06 junho 2010

Ibrahima Thioub e as elites predadoras

"(Le Monde): Você contesta o relato do tráfico negreiro no sentido da pura pilhagem de Africanos pelos Brancos. Por quê?
(Ibrahima Thioub): A visão "cromática" de África conduz a uma imagem falsa da escravatura. O tráfico não se limitou à venda de Negros aos Brancos nos portos africanos. Ele engloba a maneira pela qual os escravos eram "produzidos" no interior do continente e encaminhados para a costa. Este sistema atlântico era uma organização global, que metia em relação, num parceria assimétrica mas interessada, as companhias europeias e as elites africanas. Estas utilizavam o tráfico para redefinir as relações de poder no continente." (tradução minha, CS)
Extracto de uma entrevista dada ao "Le Monde" pelo historiador senegalês Ibrahima Thioub, especialista do tráfico negreiro, da escravatura e da descolonização. Se quiser traduzir, use este tradutor: Free Translation

3 comentários:

Anónimo disse...

http://www.liberation.fr/monde/0101639686-henning-mankell-recit-de-l-ecrivain-embarque

Henning Mankell : récit de l’écrivain embarqué

ricardo disse...

Pois concerteza, em linha com as guerras dos Ajauas contra os Macua-Ló-mwè (Mocambique) ou Kwata-Kwata (Benguela, Angola)...

Um processo ancestral e um continuo!

Ler tambem:

http://www.macua.org/livros/chiure.html

e

http://www.angoenciclo.de/pm.html

umBhalane disse...

Há verdades inconvenientes, bastante desagradáveis.