Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
13 agosto 2013
Exclusão social+humor gráfico
O que é exclusão social? - eis a pergunta-título do segundo livro da coleção "Cadernos de Ciências Sociais", da Escolar Editora, no prelo, com trabalhos de Alexandre Baia (Moçambique), Carlos Colaço (Moçambique) e Ricardo Arruda (Brasil). O terceiro livro, com a pergunta O que é humor social, quase no prelo, tem como autores Osvaldo de Sousa (Portugal), Lailson Cavalcanti (Brasil) e Camilo Riani (Brasil). Entretanto, podeis adquirir o primeiro livro, com a capa logo abaixo, à venda em Maputo por 290 meticais, com os seguintes autores: Carmeliza Rosário (Moçambique), Paulo Granjo (Portugal) e Michel Cahen (França). O livro está também à venda em Portugal e Angola e, brevemente, estará também no Brasil. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.
12 agosto 2013
Alexandria linchado na Matola
Segundo o "@Verdade" e uma fonte da "Rádio Moçambique" com quem contactei há momentos, foi sábado linchado na Matola o conhecido e renomado escultor Alexe Simões Ferreira (Alexandria), confundido com um malfeitor do "G20". Aqui. Confira também aqui e aqui. Sobre o que se passa nos bairros periurbanos, aqui.
Comentário: uma tragédia sem fim. Paz à sua alma.
Adenda às 17:30: falarei um pouco disso mais logo, no jornal das 19:30 da "Rádio Moçambique".
Adenda 2 às 19:06: assassinado por membros de um grupo de patrulha, Alexandria fazia parte de outro grupo do mesmo género que fôra pedir auxílio a uma esquadra policial. Aqui.
Comentário: uma tragédia sem fim. Paz à sua alma.
Adenda às 17:30: falarei um pouco disso mais logo, no jornal das 19:30 da "Rádio Moçambique".
Adenda 2 às 19:06: assassinado por membros de um grupo de patrulha, Alexandria fazia parte de outro grupo do mesmo género que fôra pedir auxílio a uma esquadra policial. Aqui.
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (13); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Morte dos blogues moçambicanos? (71)
Septuagésimo primeiro e último número da série, com sumário proposto aqui. Procurei defender que a morte dos blogues moçambicanos tem mais a ver com a nossa incapacidade múltipla em os manter do que com as redes sociais do tipo facebook e twitter. Não é a força das redes sociais que faz a fraqueza dos nossos blogues, é a nossa fraqueza que faz a força das redes sociais. Devemos, então, tirar o ponto de interrogação do título desta série? Absolutamente sim. Infelizmente, poucos blogues (não tenho em conta os parasitas do copia/cola/mexerica) estão realmente vivos no país. Este é um deles. Manter um blogue dá trabalho, exige muito esforço e muita disciplina. Imagem reproduzida daqui.
(fim)
Adenda: Virtualização do quotidiano: bloguismo em Moçambique - um pequeno texto pioneiro de Teles Huo divulgado neste diário em 2006, confira aqui.
11 agosto 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (13); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); Morte dos blogues moçambicanos? (71); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Cossa e Mondlane criticados
No semanário "domingo" de hoje, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia e o ministro do Interior, respectivamente Pedro Cossa e Alberto Mondlane, são severamente criticados, o primeiro por culpar as vítimas dos assaltos nos bairros especialmente da Matola por não denunciarem os criminosos ("desce" na coluna da página 4 do semanário) e o segundo por culpar os habitantes dos bairros afectados pela criminalidade dos problemas que compete à polícia resolver (leia o bula-bula da última página, intitulado "Apitos vs pistolas"). O primeiro é convidado a anunciar medidas concretas e o segundo convidado a visitar os bairros afectados.
Adenda às 18:01: atenção aos boatos e aos oportunismos nas patrulhas populares. A esse propósito, leia um comentário nesta postagem, aqui.
Adenda às 18:01: atenção aos boatos e aos oportunismos nas patrulhas populares. A esse propósito, leia um comentário nesta postagem, aqui.Luta política: a Pasárgada da Renamo (12)
"A minha pasárgada é uma casinha encrustada em cima de uma serra, donde se avista um belíssimo horizonte." (Manuel Bandeira)
Décimo segundo número da série, sempre trabalhando com hipóteses. Prossigo no primeiro ponto de um sumário proposto aqui. 1. A polifonia da guerrilha e o boicote eleitoral, entrando no seguinte subponto proposto aqui: 1.3. Boicotes a decisões na Assembleia da República. Este é mais um campo de guerrilha política no qual a Renamo se especializou. Sem possibilidade de evitar o voto maioritário, protesta das mais variadas maneiras contra decisões com as quais não concorda, uma das quais consiste em abandonar a sala do plenário. Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Textos completos
Alguns textos completos de séries que têm surgido aqui no diário estão a ser disponibilizados na minha página da Academia.edu, aqui.10 agosto 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (12); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); Morte dos blogues moçambicanos? (71); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Em vias de extinção
Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Leões, dia de uma espécie dramaticamente em vias de extensão, na África Ocidental talvez sejam menos de 700, defende-se que 25 países africanos já não os têem, em Moçambique - de acordo com a activista Fernanda Lobato - devem existir entre 1000 e 1200 na Reserva Nacional do Niassa e entre 30 a 50 no Parque Nacional da Gorongosa. Pode acontecer que para muitos de nós não importa que sumam leões e outros seres vivos, mas pode acontecer que os nossos netos e bisnetos paguem uma grossa factura ambiental por esse desinteresse. Intermediariamente, vamos achando que há, no nosso país, animais "problemáticos", animais que, de elefantes a macacos e leões, contêm em si uma substância chamada "problema". Bem mais difícil é aceitarmos que os problemas dos animais são causados pelos problemas e predações dos seres humanos, bem mais difícil é ir para além do rio que é suposto ser problemático para as margens que o tornam efectivamente problemático. Imagem reproduzida daqui.
09 agosto 2013
G20 e ferro de engomar: Mondlane desmente
Através da estação televisiva STV, o ministro do Interior, Alberto Mondlane, afirmou há momentos que o "G20" não existe e que sobre o "ferro de engomar" apenas se registou um caso em Julho num bairro da Matola. O que se passa é um boato a cargo de indivíduos de má-fé, acrescentou, referindo-se à intranquilidade reinante na Matola e em Maputo. O ministro achou bem as pessoas patrulharem os bairros para evitar a criminalidade, mas defendeu ser necessário a polícia controlar essa actividade.
Adenda: confira aqui.
Adenda 2 às 22:13 - no editorial do "Notícias" de hoje: "Nos últimos meses alguns bairros da cidade e província de Maputo e da Matola, em particular, têm vindo a ser assolados por uma onda de criminalidade que tende a tomar proporções alarmantes. Todos os dias são reportados casos de assassinatos, na sua maioria de mulheres que antes são violadas sexualmente pelos malfeitores. Chefes de famílias têm sido brutalmente espancados e, sob ameaça de serem queimados com ferro de engomar, são forçados a entregar todos os seus pertences. Na mesma saga assassina, os menores são usados como escudo, visto que caso os pais se mostrem relutantes a satisfazer as suas exigências os malfeitores ameaçam matá-los."
Adenda 3 às 23:10: fonte jornalística digna de crédito assegurou-me que um porta-voz da polícia lhe disse haver registo de cinco casos de queimaduras com ferros de engomar nos bairros T3, Khongolote e Ndlavela.
Adenda 4 às 6:32 de 10/08/2013: "Notícias" de hoje aqui.
Adenda 5 às 6:39: carta de um leitor do jornal em epígrafe, aqui.
Adenda 6 às 6:59: um texto no "O País", aqui.
Adenda: confira aqui.
Adenda 2 às 22:13 - no editorial do "Notícias" de hoje: "Nos últimos meses alguns bairros da cidade e província de Maputo e da Matola, em particular, têm vindo a ser assolados por uma onda de criminalidade que tende a tomar proporções alarmantes. Todos os dias são reportados casos de assassinatos, na sua maioria de mulheres que antes são violadas sexualmente pelos malfeitores. Chefes de famílias têm sido brutalmente espancados e, sob ameaça de serem queimados com ferro de engomar, são forçados a entregar todos os seus pertences. Na mesma saga assassina, os menores são usados como escudo, visto que caso os pais se mostrem relutantes a satisfazer as suas exigências os malfeitores ameaçam matá-los."
Adenda 3 às 23:10: fonte jornalística digna de crédito assegurou-me que um porta-voz da polícia lhe disse haver registo de cinco casos de queimaduras com ferros de engomar nos bairros T3, Khongolote e Ndlavela.
Adenda 4 às 6:32 de 10/08/2013: "Notícias" de hoje aqui.
Adenda 5 às 6:39: carta de um leitor do jornal em epígrafe, aqui.
Adenda 6 às 6:59: um texto no "O País", aqui.
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (12); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); Morte dos blogues moçambicanos? (71); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Por quê o ferro de engomar?
Na suas incursões às residências, especialmente nos bairros Ndlavela e Khongolote do município da Matola, malfeitores usam um ferro de engomar com o qual queimam as palmas das mãos ou outras partes do corpo das vítimas. O que faz um ferro de engomar no uso corrente? Retira vincos, alisa e estica o vestuário. Usado no corpo humano, é como se os malfeitores passassem às vítimas e às restantes pessoas de uma comunidade a mensagem de que a personalidade antiga foi apagada, afastada do seus “vincos” de sempre, de que as impressões digitais (e vitais) foram como que eliminadas. Estamos perante um sinal identitário, como que o símbolo de um rito iniciático cruel e definitivo, destinado a criar terror e intranquilidade sem perímetro. Sinal que, conjugado com a violação de mulheres e homens, aniquila por completo a dignidade humana.
Adenda às 5:03: sobre a situação criminal, dois trabalhos no "Notícias" de hoje, aqui e aqui.
Adenda 2 às 5:29: estamos hoje confrontados na província de Maputo com o que aparece no imaginário popular como uma onda criminal sem precedentes. Parece-me boa ideia propor-vos visitem o dossier que o historiador Colin Darch está a organizar aqui.
Adenda às 5:03: sobre a situação criminal, dois trabalhos no "Notícias" de hoje, aqui e aqui.
Adenda 2 às 5:29: estamos hoje confrontados na província de Maputo com o que aparece no imaginário popular como uma onda criminal sem precedentes. Parece-me boa ideia propor-vos visitem o dossier que o historiador Colin Darch está a organizar aqui.
Adenda 4 às 21:48: Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
Adenda 5 às 23:15:
Adenda 3 às 23:10: fonte jornalística digna de crédito assegurou-me que um porta-voz da polícia lhe disse haver registo de cinco casos de queimaduras com ferros de engomar nos bairros T3, Khongolote e Ndlavela.
08 agosto 2013
Generaliza-se patrulhamento popular e crítica à polícia
Uma parte significativa do jornal da noite da estação televisiva STV está a ser dedicada ao patrulhamento popular nos bairros da Matola (a poucos quilómetros da cidade de Maputo) e à crítica comunitária à ausência da polícia. É impressionante ver as pessoas acordadas de noite à busca de malfeitores. Num bairro, um suposto assaltante quase ia ser linchado, depois de capturado e agredido. O morador de um bairro disse algo como "nós aqui não dormimos mas eles lá dormem bem", apontando para longe. Mulheres, participando nas patrulhas em grande número, queixam-se de violadores e engomadores. Este último termo refere-se ao uso ao ferro de engomar usado por malfeitores para marcar as vítimas. Um comentador ouvido pela estação afirmou que o Estado estava de férias. Entretanto, recorde aqui e aqui.
Adenda às 20:24: leia amanhã aqui um texto meu intitulado Por quê o ferro de engomar?
Adenda 2 às 20:38: recorde este trabalho aqui.
Adenda às 20:24: leia amanhã aqui um texto meu intitulado Por quê o ferro de engomar?
Adenda 2 às 20:38: recorde este trabalho aqui.
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (12); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); Morte dos blogues moçambicanos? (71); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
07 agosto 2013
Momentos difíceis
Alguns momentos difíceis estão a ser especialmente vividos nos bairros periféricos da cidade da Matola devido à acção de criminosos que - diz-se com cada vez mais frequência - roubam, violam e queimam as vítimas com ferros de engomar. Muitas pessoas não dormem, estão organizadas em patrulhas. Neste clima de intranquilidade, o boato pode correr fértil.
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (12); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); Morte dos blogues moçambicanos? (71); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Médicos e tinyanga
Ainda a propósito da postagem com o título Na "Globo Repórter" do Brasil - na qual coloquei o comentário do psicanalista Bóia Júnior -, sugiro leiam também o comentário do antropólogo Paulo Granjo, que começa asssim: "Conforme acontece frequentemente com reportagens que pretendem explorar o exotismo, parece-me que o mais merecedor de comentário nesta peça da TV Globo não está no que nela é dito mas naquilo que, sendo essencial, está dela ausente. Coisas essenciais que, por serem desconhecidas dos jornalistas, são substituídas pelos seus próprios pressupostos, marcados por lógicas bem diferentes – como, neste caso, interpretar à luz dos números da oferta a procura de médicos tradicionais."
Subscrever:
Mensagens (Atom)









