O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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19 março 2016

A tripla guerrilha da Renamo [15]

Décimo quinto e último número da série. Sempre trabalhando com hipóteses, finalizo o quarto e último ponto do sumário proposto aqui, a saber: A guerrilha cibernética e midiática. Escrevi no número anterior que o ciberguerrilheiro esforça-se em mostrar que a Renamo está a dizimar o exército governamental e que quase todos os dias morrem dezenas de soldados e muitos outros ficam feridos. Esforça-se, igualmente, em legitimar os ataques levados a cabo pela guerrilha do exército privado da Renamo, considerados como sendo de "defesa do povo". Mas mais: os refugiados moçambicanos que se encontram no Malawi têm sido motivo para o ciberguerrilheiro da Renamo - multiplicado por múltiplas identidades falsas no facebook e em certos blogues -, fazer do exército governamental o lobo mau que mata, fere e queima os habitantes de Tete, ao contrário dos gerrilheiros militares da Renamo, que são pobres capuchinhos vermelhos, abnegados defensores do povo. Este tema tornou-se verdadeiramente o cavalo de batalha do cenário político moçambicano, emotivamente ampliado pelos blogues do tipo copia/cola/mexerica, por certas páginas do Facebook, por certos jornais digitais e, aqui e acolá, por certas agências noticiosas, servindo de altifalantes à ciberguerrilha da Renamo. Finalmente, a terminar esta série, permitam uma sugestão de leituras, com algum recuo na história, aquiaquiaquiaquiaquiaquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui.

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