
"Somos um país de doutores sem doutoramento e de títulos e diplomas que não correspondem ao nível e qualidade dos conhecimentos do saber fazer."
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.



















Mais um 1.º de Maio aconteceu. E pela segunda vez (se as minhas contas não estiverem erradas) a Frelimo não marcou presença oficial, ao mais alto nível, no desfile dos trabalhadores e na FestaMaio na Praça da Independência. Nem nenhum representante do Estado ao mais alto nível. Refiro-me àquela presença que se fazia assinalar, ano após ano, pela partilha do momento e pela intervenção em comício. O presidente Guebuza estava em Cabo Delgado. Para onde terá emigrado o vermelho da bandeira do partido?





“Vamos fazer tudo que for necessário de modo a que a Frelimo não saia nunca do poder e que continue a servir melhor. Podem ser criados milhares de partidos e eles todos concorrerem em todas eleições, a Frelimo sempre continuará a mandar neste país. Aliás, queremos que daqui a algum tempo nem sequer no Parlamento entrem, ou seja, no futuro todos assentos devem ser ocupados pelos nossos deputados. Não sou a favor da extinção da oposição, mas ela deve continuar insignificante.” - Mariano Matsinhe, quadro sénior da Frelimo