20 julho 2015

No "Savana" 1123 de 17/07/2015, p.19


Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

Novo livro de Brazão Mazula

O ex-reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Brazão Mazula, lança novo livro na próxima quinta-feira, dia 23, 10:30, Complexo Pedagógico daquela universidade, com o título A universidade na lupa de três olhos: ética, investigação e paz, editado pela Imprensa Universitária. Voltarei ao tema proximamente.

Saiba do Niassa pelo "Faísca"

Saiba do que se passa na província do Niassa através da versão digital do "Faísca" com data de hoje, aqui.

19 julho 2015

Nomes de barcos negreiros

Sobre nomes de barcos negreiros, confira esta notícia no "SapoNotícias" aqui. Aprofunde o conhecimento aqui.

Trágico

É absolutamente trágico quando os emissários de Tânatos surgem hoje como imaculados arautos da vida e do convívio. Pior ainda, quando são reverenciados.

O enorme efectivo da segurança privada sul-africana

Em 2013 havia cerca de 9.000 empresas e 400.000 seguranças particulares registados, efectivo superior ao efectivo combinado da polícia e do exército estatais. Aqui. Aprofunde o conhecimento aqui.

Secretas mundiais

Por trás das organizações terroristas produtoras de destruição e crueldade andam, não poucas vezes, as mãos financiadoras das secretas mundiais.

A história repete-se duas vezes

O jornal "Notícias" exibe na sua edição digital de sexta-feira uma notícia com o título e a foto em epígrafe. Leia a notícia aqui.
Comentário: num dos seus livros, Karl Marx escreveu o seguinte: "Hegel fez algures a observação de que os grandes acontecimentos e as personagens históricas repetem-se por assim dizer duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: na primeira vez como tragédia, na segunda como farsa." (Le 18 de Brumaire de Louis Bonaparte. Paris: Éditions Sociales, 1969, p.15).

18 julho 2015

Aconteceu hoje a operação caco miradouro

Ocorreu hoje, na cidade de Maputo, a operação caco miradouro na bela Avenida Friedrich Engels, em mais uma iniciativa da Cooperativa Ntumbuluku, apoiada por várias organizações e instituições, aí compreendidos soldados e polícias. Seguem-se alguns registos fotográficos, reproduzidos com a devida vénia das páginas de membros da citada cooperativa no Facebook:

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1123, de 17/07/2015, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

Prisões norte-americanas

"Quase um quarto da população prisional mundial está concentrado nas prisões norte-americanas, embora os Estados Unidos tenham menos de 5% da população mundial." Aqui.

17 julho 2015

Amanhã operação caco miradouro

Amanhã, a partir das 07 horas, na cidade de Maputo, ocorre a operação caco miradouro na bela Avenida Friedrich Engels. Espera-se que possam estar presentes 600 pessoas das mais variadas origens e profissões, entre as quais militares e polícias, numa cruzada para limpar o imenso e variado lixo do miradouro, em mais uma iniciativa da Cooperativa Ntumbuluku, apoiada por várias organizações e instituições.

Coleção "Cadernos de Ciências Sociais"/"Escolar Editora"

1. Recebi ontem e entrego à editora na segunda-feira, às 08 horas, as correções das segundas provas editoriais dos números 15.º [Qual o papel da imagem na história?] e 16.º [O que são pobreza e pobres?], com os índices na imagem anexa.
2. Já estão impressos em Lisboa os números 11 [O que é filosofia africana?], 12 [O que é feminismo?], 13 [Existe imprensa independente?] e 14 [O que é futebol?].
Dar-vos-ei notícia quando estiverem no mercado e tiverem chegado a Maputo. Momento haverá para referir o lançamento especial dos quatro números.

Ranking 2015 das universidades africanas e moçambicanas

Entre 1447 universidades e instituições de ensino superior africanas, a Universidade Eduardo Mondlane surge em 84.º lugar no ranking 2015 dominado pelas universidades sul-africanas, confira aqui. No ranking interno, para o mesmo ano, a UEM está largamente em primeiro lugar, confira aqui. Para estudar a metodologia empregue, leia aqui.

Amanhã neste diário

Os tormentos de Sangage

Saiba o que se passa em Sangage, distrito costeiro de Angoche, província de Nampula, de acordo com um trabalho do "@Verdade" digital, aqui.

16 julho 2015

Dhkalama e o exército privado da Renamo

O presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, citado pelo "O País" digital: "Fui eu que dei ordens pessoalmente às minhas forças para atacar as tropas governamentais em Tete e na zona sul do país". Aqui.
Adenda: recordando o que disse Jacinto Veloso: "O facto é que, na realidade, temos tido sempre, mesmo depois dos Acordos Gerais de Paz, o partido Renamo que sempre teve um braço armado, um exército privativo. Moçambique deve até ser o único país no mundo, que tem um partido no poder e um outro da oposição, mas com o seu próprio exército, que é tolerado, (risos). Eu não conheço um outro caso no mundo, a nossa democracia deve ser muito especial. O importante é que é muito difícil classificar uma democracia onde, por um lado, temos um partido no poder, e, por outro, temos um partido da oposição com o seu exército privativo, isso é um bocado estranho." Aqui.

Educação aberta para transformar o mundo

Com o título em epígrafe, um trabalho de Angélica Schenerok a conferir aqui.

15 julho 2015

A enorme comitiva de Nyusi

Segundo o jornal "O País", na sua versão digital, a visita do presidente Filipe Nyusi a Portugal é "a maior de sempre numa deslocação ao estrangeiro: das mais de 150 pessoas, cerca de 80 por cento são homens de negócios." Aqui.

Culto de personalidade

Por hipótese, quanto mais fraco é o coeficiente de crítica social, mais forte e indiscutível é o culto de personalidade, mais reverencial, mais idolatrante é a sociedade.

Modernidade

Via educação, a nossa acostumada e preguiçosa índole futurista treina-nos a considerar que a história que vivemos é mais moderna do que a vivida no passado pelos nossos progenitores. Cada geração assim pensou e assim pensará. A modernidade é, apenas, um velho axioma que em cada época recebe uma nova encadernação. Cada época, cada modernidade.

14 julho 2015

Um testemunho sobre o Niassa

Na íntegra aqui [no cabeçalho, onde está quarta-feira, devia estar terça-feira]

Xenofobia e shangaanfobia: história e estereótipos na África do Sul e em Moçambique (24)

"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem. " [Bertolt Brecht]
Vigésimo quarto número da série. Permaneço no sexto ponto do sumário proposto aqui, a saber: 6. Sobre o ataque a lojas de comerciantes em Moçambique e África do Sul. Escrevi no número anterior que um dos momentos mais dramáticos dos movimentos xenófobos consiste no ataque a lojas de comerciantes, seja o modesto contentor na cidade de Maputo, seja o mercado ou o supermercado na África do Sul. Eis, agora, algumas ideias. A loja é o repositório de dois fenómenos: primeiro, é lá onde estão os espécimes apetecidos de consumo, variedade e fartura; segundo, é lá onde é suposto estar não o proprietário do solo, mas o proprietário móvel das coisas que vão e vêm, da volatilidade, é lá onde estão os sinais ao mesmo tempo próximos e distantes do "estrangeiro". Por hipótese, deve ser dessa maneira, consciente ou não, que em situações de desencanto  e privação social a loja é produzida no imaginário popular.
Sugestão: leia um trabalho de Xolela Mangcu, no Rand Daily Mailaqui e uma intervenção de Graça Machel, aqui.

Cultura e conhecimento em África: uma visão cabraliana

Com o título em epígrafe, confira um texto divulgado em 2004 da autoria do historiador tanzaniano Shubi Ishemo, aqui.

13 julho 2015

O sono do bebé

O amor institucional pela quantidade

A quantidade parece ser a medida da solução dos problemas no país. Quanto mais gente, melhor podemos resolver os problemas, não importa o dinheiro que gastemos - esta parece ser a tese institucional que exclui uma outra, a saber: quanto melhor preparação da qualidade, menos quantidade precisamos e, portanto, menos dinheiro gastamos.

No "Savana" 1122 de 10/07/2015, p.19


Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.