26 outubro 2013

Celulares/Telefones fixos em Moçambique (2007/2012)

Aqui. A Movitel (surgida em 2012) não aparece assinalada.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Cenários pós-Santungira (6); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (26); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (68); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar. 

Cenários pós-Santungira (5)

Quinto número da série. Prossigo no primeiro dos cinco pontos do sumário proposto no número inaugural, com a indicação expressa de que em todos eles apenas terei em conta pequenas hipóteses que, absolutamente, precisam ser testadas. 1. O significado de Santungira. Escrevi anteriormente que entrava num quadro social onde tudo parece patético e irreal, onde tudo é contraditório. Mas onde, afinal, tudo é real e tangível. Na verdade, Santungira é uma espécie de síntese política, de fecho de abóboda das três partes do corpo da Renamo, como se esta fosse o eco local da tríade hinduísta (criação, conservação e destruição): simultaneamento um certo futuro (como partido clássico jogando desde 1992 com convições, propaganda, promessas e boletins de votos, tendo estado em 1999 muito próximo da Frelimo nas legislativas e nas presidenciais nos resultados eleitorais), um certo presente (auto-evacuada das eleições deste ano e de 2014 em protesto contra a estrutura eleitoral do país) e um certo passado (organização praticando a fórmula de Clausewitz: a guerrilha como continuação da política). Quer dizer, a Renamo deve ser analisada enquanto liga triádica, mas com pesos diferenciais nas três componentes. Se não se importam, prossigo amanhã.
(continua)
Adenda: leia dois trabalhos de Ozias Tungwarara, aqui e aqui.
Adenda 2 às 16:47: notícia a carecer de confirmação sobre um ataque que se terá registado esta manhã na estrada nacional nº 1, entre a vila de Machanga e o posto administrativo de Muxúnguè, distrito de Chibabava, província de Sofala, aqui.
Adenda 3 às 17:22: recordo-vos o sumário desta série:

Edição 1033 na íntegra

De Laerte

Reproduzido daqui, portal do autor aqui.

A privatização do Estado zimbabweano

Com o título em epígrafe, um texto de Mike Mavura (na imagem) no Thought Leader do Mail&Guardian, aqui. Imagem adaptada daqui.

25 outubro 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Cenários pós-Santungira (5); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (26); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (68); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar. 

Amanhã neste diário

Como parámos de pensar como africanos

Introdução de um texto do sul-africano Sandile Memela no Thought Leader do Mail&Guardian digital de hoje: "Não há muito tempo, tão recente quanto 1977, os expoentes da Consciência Negra (BC) ensinaram-nos que havia duas nações na África do Sul: uma europeia, opressiva e privilegiada, a outros africana, oprimida e espoliada." Textos precedentes do autor neste diário, aqui.

Cenários pós-Santungira (4)

Quarto número da série. Prossigo no primeiro dos cinco pontos do sumário proposto no número inaugural, com a indicação expressa de que em todos eles apenas terei em conta pequenas hipóteses que, absolutamente, precisam ser testadas. 1. O significado de Santungira. Na verdade, a academia política da qual falei no número anterior foi montada na Gorongosa, rude em seu ambiente, pobre em seus meios. Ao luxo de Maputo, Dhlakama opôs a pobreza franciscana de Santungira, protegido por um grupo de guerrilheiros fiéis. Aqui, como que reactivou a memória guerrilheira dos anos 70 e 80 do século passado de Garágua em Manica e da Casa Banana na Gorongosa de Sofala. O dirigente partidário que tinha ensaiado a diplomacia na bela Julius Nyerere de Maputo foi substituído pelo neoguerrilheiro de Santungira, um neoguerrilheiro envelhecido, mas vigoroso na memória dos sangrentos tempos antigos, herdeiro sem saber das virtudes frugais de Esparta, herdeiro, eventualmente também sem saber, das proezas do guerrilheiro Cambuemba que soube tirar partido das montanhas da Gorongosa oitocentista na luta contra a Companhia de Moçambique, ele, Dhlakama, que, depois de sair de Maputo e antes de fixar-se em Santungira, viveu algum tempo na imensa Nampula de afirmada história matriarcal. Entro num quadro social onde tudo parece patético e irreal, onde tudo é contraditório. Por quê? Se não se importam, prossigo amanhã.
(continua)

Sobre a beleza feminina

24 outubro 2013

Os tucanos de Dilma

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Cenários pós-Santungira (4); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (26); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (68); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar. 

Para reflexão

Este texto encontra-se situado no lado direito deste diário.

Cenários pós-Santungira (3)

Terceiro número da série. Prossigo no primeiro dos cinco pontos do sumário proposto no número inaugural, com a indicação expressa de que em todos eles apenas terei em conta pequenas hipóteses que, absolutamente, precisam ser testadas. 1. O significado de Santungira. Escrevi no número anterior que Santungira era o ícone de um certo futuro abraçado a um presente trabalhando ao ritmo do passado. O que pretendo dizer com tão enigmática frase? Vou tentar a resposta. Como que para substituir a densidade axiomática das expressões duramente castrenses ("quartel-general", "base"), surgiu em certos círculos uma outra expressão, única na gíria política moçambicana, a saber: "academia política de Santungira". Perante tão singular expressão, como encontrar o real significado de Santungira, agora que Afonso Dhlahama provavelmente reescalou as montanhas da Gorongosa (como já o fizera nos anos 70 e 80 do século passado), um pouco como Espártaco o fez em relação às de Petélia? Se não se importam, prossigo amanhã.
(continua)

Telenovelas

23 outubro 2013

Santungira e pedido aos jornalistas

Às jornalistas Marana Borges (site brasileiro Opera Mundi), Kathleen Gomes (jornal Público de Portugal), Paula Borges (RDP África de Portugal), fora jornalistas cujos nomes ignoro da Alemanha, da África do Sul e de França que têm procurado contactar-me tentando conhecer a minha opinião sobre a situação política em Moçambique: preciso ainda consolidar algumas ideias em relação ao que se passou, por exemplo, em Santungira, tal como respondi há momentos à Marana no mural de recados situado no lado direito deste diário. Sugiro sigam a minha série intitulada "Cenários pós-Santungira", a pouco e pouco aí procurarei cobrir as zonas de penumbra que ainda existem em mim. Obrigado pela vossa compreensão e perdoem a minha ignorância.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Cenários pós-Santungira (3); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (26); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (68); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar. 

Questões de história (Joseph Hanlon sobre Renamo+Santungira)

Leia um comentário de Joseph Hanlon no Moçambique 230 aqui.
Adenda às 5:26: Dhlakama corre o risco de ficar isolado, um texto na Reuters, aqui. Agradeço ao JH o envio da referência.

Cenários pós-Santungira (2)

Segundo número da série. Passo de imediato ao primeiro dos cinco pontos do sumário proposto no número inaugural, com a indicação expressa de que em todos eles apenas terei em conta pequenas hipóteses que, absolutamente, precisam ser testadas. 1. O significado de Santungira. Situada na Serra da Gorongosa, província de Sofala, berço guerrilheiro da Renamo, Santungira tem sido regra geral apresentada como "quartel-general" desse partido, como sua "base". Por outras palavras: Santungira tem habitualmente surgido como espinha dorsal castrense da Renamo, como seu coração militar actual. Porém, gostaria de sugerir uma outra versão mais ampla, mais complexa, a saber: Santungira era o ícone de um certo futuro abraçado a um presente trabalhando ao ritmo do passado. O que pretendo dizer com tão enigmática frase? Se não se importam, prossigo amanhã.
(continua)

Observar, sentir, analisar: a caixa negra do social

Título do meu novo livro, no prelo, com prefácio de Teresa Manjate.

22 outubro 2013

Ventos pós-Santungira

A "Rádio Moçambique" acaba de anunciar às 19 horas que o governo confirmou ter havido esta manhã um ataque ao posto policial de Marínguè, província de Sofala, levado a cabo pela Renamo. O tema será desenvolvido no noticiário das 19:30. Recorde neste diário a adenda 1 desta postagem aqui.
Adenda às 19:05: sugiro siga a minha séria intitulada Cenários pós-Santungira, com nova postagem amanhã.
Adenda 2 às 19:10: "Jornal de Notícias", aqui.
Adenda 3 às 19:17: o "@Verdade" citando o Conselho de Ministros, aqui.
Adenda 4 às 19:24: de novo o "@Verdade" em nova notícia, aqui, a carecer de confirmação.
Adenda 5 às 19:27: a turbulência reinante exige que sejamos prudentes em relação à veracidade da muita informação castrense que circula na internet.
Adenda 6 às 19:31: segundo a "Rádio Moçambique" no jornal da noite das 19:30, o presidente da República, Armando Guebuza, afirmou, através do seu porta-voz, estar aberto a um encontro com o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama.
Adenda 7 às 19:39: o ataque a Marínguè pode ser o início de uma guerrilha operando com pequenos grupos multiplicando-se rapidamente por Sofala (por agora só por aí), obrigando as forças armadas a um maior e dispendioso esforço de protecção de pessoas, bens e viaturas, numa região que os mais antigos da Renamo, aí compreendido Dhlakama, conhecem bem.
Adenda 8 às 20:07: Marínguè está deserta, posto de saúde local foi abandonado, pessoas refugiando-se no mato, chegada de soldados governamentais fortemente armados - informe de jornalistas das estações televisivas STV e TIM.
Adenda 9 às 21:00: no "Mail&Guardian" sul-africano, aqui.
Adenda 10 às 21:12: leia este trabalho publicado no dia 3 de Julho no "BusinessDay" sul-africano com o título Frelimo, Renamo need to ‘detoxify their relationship’ , aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Cenários pós-Santungira (2); Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (26); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (68); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar. 

Lei 13/92

Falamos todos do Acordo Geral de Paz de 1992, mas provavelmente poucos leram o texto. Baixe aqui. Obrigado ao CSJ pelo auxílio.
Adenda às 17:01: no seu noticiário das 17 horas, a "Rádio Moçambique" não se referiu a um ataque, esta madrugada, de supostos membros da Renamo ao posto policial de Marínguè, ataque que tem sido reportado pela imprensa digital nacional e estrangeira, blogues e redes sociais. O seu portal está neste momento inoperacional (isso é frequente) e na página do Facebook nada consta.
Adenda 2 às 18:19: leiam este trabalho aqui.

Cenários pós-Santungira (1)

Agora que a base de Santungira foi tomada pelas forças governamentais, que cenários podemos colocar como hipóteses para o futuro? Permito-me sugerir-vos o seguinte sumário, com uma introdução e quatro cenários:
1. O significado de Santungira
2. O cenário da guerrilha líquida de baixa intensidade
3. O cenário da guerrilha líquida de média intensidade
4. O cenário à Savimbi e a formação de uma Renamo renovada sem Dhlakama
5. O cenário político de paz pós-Santungira
(continua)
Adenda às 6:37: a propósito da ocupação da base de Santungira, leia o comentário do Dr. Philippe Gagnaux, aqui.
Adenda 2 às 6:4O: um livro com resumo aqui.
Adenda 3 às 6:47: certas afirmações ontem feitas e as imagens sobre a base de Santungira ocupada pelos soldados governamentais, revelam claramente que os seus ocupantes a tinham abandonado, provavelmente já desde sexta-feira ou sábado passado. Típica acção de guerrilheiros: o "nomadismo" substitui sempre o "sedentarismo".
Adenda 4 às 7:06: em lugar de alívio, sinto em várias pessoas a inquietação, como se o pensamento fosse este: o que vai agora suceder? Por outras palavras, Santungira não é o ponto de chegada, é o ponto de partida.
Adenda 5 às 7:08: formigam diálogos, perguntas e exclamações nos chapas, esses rádios apinhados e motorizados das cidades. Enquanto isso, os ávidos autores dos blogues do copia/cola/mexerica circulam a grande velocidade por todo o lado internético copiando notícias, vídeos e cheiro a pólvora.
Adenda 6 às 7:29: confira no Mozambique History Net o acervo documental sobre o conflito que vai de 1975 a 1981, a partir daqui.
Adenda 7 às 7:44:o número de visitantes dispara significativamente nos websites, o sensacional substitui a rotina, o novo elimina o velho.
Adenda 8 às 7:47: "E esse documento em nenhum momento prevê a existência de dois exércitos no país” - Presidente Guebuza na Beira, a propósito do Acordo Geral de Paz de 1992. Aqui.
Adenda 9 às 8:12: um livro de 2011 de Lucia van den Bergh aqui e o comentário de Gabriel Mithá Ribeiro aqui.
Adenda 10 às 8:26: Fernando Florêncio analisa o livro "A causa das armas em Moçambique" do falecido antropólogo francês Christian Geffray, aqui.

Moçambique 229

Confira o Moçambique 229, editado por Joseph Hanlon, aqui.

Cenários pós-Santungira

21 outubro 2013

Segundo STV: Santungira foi tomada

Segundo a estação televisiva STV há momentos, a base de Santungira da Renamo foi hoje tomada pelas forças governamentais. O porta-voz do partido, Fernando Mazanga (na imagem), afirmou, em conferência de imprensa, que isso era o fim do acordo de Roma e que Afonso Dhlakama e Manuel Bissopo, respectivamente presidente e secretário-geral da Renamo, estavam em parte incerta.
Adenda às 17:10: aguarda-se, agora, a reacção informativa oficial.
Adenda 2 às 17:15: se efectivamente Santungira foi tomada, estamos perante o que talvez se possa chamar efeito Savimbi.
Adenda 3 às 18:01: no seu noticiário das 18 horas, a "Rádio Moçambique" não fez nenhuma referência à tomada da base de Santungira.
Adenda 4 às 18:05: comunicado de imprensa da Renamo no seu portal, aqui.
Adenda 5 às 18:07: notícia no "@Verdade", aqui.
Adenda 6 às 18:09: se se confirmar a tomada da base de Santungira, uma nova etapa histórica teve início no país. Falta saber qual o seu conteúdo, presente e futuro.
Adenda 7 às 18:27: segundo a página no Facebook da estação televisiva TIM, "Ministério da Defesa Nacional confirma assalto a base de Sathungira, onde se encontrava aquartelado o líder da Renamo Afonso Dhlakama que está em parte incerta." Aqui.
Adenda 8 às 18:53: tenho a  intenção de sugerir alguns cenários futuros, mas aguardo mais informação.
Adenda 9 às 19:07: as estações televisivas TVM e STV dão programas recreativos, a TIM discute no programa "Tribuna do cidadão" o que intitula "Crise político-militar no país".
Adenda 10 às 19:31: no programa anteriormente citado, o membro da Renamo, António Muchanga, avançou um futuro apocalítico: destruição de vias de comunicação do país.
Adenda 11 às 19:32: finalmente a "Rádio Moçambique" confirmou a tomada da base de Santungira esta manhã, através de uma conferência de imprensa dada hoje pelo coronel Cristovão Chume das forças armadas, que também afirmou desconhecer a localização de Afonso Dhlakama. O coronel acrescentou que, apesar de tudo, o país não está em guerra.
Adenda 12 às 19:49: notícia surge no portal da "Rádio Moçambique", aqui.
Adenda 13 às 20:10: de acordo com um trabalho do jornalista Francisco Raiva da STV a partir de Santungira, Afonso Dhlakama e seu séquito já não estavam na base quando o ataque das forças armadas teve lugar. Poderá estar nas montanhas da Gorongosa e falar ao país brevemente.
Adenda 14 às 21:05: aguardem um trabalho com o título a surgir depois da meia-noite local neste diário.

Sobre boatos

Lenda urbana, boato ou rumor "é um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" - Jean-Bruno Renard (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd, p.6)
Quanto menos se souber de um determinado fenómeno, quanto mais demorar o esclarecimento, quanto mais contraditórias forem as informações sobre ele, mais rapidamente surgem e espalham-se os boatos.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Discursos presidenciais e escritores-fantasmas em Moçambique (3); Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (21); A cova não está em Muxúnguè (26); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (15); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (68); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.