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20 setembro 2013

Boato e cacana

Começou aparentemente em Gaza e está agora em Maputo e Matola o boato de que anda por aí uma doença estranha contra a qual nos devemos proteger com folhas de cacana, planta trepadeira que é suposta possuir propriedades curativas. Esta manhã disse-me uma senhora, moradora num bairro periférico da cidade da Matola, um ramo de cacana amarrado no tornozelo esquerdo, que andam muitas mulheres na cidade de Matola e Maputo com ramos de cacana amarrados às pernas ou aos braços.
Adenda: espero poder regressar ao tema mais tarde.
Adenda 2 às 11:03: o boato parece ter origem na morte de um pangolim por terras do Guijá, sul da província de Gaza. Aguardem a continuidade.
Adenda 3 às 12:02: a história parece ter-se passado como segue, segundo uma das minhas fontes: morreu há dias no Guijá um pangolim. Na crença popular local morte de pangolim pressagia coisas más como doenças. Alguém lançou a precaução do uso protector da cacana. E assim terá começado a cacanada. Esta história precisa, porém, ser confirmada. Sobre o pangolim neste diário, confira aqui.
Adenda 4 às 18:00: todo o boato, todo o rumor, tem uma lógica subjacente, seja ao nível da crença, seja ao nível comportamental. Lógica cuja chave importa descobrir.
Adenda 5 às 20:50: recorde o texto intitulado "Ferro de engomar: fusível social", aqui.
Adenda 6 às 7:25 de 21/09/2013: posição do MISAU aqui.
Adenda 7 às 21:28 de 21/09/2013Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).

11 outubro 2013

Ainda o pangolim de Murrupula

Há dias dei-vos conta de uma notícia inserta no "Notícias" sobre o aparecimento de um pangolim em Murrupula. Aqui. Agora, o "Nova Era" digital, que se edita na cidade de Nampula, retomou o tema: "Como mandam os hábitos e costumes locais, as lideranças governativas e tradicionais juntaram-se num único espaço para invocaram os espíritos pelo aparecimento desse animal raro. De acordo com o régulo Wahala, o pangolim é um animal considerado mitológico e o seu aparecimento pode significar um bom ano agrícola e de poucas doenças para o povo local." Ainda segundo o jornal, o régulo asseverou que o animal não aparecia na região desde a era colonial e a administradora do distrito de Murrupula, Alzira Manhiça, disse que o animal trazia "mensagens positivas" (sic). Imagem reproduzida do jornal.

05 outubro 2012

O enigmático pangolim

Apareceu um pangolim em Zivata, distrito de Marracuene, saiba-se agora a intensa vida que gerou ao nível das expectativas e dos significados, ele que é suposto querer falar com o administrador local. Um relato notável no "Diário de Moçambique", aqui. Recorde neste diário a história do pangolim surgido em 2007 num bairro da periferia da cidade de Maputo e que era suposto querer falar com o presidente da República. Aqui.

17 dezembro 2015

O pangolim da prosperidade de Manica

Surgiu um pangolim em Manica e representantes do Estado e populares locais acreditam que isso trará prosperidade diversa. Para o secretário permanente da cidade de Chimoio, Cândido Pedro, "está garantida a segurança alimentar no território urbano." Leia aqui.
Adenda: sobre as esperanças populares na boa nova que é suposta ser trazida pelos pangolins, lembre neste diário aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

17 junho 2009

Onde anda o pangolim?

O partido que tem o pangolim como ícone, apresenta o seu portal em construção faz já um lamentável enorme tempo. O presidente, Raul Domingos, deverá ser um dos candidatos presidenciais para as eleições de Outubro.

13 janeiro 2007

Pangolim quer falar com o presidente da República



O pangolim que apareceu há dias em casa da família Chaúque no bairro Ferroviário da cidade de Maputo quer falar com o presidente da República. Leia a saborosa história aqui.

10 janeiro 2007

Pangolim gera alvoroço no Ferroviário em Maputo

Um pangolim* gerou ume enorme controvéria e a aglomeração de centenas de pessoas desde que entrou na noite de segunda-feira na cozinha da família Chaúque, no Bairro Ferroviário, cidade de Maputo. O animal só saiu da casa após a realização de uma cerimónia** dirigida pelo régulo Mahotas. A Polícia de Protecção teve de intervir. Leia aqui.
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*Mamífero (Manis spp.) que vive em zonas tropicais da Ásia e da África. Há sete espécies diferentes, as únicas representantes da família Manidae e ordem Pholidota. Tem o corpo coberto de escamas. Quando ameaçado, enrola-se como um ouriço-cacheiro. Não possui dentes e alimenta-se sobretudo de formigas que captura dentro dos formigueiros com a sua longa língua viscosa, estando filogeneticamente mais próximo dos carnívoros do que os papa-formigas sul-americanos. Trata-se de um caso de evolução convergente, em que espécies de grupos distintos evoluíram para morfologias semelhantes.
** Trata-se da kuphahla, que significa invocação dos espíritos dos antepassados.

13 julho 2009

Atenção, PDD!

O Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), cujo símbolo é o pangolim, voltou à vida do seu portal, mas com um problema aparentemente severo: quem lá queira entrar arrisca-se a ver o seu computador infectado, por esta razão apontada pelo meu motor de busca:
"Aviso: visitar este site poderá danificar o seu computador!
O website em http://www.pdd.org.mz/ contém elementos do site ntkrnlpa.cn, o qual parece alojar software maligno - ou seja, software que pode danificar o seu computador (...) "

14 fevereiro 2009

Portal da Renamo parado desde Novembro/2008

Enquanto a Frelimo mantém o seu portal sempre actualizado, a Renamo não actualiza o seu desde 4 de Novembro do ano passado. Enquanto isso, parece que o PDD decidiu reconstruir o seu, coisa que, evidentemente, o pangolim sempre ama.

08 outubro 2009

(38) 08/10/09



Ontem, no diário da campanha da Rádio Moçambique (RM) transmitido antes das 21 horas, o porta-voz de uma organização juvenil fazendo propaganda para o seu partido num bairro de uma cidade do nosso país pediu aos presentes para serem firmes e não aceitarem a presença de "galos", de "pangolins", etc. A sua organização - asseverou o jovem - é implacável (sic) nesse sentido. Com alguma frequência, tenho escutado na RM, por parte de certos propagandistas, o pedido de cuidado para com aqueles que andam a enganar (sic) o povo com as suas promessas. Será necessário estudar as mensagens que estão a ser transmitidas.
Adenda: quase todos os dias surge alguém com o MDM e Deviz Simango na mira. Saga cada vez mais fascinante, com ou sem pseudónimo. Confira aqui.
Adenda 2: sugiro a leitura de um texto do Mouzinho de Albuquerque, aqui. E, já agora, não é mau continuar a analisar (1) a estrutura dos títulos e dos cabeçalhos das notícias e (2) a proporcionalidade na propaganda que surge no "Notícias", aqui.
Adenda 3: pode acontecer que haja abelhas alérgicas a comícios. Quem sabe? Leia: "Estacionamos debaixo duma frondosa árvore, local escolhido para passar a mensagem de propaganda eleitoral. Lá em cima, segundo disseram-nos mais tarde, afinal havia muito tempo, um enxame de abelhas, que aos primeiros vivas que dei desataram a atacar toda a gente e eu fiquei completamente “inundado” de abelhas. Toda a cabeça foi atingida pelas ferroadas” - parte de um saboroso texto de campanha eleitoral escrito pelo jornalista Pedro Nacuo a propósito de ataques de cobras e abelhas a militantes da Frelimo (referência anterior neste diário, adenda 5 desta postagem, aqui) e do surgimento de um pangolim no quintal da casa de um militante do PDD, tudo isso no sul da província de Cabo Delgado. Confira aqui.
Adenda 4: julgo que seria interessante verificar se as linhas de afinidade partidária coincidem com linhas de outros tipos de afinidade (religiosa, por exemplo).
Adenda 5 às 7:25: na agenda do diário de campanha da Rádio Moçambique, uma locutora referiu-se às 7:20 a grupos de choque (sic) da OJM e da OMM em actividade política.
Adenda 7 às 7:46: uma vez mais, no “café da manhã” da Rádio Moçambique, 7:30, lá surgiram, como habitualmente, os mesmos indivíduos que, por sistema, atacam qualquer partido da oposição. Desta vez, o alvo foi o representante do Partido Nacional de Operários e Camponeses, severamente humilhado. Uma das coisas que ele disse, em pequena resposta: "Enquanto continuarem a pensar que só com a Frelimo poderemos crescer, estarão a excluir a própria democracia."
Adenda 8 às 8:24: reflectia, ainda, sobre o cerrado ataque de que dei conta na adenda anterior. Já não é só - nem principalmente - a recusa de vozes políticas diferentes, é especialmente recusar compatriotas com outras visões, com outras culturas, é uma exclusão cultural total, é um intolerância de grande risco social. Ora, tenho para mim que há não pessoas mais ou menos cultas do que outras, há, apenas, pessoas com culturas diferentes.
Adenda 9 às 9:10: no tempo de antena dedicado aos manifestos dos partidos políticos na Rádio Moçambique, um porta-voz da Renamo disse que os membros do governo não devem estar envolvidos em negócios.
Adenda 10 às 10: vitimização é um termo novo no vocabulário de certos indivíduos. Quando, em luta política, alguém protesta ou critica, o portador do novo termo diz que esse alguém está a vitimizar-se ou a auto-vitimizar-se. Uma técnica simples que consiste em responsabilizar o adversário por problemas que podem ser da autoria do acusador, um non sequitur banal.