O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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19 outubro 2015

Chupa-sangue em Nampula [5]

Quinto número da série. Por outro lado, do ponto de vista dos crentes existia sempre uma associação entre a extrac­ção de sangue e os funcionários governamentais ou parti­dários e os forasteiros. Mas, do ponto de vista governamental, tudo se resumia a situações subversivas objectiva­men­te criadas em meios onde a credulidade é grande e a pobre­za campeia. Havia, na verdade e por exemplo, evidên­cias de ladrões tirando partido da situação para roubar as casas.
[História e anatomia da crença no chupa-sangue com base num texto divulgado em 1997 no meu livro Combates pela mentalidade sociológica. Maputo: Universidade Eduardo Mondlane, Livraria Universitária, pp. 68-71.]
Adenda: extracto do "Wamphula Fax" de hoje, editado em Nampula: "O pânico que se verifica, actualmente, na cidade de Nampula, é mais uma reedição do fenómeno de “chupa-sangue” ocorrido na província, em anos passados, e que viria a propagar-se por alguns distritos. Desta vez, os residentes dos bairros de Namutequelíua, zona verde, particularmente na chamada zona verde e uma parte da Muhala Expansão, contam que vivem num ambiente de pânico, prevendo que a situação venha a alastrar-se a outras zonas residenciais da cidade de Nampula. Nas noites nós não dormimos porque temos medo do chupa-sangue. Ele entra nas casas das pessoas e começa a chupar sangue. Para afugentá-lo fazemos aquilo que temos feito quando estamos perante esta situação, que é bater latas, batuque e outros instrumentos que produzem um barulho ensurdecedor, relatou, visivelmente amedrontada, uma residente de Namutequeliua, que disse chamar-se Helena.

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