta é: Nao sendo Soberana em relaçao que recomendou uma confissao ao mais alto nivel, é Soberana em relaçao a quem? Aos moçambicanos ? Também nao porque eles é que vao paga-la como ainda estão a pagar o rombo do BPD, do Banco Austral... sempre com os mesmos a beneficiar.

28/4/16 9:55 da manhã  
Blogger Sir Baba Sharubu said...

MOZ agradece, Joseph Hanlon !

29/4/16 6:22 da manhã  
Blogger ricardo said...

Mais do que a divida que nos asfixia enquanto dignos representantes da classe media, preocupa-me tambem os diversos indicios que nos apontam para o genocidio de populacoes anonimas mocambicanas. A descoberta recente de 120 corpos numa vala comum da Gorongosa, com indicios de terem sido recentemente executados ou mortos em combate levanta questoes que ate agora tem sido confortavelmente desviadas da discussao publica.

E via de regra, esses episodios tendem a se expandir quanto maior for a contestacao socio-politica contra o status-quo.

Sou de opiniao que se deve criar uma equipa com especialistas nacionais e estrangeiros para se apurar o que se passou ali. E tambem, sobre outros casos de execucoes sumarias que tem sido reportados amiude na zona centro de Mocambique, hoje em dia, um teatro operacional de guerra de guerrilha. Essa e que e a verdade.

29/4/16 6:24 da tarde  
Blogger Carlos Serra/Blogue-Diário de um sociólogo said...

Esta tarde, no facebook, chamei a atenção para duas notícias sobre os ditos corpos, estando numa uma foto com coisas [presumíveis corpos, mas podiam pedras...]dentro de sacos plásticos negros, com inscrições a branco, estando noutra soldados com bóinas vermelhas. Evidentemente que se procurou com as fotos, aparentemente não pertença da "Lusa", mostrar num caso tecnologia de ponta no enterro em vala comum, uma imputação às forças governamentais noutra. A história dos corpos carece absolutamente de investigação. Finalmente, pelo menos a "Folha de Maputo", citando o administrador da Gorongosa, já desmentiu a notícia. Também neste caso é necessários investigar. A dúvida metódica é sempre útil, especialmente quando se juntam vários fenómenos havidos por negativos e acabamos nuns casos por os termos todos como reais, noutros por dotá-los do mesmo coeficiente de validade.

29/4/16 7:21 da tarde  
Blogger Carlos Serra/Blogue-Diário de um sociólogo said...

Sugestão aos eventuais leitores, conferir aqui:
http://oficinadesociologia.blogspot.com/2016/04/administrador-desmente-noticia-da-vala.html

29/4/16 10:53 da tarde  
Blogger ricardo said...

Sr. Professor, penso que temos de ser prudentes na analise dos factos, inclusive os de origem oficial. Nao e a primeira vez em que dirigentes sao apanhados em perjurio. So para recordar que ate ha um mes, nao "havia refugiados de guerra no Malawi". E no entanto, semana passada, o PR foi aquele pais com esse ponto na agenda.

Li hoje, que os dois reporteres que noticiaram a existencia da vala comum, que se identificam pelos nomes: Arcénio Sebastião (Deutsche Welle) e André Catueira (Lusa) reiteram que ha efectivamente valas comuns.

Portanto, o que se poderia fazer agora e comprovar os factos no terreno. Isso e que uma investigacao cientifica isenta aconselha.

Agora, nao acho correcto que se "afunile" o assunto para os numeros reportados, como prova "insofismavel" da mentira ou inverdade, que o sr. administrador - com o devido destaque neste blogue - nos vem apresentar. Que sejam 15 ou 120 corpos, isso diminui o facto de estarmos a caminharmos inexoravelmente para um novo estagio de violencia que nos conduzira ao genocio tipo Ruanda? Ou isso so interessara quando chegarmos as centenas de vitimas?

Confesso que me surpreendi com a insistencia na "duvida metodica" desta vez!

P.S. Seu site esta novamente infectado com um Trojan Horse.

2/5/16 9:11 da tarde  
Blogger Carlos Serra/Blogue-Diário de um sociólogo said...

Insisto na dúvida metódica, andamos inundados de valas de crenças. Não, desta vez não está infectado.
"Acreditar não importa em quê
Quanto mais reina a angústia, mais propensos somos a acreditar não importa em quê, desde que a crença conforte a insegurança emocional e física. A vida é sempre o reino da luta contra a incerteza mesmo que a certeza obtida seja completamente incerta e, até, falsa. Naturalmente que semelhante assertiva geral tem nuances e bifurcações específicas. Assim, as filiações políticas, as hostilidades, os ódios, o conflito, tudo isso atrai as crenças múltiplas tal como a limalha atrai o ferro. Em cada víscera irritada viaja, afinal, um antagonismo.
Adenda às 19:12: parece ser sensato admitir que tudo isso favorece o reinado dos produtores de "verdades" do tipo banha da cobra que povoam a internet."
http://oficinadesociologia.blogspot.com/2016/05/acreditar-nao-importa-em-que.html

2/5/16 9:16 da tarde  

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