O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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17 janeiro 2016

Filipe Nyusi, expectativas e messianismo político [13]

Décimo terceiro número da série. Escrevi no número inaugural que se gerou em torno do Presidente Filipe Nyusi um conjunto de múltiplas expectativas que têm especialmente a ver com o messianismo político. Aqui. No número seguinte, escrevi que o messianismo político é a crença na capacidade considerada excepcional de certos indivíduos para resolver problemas sociais de forma imediata e irreversível. De alguma maneira, o messianismo político é uma modalidade profana de uma crença religiosa. Em que meio social medra o messianismo político? O messianismo político parece ser um fenómeno universal, independente de épocas e contextos históricos. Mas é especialmente forte em meios sociais nos quais se conjugam três fenómenos: (1) Grande peso das tradições e das regras costumeiras; (2) Percepção da erosão dessas tradições e dessas regras; (3) Níveis de pobreza multidimensional elevados. Aqui.  No número 6 da série recordei Karl Marx: "Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem arbitrariamente, nas condições por eles escolhidas, mas nas condições directamente dadas e herdadas do passado." [Le 18 Brummaire de Louis Bonaparte. Paris: Éditions Sociales, 1969, p.15]. Aqui. No número 7 observei, em fórmulas à Heráclito, que o Presidente é e não é livre, que tem e não tem poder. Aqui. Livre, face ao grande e diversificado conjunto de poderes formais que a Constituição lhe dá, fora o poder informal. Aqui. Não livre, devido à pressão e à intersecção de quatro histórias: a história do país, a história da Frelimo, a história do Estado e a sua história individual. Aqui.
A terminar: o Presidente Nyusi terá o poder relacional que a história plural, o grupo político hegemónico do seu partido e o capital directivo conseguido lhe permitirem.

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