A apresentar mensagens correspondentes à consulta obama ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta obama ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

17 junho 2008

Al Gore junta-se a Barack Obama

Eis a novidade que acabo de receber: Al Gore (na imagem) junta-se a Barack Obama, trata-se claramente de um peso pesado na campanha presidencial do senador democrata (se quer ler em português os extractos da carta que recebi e divulgo, faça uso deste tradutor):
De: Al Gore
Data: 06/17/08 00:21:35
Para:
Carlos Serra
Assunto: My endorsement
Dear Carlos,
A few hours from now I will step on stage in Detroit, Michigan to announce my support for Senator Barack Obama. From now through Election Day, I intend to do whatever I can to make sure he is elected President of the United States.
Over the next four years, we are going to face many difficult challenges -- including bringing our troops home from Iraq, fixing our economy, and solving the climate crisis. Barack Obama is clearly the candidate best able to solve these problems and bring change to America.
(...)
On the issues that matter most, Barack Obama is clearly the right choice to lead our nation.
We have a lot of work to do in the next few months to elect Barack Obama president, and it begins by making a contribution to this campaign today.
Thank you for joining me,
Al Gore

16 janeiro 2008

Fukuyama gosta de Obama


A história acabou, o reino é do capitalimo, viva a liberdade - esta a posição de Francis Fukuyama (foto do meio) (La fin de l´histoire et le dernier homme. Paris: Flammarion, 1992, 542 pp., rosto da obra em inglês na foto da direita), politólogo americano conservador e ex-conselheiro do Departamento de Estado norte-americano. E que mais? O que há mais é que ele deu uma entrevista e disse que gostava do candidato presidencial norte-americano Barack Obama (foto à esquerda). Confira aqui em espanhol (obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, pelo envio da referência).
Entretanto, quem não gosta nada quer de Obama quer de Hilary Clinton é o francês Philippe Nadouce, que chama clones a ambos e mostra os pesos pesados que os apoiam, a saber: Obama (Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro do presidente Carter para a Segurança Nacional; Richard Clarke, grande especialista do contraterrorismo americano; e Denis Ross, ex-negociador no Oriente); Hilary (as personagens mais importantes do gabinete do seu marido e ex-presidente Bill Clinton: Madeleine Albright, ex-secretária de Estado; Samuel Berger, ex-membro da Segurança Nacional; e Richard Holbrooke, ex-embaixador americano nas Nações Unidas. Segundo Nadouce, os conselheiros de ambos os candidatos fazem parte dos grupos "pro-establishment", fortemente inclinados às políticas intervencionistas. Confira aqui em espanhol e aqui o original em francês.
"Nem todos os dias um grupo de milionários expressa de repente a sua grande preocupação pelo bem-estar dos trabalhadores e pelos pobres e promete uma "mudança" para melhorar a vida dos menos afortunados" - eis o início de uma dura crítica de David Brooks ao milionarismo presidencial americano, no qual destaca que (citando o The New Yorker) o mais pobre dos candidatos é Barack Obama, apenas com um pouco mais de um milhão de dólares como fortuna pessoal. Confira aqui em espanhol.
Nota: não receio colocar aqui aquilo que põe em causa a minha aderência a Obama desde Janeiro do ano passado.
Pedido: peço a todos os leitores que usarem material deste blogue o favor de citarem a fonte. No caso vertente: este é o primeiro trabalho colocado na net em português que associa as informação das fontes nele referidas. Muito obrigado.

30 janeiro 2008

Kennedy ao lado de Obama


De: Sen. Ted Kennedy
Data: 01/30/08 22:21:10
Para: Carlos Serra
Assunto: I'm with Obama
Dear Carlos,
When I endorsed Barack Obama on Monday, I was also endorsing a candidate with the power to transform America.
As President Kennedy said in 1960, "It is time for a new generation of leadership."
This campaign is about a new generation of leadership today. A generation ready to be part of something bigger than themselves. A generation ready to change the country, and a generation ready to change the world.
I'm doing everything I can to elect Barack Obama. With less than a week before my state and 21 others make their voices heard, there is no time to lose.
Like my son Patrick and my niece Caroline, I have found a new generation of leadership for America in Barack Obama -- and I hope you have too!
Sincerely,
Senator Edward M. Kennedy
Nota: se quer traduzir a carta do senador Kennedy para português, use este tradutor aqui. E leia ou recorde Obama aqui e aqui.
Adenda: entretanto, John Edwards abandonou a corrida para a nomeação presidencial democrata. Obrigado ao Nelson da Beira por me ter chamado a atenção para esta notícia.

30 outubro 2008

Por que se vota em Obama?


O candidato presidencial norte-americano Barack Obama tem suscitado um espantoso leque de interpretações em todo o mundo. Se para uns ele representa mais um presidente - de oratória malandra - que vai estar ao serviço de uma América tradicionalmente belicosa e destruidora, para outros representa o sonho de uma América diferente, mais solidária. Mas mais: uma quantidade enorme de análises tem-se debrucado na raça de Obama, uns dizem que ele é negro, outros que é misto. Seja como for, Obama tornou-se já um mito, um poderoso mito deste século.
A minha pergunta é a seguinte: por que razão multidões seguem Obama, o louvam e o exigem? A minha resposta é a seguinte: porque Obama é a tradução de um programa social que faz fortemente sentido para os Americanos. É uma espécie de messias num mundo cansado de guerra, de futuro bloqueado, de individualismo, de frustração.
Nota: a foto foi-me enviada pelo Maximianio. Mas eu gostaria de conhecer a fonte original...

19 outubro 2008

Powell do lado de Obama

O movimento pró-Obama intensifica-se. Além do apoio de alguns importantes jornais, é agora a vez do general Colin Powell (na imagem), republicano e antigo secretário de Estado no primeiro mandato de George Bush, que afirmou ir votar no candidato presidencial democrata Barack Obama. Confira aqui. Se quer ler em português, use esta outra fonte. Obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, pelo envio da primeira referência.
Nota: continuo a ler que nada irá mudar na história americana caso Barack Obama seja eleito presidente. Erro: a história americana já mudou (e muito) pelo simples facto de milhões de americanos apoiarem Obama e acreditarem que com ele as suas vidas irão melhorar. Penso unicamente em dois pontos do seu programa: corte na carga fiscal de 95% das famílias americanas e  generalizaçcão do acesso à saúde. Desde o princípio que apoio Obama justamente pelo seu programa, pelo lado social desse programa, num país que tem sofrido ano após ano a erosão desse lado social.

27 janeiro 2008

Carolina do Sul: segunda vitória de Obama


O pré-candidato democrata norte-americano Barack Obama ganhou ontem as primárias do Estado de Carolina do Sul - sua segunda vitória na corrida para a Casa Branca - com larga vantagem sobre Hilary Clinton. E tinha dito o seguinte: "Nestas eleições não se trata de escolher segundo a região de cada um, a religião ou o gênero. Não se trata de ricos contra pobres, jovens contra velhos, nem brancos contra negros. Trata-se (de uma batalha) do passado contra o futuro", disse publicamente. "Estive vários dias viajando pelo Estado, e eu não vi uma Carolina do Sul branca e outra negra. Vi uma só Carolina do Sul", afirmou.
E na minha caixa de correio electrónica havia hoje o seguinte email:
De: Barack Obama
Data: 01/27/08 05:38:57
Para:
Carlos Serra
Assunto: A big win
Carlos --
We've just won a big victory in South Carolina.
After four great contests in every corner of this country, and another record turnout today, we have the most votes, the most delegates, and the most diverse coalition of Americans we've seen in a long, long time.
You'll have a chance to make your voice heard next Tuesday, February 5th -- and I am counting on you.
I'll be heading down shortly to thank our supporters in South Carolina.
If you're reading this tonight, I hope you'll tune in at home so I can thank you, too.
Barack
Minha resposta:
Date: Sun, 27 Jan 2008 13:55:31 +0200
Subject: Congratulations, Senator!
Dear Obama
Congratulations, as African and living in Mozambique I´m very proud of you. We need a new and different White House.
Warm regards.
Carlos Serra
Nota: se quer ler em português, use este tradutor aqui.

Força, Obama!

A vitória de Barack Obama no Estado de Carolina do Sul mostra que, sejam quais forem as considerações que quisermos fazer sobre a história americana, algo de novo nela acontece: primeiro, temos uma candidata, uma mulher na corrida à Casa Branca, Hilary Clinton; segundo, temos um filho do Quénia e dos Estados Unidos da América, Barack Obama, a fazer o que nunca antes nenhum afro-americano tinha conseguido fazer nos Estados Unidos, vencer primárias. E já lá vão duas. Corrijam-me caso eu esteja enganado.
Força, Obama, por uma Casa Branca diferente!
Nota: leia aqui este portal que o FM gentilmente referiu em comentário à postagem anterior. E veja aqui, em vídeo, quando Obama visitou o Estado de Carolina do Sul.

05 novembro 2008

Obama: presidente dos Estados Unidos


O senador Barack Obama é o 44.° presidente na história dos Estados Unidos. O senador rival, McCain, já o felicitou. Lembram-se da regularidade com que aqui, neste diário, desde o princípio e por vezes de forma isolada no país, me referi ao novo presidente americano, o acompanhei de perto em inúmeras postagens. E lembram-se de que vaticinei a sua vitória. E lembram-se da ironia que alguns foram levantando, aqui e acolá, a propósito do que eu escrevia e comentava.
Comentário: os fatalistas estruturais dirão que nada irá mudar na história americana, que Obama será, apenas, mais um presidente ao serviço do Capital e do predadorismo militar. Os optimistas estruturais dirão que muita coisa irá mudar, que Obama irá introduzir uma página substancial de Estado social no livro do neo-liberalismo e reduzir o predadorismo. Mas escutem: nunca a história avança com as grandes coisas, mas com as pequenas. A história muda quando, no sovaco da vida, germinou uma diferença, pequena que seja. E Obama é essa diferença, a sua eleição foi e é essa diferença. Ele vai ser uma diagonal entre as duas teses. Pouco a pouco, contra racistas e racializantes. Com África inteira dentro dele, cumprindo seu destino queniano. N'Kosi sikeleli Africa!

08 janeiro 2008

Obama ligou para Odinga no Quénia

O candidato presidencial americano Barack Obama ligou telefonicamente para o líder da oposição no Quénia numa tentativa para parar a crise.
É eventualmente a primeira vez que um candidato presidencial americano entra tão rapidamente na cena política africana. Corrijam-me se eu estiver errado.
Entretanto, as prévias para as presidenciais norte-americanas no Estado de New Hampshire realizam-se hoje e há indicadores de mudança de preferência do eleitorado para o candidato democrata Barack Obama, vencedor das prévias de Yowa, nas quais Hilary Clinton, outra candidata democrata, ficou em terceiro lugar. Confira também aqui.
Nota: muito obrigado ao Bayano Valy por me ter alertado para a notícia do telefonema de Obama.

06 novembro 2008

Quem não é mulato? (3) (a propósito de Barack Obama)

O presidente Barack Obama recebeu dos brancos americanos (num país onde as pessoas são binariamente classificadas em raças, onde o mulato é obrigado a ser negro como impunham os esclavagistas das plantações do Sul americano) a maior parte dos seus votos. Isso significa que Obama foi visto não como negro ou como mulato, mas como portador de um futuro diferente e bem mais solidário. Para usar as palavras do nosso Daviz Simango, fez sentir saudades do futuro a não importa que cor da pele. A eleição de Obama representa um inequívoco racialicídio.
Mas vamos lá retomar os três eixos que desejo abordar de forma breve nesta série:
1. O peso das representações sociais racializantes
2. A associação entre representações racializantes e recursos de poder
2. A hipótese de que cada um de nós é mulato, mestiço, produto híbrido
A racialização do social opera através de três mecanismos:
1. Educação familiar
2. Educação escolar
3. Educação na praça pública
É por via desses três eixos de socialização e reprodução que damos à epiderme (ou a outros atributos físicos como nariz e cabelo) o sentido de valor positivo ou negativo. É por via desses três eixos que transformamos a diferença epidérmica em diferença social. É por via desses três eixos que criamos e reproduzimos o autismo racial.
Porém, enquanto atributo de estatuto, a raça não preexiste à sua criação social. Ela é uma criação definitivamente social.
Observação: reparem na profunda americanização (classificaçã0 binária branco/negro) dos títulos da imprensa internacional, do género "Obama, o primeiro presidente negro da história americana". Mas a catalogação racial é, afinal, pan-americana, faz parte do estoque tradicional das nossas catalogações sociais mais básicas, mais primárias. Respiramos raças com a mesma naturalidade com que respiramos oxigénio. Fazemos raça como o senhor Jourdain fazia prosa: sem o saber.

03 novembro 2008

A cidadania levada a sério: um texto de António Leão sobre Obama (fim)

"É por estas, e por outras (citações, que não ouso reproduzir), que fico contente, expectante. Que Obama ganhe!
Aimé Césaire (L'étudiant noir, n.º 3), "inventor" do conceito de "negritude" não pensou, seguramente, nesta possibilidade; não creio que Léopold Senghor ou Léon Damas, tão pouco o tivessem imaginado.
Ângela Davis, e os seus Black Panthers, não teriam ido tão longe, se acreditassem que isto era possível. Teriam acreditado que a solução não seria a Revolução.
E no entanto, aqui está: Barack Obama, prestes a ser eleito, caso as eleições sejam "livres e justas", Presidente dos E.U.A.
Será isto a concretização da ideia de "negação da negação do homem negro", com que Jean Paul Sartre definia a ideia de negritude?
Será isto a ideia de que assimilados, são iguais, se …? Veja-se a propósito:
«Convidem-se pelo mais doce modo os indígenas errantes a fazerem connosco sua habitação; ensine-se-lhes a agricultar as terras, a ligarem-se por casamentos, e enfim policiem-se, mas sem os incomodar nem na pertinência dos seus costumes, nem na de sua religião, seja ela qual for: o tempo, o exemplo, a doçura e o benefício é que os há-de conduzir a seguir os nossos hábitos» (António d'Oliva de Sousa Sequeira, «Projecto para o estabelecimento político do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves», em Projecto de Regimento para o Governo Interior das Cortes Geraes e Extraordinárias Constituintes, 2.ª ed., Imprensa Nacional, Lisboa, 1821).
Ou será isto a ideia de que o mundo está mais civilizado? Acima de tudo, a ideia de que o ser humano se parece, cada vez mais, consigo próprio?
Eu tenho uma filha preta, que amo.
Sei que vocês não sabem; mas eu sei que (tal como o Sr. Obama) ela pode vir a ser aquilo que ela quiser ser.
Por isso, não estou tão "deslumbrado" com a provável, e desejável, vitória de Obama: é só um americano, entre muitos!"

06 novembro 2008

Obama é puro melting pot

Segundo o historiador francês Jean-Louis Beaucarnot, Barack Obama tem também uma costela francesa. Ele sustenta que, pelo lado materno, Obama tem um antepassado que viveu em Reims no século XV, no fim do reinado de Carlos VI, portanto, contemporâneo de Joana d'Arc. Desta maneira, o novo presidente americano é um puro produto do melting pot: pelo lado paterno, 50% queniano; pelo lado materno, 36% inglês, 5% alemão, 2% cherokee e 1% francês. Se quer ler em português, use o tradutor google situado no lado direito deste diário. Obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, pelo envio da referência.
Observação: na nossa pátria, Obama seria logo reprovado se quisesse candidatar-se à presidência da República dada a multiplicidade de sangues que em suas veias almadiam. Lembram-se, a propósito dos sangues fundadores, puros, da discussão sobre quem é moçambicano nos debates da Assembleia nos anos 80, quando do degelo da era proto-socialista e da afirmação da era capitalista? 

01 maio 2009

Nova esquerda americana com Obama

Faz muito que não voltava a Barack Obama. Pois aqui o têm de novo, introduzido através de um pequeno resumo de uma análise do professor Olivier Duhamel, a saber: Os cem primeiros dias de Barack Obama trazem um desmentido a todos aqueles que o julgavam centrista por ideologia e por prudência. A nova presidência americana começa, pelo contrário e a vários níveis, nacionais e internacionais, sob o duplo signo do activismo e do progressismo. Assim cria Obama uma nova esquerda americana. Ele não procura apenas a saída da crise, mas anuncia uma transformação do capitalismo, o fim dos excessos do crédito, dos défices públicos e dos lucros financeiros. Ele não procura apenas mudanças políticas, pois engaja-se numa mutação dos valores americanos.
O texto está em francês, aqui. Por favor, use o tradutor colocado no lado direito deste diário. Obrigado ao Ricardo, meu correspondente em Paris, pelo envio da referência.

23 abril 2008

Pennsylvania: Hilary deverá ganhar, mas Obama deverá vencer...

Resultados preliminares da primária do Estado de Pennsylvania ontem realizada nos Estados Unidos mostram uma pequena vitória de Hilary Clinton com 66 delegados, tendo Barack 7, uma diferença mínima, portanto. Faltam ainda 35 assentos por decidir. Apenas quarta-feira deverão ser conhecidos os resultados finais. Acontece porém que, no total, Obama,705,5 delegados e Hilary, 1,575.5. O vencedor terá de somar 2,025 delegados para a nomeação democrata. Se quer ler em português, faça uso deste tradutor aqui.
Por outras palavras e por hipótese: Hilary deverá ganhar a primária , mas Obama deverá ganhar a batalha final. Pode acontecer que Hilary finalmente desista em favor de Obama. Ela precisava ganhar Pennsylvania por uma margem substancial, o que não vai acontecer.

05 novembro 2008

Longa vida, Presidente Obama!


Data: 11/05/08 07:43:26
Assunto: How this happened
Carlos
I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first. We just made history. And I don't want you to forget how we did it. You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change. I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign. We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next. But I want to be very clear about one thing... All of this happened because of you.
Thank you,
Barack
_______________________________
To: info@barackobama.com
Subject: Congratulations President Obama
Congratulations, President Obama, long life for you and your Family!
Please see my site:
Carlos Serra
Maputo Mozambique
Nota: se quer ler em português, use o tradutor google situado no lado direito deste diário.

17 dezembro 2009

Genial


Como sabeis, Barack Obama recebeu o Nobel da Paz. Porém, a sua linguagem elegante é cada vez mais belicista: afinal, atrás da palavra ática, rasteja um míssil. Por isso ando cada vez mais triste com o seu belicismo, com Obama que tanto apoiei neste blogue, Obama que previ fosse eleito presidente americano. O cartun do sul-africano Zapiro é simplesmente genial, recebo-o como uma merecida bofetada. O Capital, o sistema, sempre mais forte do que a pessoa…Por isso este diário é isso mesmo, um diário, um sítio confessional, um local capaz de albergar a contradição, agora e sempre. Ainda bem. Nota: ampliem a imagem clicando com o lado esquerdo do rato sobre ela.
Adenda às 14: é como se, pelo cartun, eu visse Obama incapaz de modificar a estrutura do sistema que o tanque simboliza.

07 novembro 2012

Obama reeleito

Barack Obama venceu as eleições americanas segundo várias agências noticiosas, confira aquiaqui e aqui.
Adenda às 6:54: Republicanos devem assegurar maioria na Câmara dos Representantes, o que poderá dificultar a governação de Obama, aqui.
Adenda 2 às 7:00: ecos das eleições americanas na China, aquiaquiaqui e aqui.
Adenda 3 às 10:44: em numerosos lados desta múltipla net, o Presidente Obama continua a ser obsessivamente racializado, tratado ora por negro, ora por misto e, até, por mulato.

28 fevereiro 2009

E se Deviz se obama? (2)


Vamos lá, mais um pouco desta série.
O que representa e continua a representar Barack Obama dentro e fora dos Estados Unidos? Uma apologia de crença, de sonho, uma esperança de melhoria de vida, uma aposta diferente dos discursos clássicos de republicanos e democratas, uma espécie de milenarismo moderado para milhões de pessoas assustadas com a perda dos empregos, com o consumismo, com o endividamento, com o individualismo, com as guerras.
Simples, frugal, exprime o exercício da honestidade, defende a austeridade.
É capaz de reconhecer erros, como que coloca o humano na crista do político hábil.
Não é o Obama negro para uns, misto para outros - verruga de tantos discursos racializantes -, que está aqui em causa.
É o Obama de mudança, da novidade, da recauchutagem dos sonhos, do popular, da retemperação da vida e das relações sociais, vírgula entre a recusa do socialismo autoritário e a evicção do capitalismo predador, protótipo de um novo tipo de dirigente político.
Até que ponto Deviz Simango (na imagem, em campanha política o ano passado) pode, a partir das terras do Chiveve, obamar a vida em Moçambique?
Adenda às 21:25: acabo de saber que se deve realizar nos dias 6 e 7 do próximo mês, cidade da Beira, a conferência constitutiva do Movimento Democrático de Moçambique.

11 fevereiro 2009

E se Deviz se obama? (1)


Depois da voga do mote "e se Obama fosse....?", cheio de piripiri racializante, depois de Dhlakama se ter convencido de que é o Obama cá da terra, por que não regressar aos cenários e nos interrogarmos sobre a possibilidade de Deviz Simango agarrar, a partir do Chiveve, o mote de Obama da necessidade de mudança e embarcar numa campanha presidencial este ano que faça aderir todos aqueles (provavelmente muitos) que se cansaram do discurso todo igual e sem horizonte dos partidos clássicos do país? Foto retirada desta minha postagem aqui.
(continua)

21 julho 2009

Reforma do sistema de saúde americano: Obama pede apoio aos bloguistas

O presidente Barack Obama está em dificuldade para conseguir fazer aprovar um programa destinado a reformar o sistema de saúde americano. Os Republicanos estão contra. O presidente esteve reunido com proeminentes bloguistas americanos e pediu-lhes auxílio e pressão sobre o Congresso. Confira aqui. Para verificar que a técnica de recurso à internet continua a fazer parte da estratégia política de governação de Obama, confira aqui (como tantos outros em todo o mundo, recebi um pedido da equipa de Obama para apoiar - assinando uma petição - o seu programa de melhoria do sistema de saúde americano).