Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1269 de 04/05/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
07 maio 2018
Uma coluna semanal
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1269 de 04/05/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.06 maio 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [55]
-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
O que sucedeu em 2008 na periferia da cidade de Maputo? Sucedeu o seguinte, fazendo fé numa descrição do jornal "Notícias": "Apareceu um crocodilo com dois metros de comprimento junto ao muro de vedação do paiol das Forças Armadas na cidade de Maputo e a festa instalou-se logo entre os residentes dos quarteirões dois e três do bairro do Zimpeto e parte de Mahlazine." Se não se importam, prossigo mais tarde.
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
O que sucedeu em 2008 na periferia da cidade de Maputo? Sucedeu o seguinte, fazendo fé numa descrição do jornal "Notícias": "Apareceu um crocodilo com dois metros de comprimento junto ao muro de vedação do paiol das Forças Armadas na cidade de Maputo e a festa instalou-se logo entre os residentes dos quarteirões dois e três do bairro do Zimpeto e parte de Mahlazine." Se não se importam, prossigo mais tarde.
05 maio 2018
Uma coluna de ironia
04 maio 2018
Fontes
03 maio 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [54]
-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
Escrevi anteriormente que se torna indispensável recuar um pouco na história para enquadrarmos melhor as crenças sobre os malefícios atribuídos a partes do corpo dos crocodilos, animais considerados repositórios do Perigo Absoluto, do Grande Mal, nas representações populares. Vamos ver, então, no próximo número, o que sucedeu em 2008 na periferia da cidade de Maputo.
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Escrevi anteriormente que se torna indispensável recuar um pouco na história para enquadrarmos melhor as crenças sobre os malefícios atribuídos a partes do corpo dos crocodilos, animais considerados repositórios do Perigo Absoluto, do Grande Mal, nas representações populares. Vamos ver, então, no próximo número, o que sucedeu em 2008 na periferia da cidade de Maputo.
02 maio 2018
Discurso publicitário
01 maio 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [53]
-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
Escrevi anteriormente que em Janeiro de 2015 dezenas de pessoas morreram intoxicadas em Chitima, distrito de Cabora-Bassa, província de Tete. Qual a causa da tragédia? A internet apareceu recheada de uma terrível causa - uma causa pujantemente réptil -, assumida ou havida como possível por cautos e incautos: a bílis de crocodilo.
Ora, acrescento agora, torna-se indispensável recuar um pouco na história para enquadrarmos melhor as crenças sobre os malefícios atribuídos a partes do corpo dos crocodilos, animais considerados repositórios do Perigo Absoluto, do Grande Mal, nas representações populares.
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Escrevi anteriormente que em Janeiro de 2015 dezenas de pessoas morreram intoxicadas em Chitima, distrito de Cabora-Bassa, província de Tete. Qual a causa da tragédia? A internet apareceu recheada de uma terrível causa - uma causa pujantemente réptil -, assumida ou havida como possível por cautos e incautos: a bílis de crocodilo.
Ora, acrescento agora, torna-se indispensável recuar um pouco na história para enquadrarmos melhor as crenças sobre os malefícios atribuídos a partes do corpo dos crocodilos, animais considerados repositórios do Perigo Absoluto, do Grande Mal, nas representações populares.
30 abril 2018
Uma crónica semanal
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1268 de 27/04/2018, aqui.29 abril 2018
Amor pela simetria
28 abril 2018
Uma coluna de ironia
27 abril 2018
Muros
26 abril 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [52]
-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
Depois de ter exposto e analisado os rumores dos leões de Muidumbe, do vampirismo e do bicho-papão-nigeriano, vou agora entrar no quarto rumor, o da bílis letal do crocodilo.
Em Janeiro de 2015 dezenas de pessoas morreram intoxicadas em Chitima, distrito de Cabora-Bassa, província de Tete. Qual a causa da tragédia? A internet apareceu recheada de uma terrível causa - uma causa pujantemente réptil -, assumida ou havida como possível por cautos e incautos: a bílis de crocodilo, como as imagens abaixo documentam (pode ampliá-las clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
Depois de ter exposto e analisado os rumores dos leões de Muidumbe, do vampirismo e do bicho-papão-nigeriano, vou agora entrar no quarto rumor, o da bílis letal do crocodilo.
Em Janeiro de 2015 dezenas de pessoas morreram intoxicadas em Chitima, distrito de Cabora-Bassa, província de Tete. Qual a causa da tragédia? A internet apareceu recheada de uma terrível causa - uma causa pujantemente réptil -, assumida ou havida como possível por cautos e incautos: a bílis de crocodilo, como as imagens abaixo documentam (pode ampliá-las clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato).
25 abril 2018
24 abril 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [51]
Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
Depois de ter exposto e analisado os rumores dos leões de Muidumbe, do vampirismo e do bicho-papão-nigeriano, vou agora entrar no quarto rumor, o da bílis letal do crocodilo, um rumor relativamente recente, datando de 2015 [atenção, não estou a seguir a ordem cronológica do surgimento dos rumores].
Depois de ter exposto e analisado os rumores dos leões de Muidumbe, do vampirismo e do bicho-papão-nigeriano, vou agora entrar no quarto rumor, o da bílis letal do crocodilo, um rumor relativamente recente, datando de 2015 [atenção, não estou a seguir a ordem cronológica do surgimento dos rumores].
23 abril 2018
Uma crónica semanal
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1267 de 20/04/2018, aqui.22 abril 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [50]
Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
O rumor aqui em análise não proliferou em meio rural, foi eminentemente urbano, gerando uma rápida difusão pelos mais variados meios de comunicação numa cidade - a de Maputo - inquieta, em especial femininamente inquieta, fazendo coabitar em tensão um passado que sempre se supõe mais seguro e um futuro de contornos inquietantes, uma tradicionalidade que se re-ansiava e uma modernidade definitivamente instalada com os seus riscos, os seus medos e as suas aspirações.
O rumor aqui em análise não proliferou em meio rural, foi eminentemente urbano, gerando uma rápida difusão pelos mais variados meios de comunicação numa cidade - a de Maputo - inquieta, em especial femininamente inquieta, fazendo coabitar em tensão um passado que sempre se supõe mais seguro e um futuro de contornos inquietantes, uma tradicionalidade que se re-ansiava e uma modernidade definitivamente instalada com os seus riscos, os seus medos e as suas aspirações.
21 abril 2018
Uma coluna de ironia
20 abril 2018
Presente e ausente são um
19 abril 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [49]
Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
O rumor do bicho-papão-nigeriano – que acabou por se extinguir - era um envelope para exprimir vários problemas sociais, era um fusível social, era uma linguagem errada que traduzia, porém, um agregado de problemas verdadeiros, de problemas sentidos pelas pessoas.
À misteriosa personagem rumoral aqui em estudo foi dada uma cara que parecia real, uma cara que até sugeria estar doente. A esse propósito, um leitor escreveu o seguinte em comentário neste blogue: "Vi as fotos da doença que o dito Nigeriano, outras vezes Somali, transmite. Condilomas, verrugas ou coisa similar. Simplesmente estão num estado bastante desenvolvido. Não precisa ser Nigeriano ou Somali para tê-las e transmiti-las." [aqui]
O rumor do bicho-papão-nigeriano – que acabou por se extinguir - era um envelope para exprimir vários problemas sociais, era um fusível social, era uma linguagem errada que traduzia, porém, um agregado de problemas verdadeiros, de problemas sentidos pelas pessoas.
À misteriosa personagem rumoral aqui em estudo foi dada uma cara que parecia real, uma cara que até sugeria estar doente. A esse propósito, um leitor escreveu o seguinte em comentário neste blogue: "Vi as fotos da doença que o dito Nigeriano, outras vezes Somali, transmite. Condilomas, verrugas ou coisa similar. Simplesmente estão num estado bastante desenvolvido. Não precisa ser Nigeriano ou Somali para tê-las e transmiti-las." [aqui]
18 abril 2018
Este diário faz hoje 12 anos de vida ininterrupta
17 abril 2018
Mais três futuros livros
Entreguei ontem à Escolar Editora as correções das provas tipográficas de mais três futuros livros da coleção Cadernos de Ciências Sociais, designadamente os números 37.º, 38.º e 39.º, constantes da imagem abaixo [amplie-a clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]. Agora só falta receber proximamente as provas do 40.º, cujos textos foram recentemente entregues à editora tal como reportei em postagem anterior aqui.
16 abril 2018
Uma crónica semanal
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1266 de 13/04/2018, aqui.15 abril 2018
Para a psicologia dos rumores em Moçambique [48]
Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
O rumor do bicho-papão-nigeriano – que acabou por se extinguir - era um envelope para exprimir vários problemas sociais, era um fusível social, era uma linguagem errada que traduzia, porém, um agregado de problemas verdadeiros, de problemas sentidos pelas pessoas.
O rumor do bicho-papão-nigeriano – que acabou por se extinguir - era um envelope para exprimir vários problemas sociais, era um fusível social, era uma linguagem errada que traduzia, porém, um agregado de problemas verdadeiros, de problemas sentidos pelas pessoas.
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