25 março 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (50)
Séries pessoais: O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (22); Por que os médicos venceram? (16); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (14); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (25); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (17); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (6); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (42); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (55); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Em torno da cultura política dos Moçambicanos


Com o título em epígrafe, um texto de Gabriel Sérgio Mithá Ribeiro, baseado na sua tese de mestrado publicada em 2000 com o título As representações sociais dos Moçambicanos: do passado colonial à democratização. Esboço de uma cultura política. Trabalhando com o corpo teórico criado por Gabriel Almond e Sidney Verba, o autor discute as diferenças entre três tipos de cultura política: paroquial, de súbdito e participante. Aqui.

O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (21)

"(...) a nossa preocupação no que se refere aos moçambicanos na África do Sul tem a ver com a extrema violência com eles tem sido tratados quando cometem crimes. Isto aconteceu agora, foi um caso excepcional, admitamos, mas também temos tido conhecimento de que os caçadores furtivos normalmente são mortos." - ministro Oldemiro Baloi
Vigésimo primeiro número da série. Mantenho-me no sexto número do sumário proposto aqui, a saber: 6. Tipo de crime cometido. Escrevi no número anterior estarmos confrontados com a seguinte pergunta: que tipo de crime foi cometido? Têm surgido múltiplas respostas, a mais corrente parece ser a que remete para a simples "brutalidade policial", brutalidade da "polícia" ou "de alguns polícias". A polícia surge como que dependendo dela mesma, como que desinstitucionalizada. Ora, a polícia é um dos aparelhos do Estado. Assim, estamos diante de um crime estatal, cometido pelo Estado sul-africano através de um dos ramos da sua polícia. Por isso o governo sul-africano apresentou desculpas oficiais ao nosso país.
Com a vossa permissão prossigo mais tarde.
(continua)
Adenda: o vídeo a seguir contém imagens chocantes, aqui.
Adenda 2 às 7:34 de 05/03/2013: ouvidos ontem pela estação televisiva STV, camionistas moçambicanos que escalam a África do Sul queixaram-se de constantes maus tratos por parte da polícia sul-africana. Eles não gostam dos Moçambicanos - eis o resumo das intervenções.
Adenda 3 às 00:54 de 11/03/2013: este acontecimento trágico é propício não só ao sensacionalismo baixo-preço de certa imprensa, das redes sociais e dos blogues do copia/cola, como, também - estudem as televisões locais -, aos jogos políticos em geral e a certos jogos eleitoralistas em particular.
Adenda 4 às 00:51 de 22/03/2013: um trabalho no Sowetan (obrigado ao FL pelo envio da referência), com o título abaixo:

Imagens da ordem biológica

"É curioso observar que os pensadores da direita sempre usaram, para celebrar o vínculo social, um jogo de imagens que procedem da ordem biológica: os membros e o estômago, a árvore, a colmeia, que são símbolos da ordem" - nota de rodapé de Simone de Beauvoir em O pensamento da direita, hoje [1955], a propósito de um comentário sobre Gustave Thibon, aqui.

Edição 1002

24 março 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (50)
Séries pessoais: O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (21); Por que os médicos venceram? (16); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (14); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (25); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (17); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (6); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (42); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (55); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (24)

Vigésimo quarto número da série. Num mundo cansado de razão instrumental, intelectuais e cientistas sociais defendem hoje a reabilitação dos antigos saberes providenciais e mágicos (aqueles, justamente, que, como escreveu Comte, nos faziam, afinal, porque não regidos por leis, acreditar que podíamos modificar o curso da vida e do mundo), não hesitando, numa veemente crítica ao racionalismo, em considerá-los tão legítimos e verdadeiros quanto o saber científico.
Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Nota: esta série é baseada num texto que apresentei em 1998 na Faculdade de Medicina, por ocasião do Dia da Universidade Africana e com base no tema “Revitalizando Universidades em África: Estratégias para o Século XXI”.

Cumbane sobre o ensino superior no país

Semanário "Savana", edição 1002 de 22/03/2013

Sugestão de leitura

Com 280 páginas, o livro está à venda nas livrarias da cidade de Maputo por 250 meticais (na Livraria da Universidade Eduardo Mondlane, campus universitário; Escolar Editora do Polana Center, cruzamento da 24 de Julho com a Julius Nyerere; Mabuko da Julius Nyerere). O prefácio do antropólogo Paulo Granjo é conferível aqui e a apresentação feita pelo escritor Ungulani Ba Ka Khosa no dia 13 de Junho do ano passado está aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

23 março 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (50)
Séries pessoais: O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (20); Por que os médicos venceram? (16); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (14); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (24); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (17); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (6); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (42); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (55); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Morreu Chinua Achebe

Aqui e aqui. Paz à sua alma.

O discurso da identidade nacional (5)

Quinto número da série, permanecendo no primeiro número do sumário proposto aqui, a saber: 1. Definição geral. Escrevi no número anterior  que talvez fosse sensato admitir que uma identidade (fiquemos por enquanto sem a determinação nacional) se define ou se pratica através de múltiplos vínculos, talvez seja sensato admitir que a identidade é uma anastomose. Consideremos dois tipos de identidade: a formal e a real. O que devemos entender por identidade formal? Identidade formal é aquela que se define mediante termos e caracteres consagrados pelo uso oficial, os quais permitem identificar e diferenciar pessoas, grupos e nações. Digamos que é a identidade de superfície.
Permitam-me continuar mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (49)

Quadragésimo nono número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos da vila do Zumbo, província de Tete, da autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

22 março 2013

Fotografia

Neste fim de tarde na cidade de Maputo de sexta-feira, dia do homem, hora das barracas e das aparelhagens de som continental, passam senhoras e senhores em seus esforçados passos ginásticos, eles de barriga proeminente, elas de nádegas generosas, passam operários açodados e empregadas domésticas de muitas horas de trabalho, lá em cima a caminho da saúde pedestre, cá em baixo a caminho dos subúrbios via chapa.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (49)
Séries pessoais: O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (20); Por que os médicos venceram? (16); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (14); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (24); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (17); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (5); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (42); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (55); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Hoje/7:30/RM

Hoje, das 7:30 às 8:00, no programa  "café da manhã" da Rádio Moçambique orientado pelo jornalista Emílio Manhique, o tema é a luta contra a discriminação racial.

À venda

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Proximamente

O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (20)

"(...) a nossa preocupação no que se refere aos moçambicanos na África do Sul tem a ver com a extrema violência com eles tem sido tratados quando cometem crimes. Isto aconteceu agora, foi um caso excepcional, admitamos, mas também temos tido conhecimento de que os caçadores furtivos normalmente são mortos." - ministro Oldemiro Baloi
Vigésimo número da série. Entro no sexto número do sumário proposto aqui, a saber: 6. Tipo de crime cometido. Estamos, agora, confrontados com uma pergunta, a saber: que tipo de crime foi cometido? Têm surgido múltiplas respostas, a mais corrente parece ser a que remete para a simples "brutalidade policial", brutalidade da "polícia" ou "de alguns polícias". Enquanto não prossigo, sugiro leiam um trabalho na adenda 4.
Com a vossa permissão prossigo mais tarde.
(continua)
Adenda: o vídeo a seguir contém imagens chocantes, aqui.
Adenda 2 às 7:34 de 05/03/2013: ouvidos ontem pela estação televisiva STV, camionistas moçambicanos que escalam a África do Sul queixaram-se de constantes maus tratos por parte da polícia sul-africana. Eles não gostam dos Moçambicanos - eis o resumo das intervenções.
Adenda 3 às 00:54 de 11/03/2013: este acontecimento trágico é propício não só ao sensacionalismo baixo-preço de certa imprensa, das redes sociais e dos blogues do copia/cola, como, também - estudem as televisões locais -, aos jogos políticos em geral e a certos jogos eleitoralistas em particular.
Adenda 4 às 00:51 de 22/03/2013: um trabalho no Sowetan (obrigado ao FL pelo envio da referência), com o título abaixo:

Dois movimentos sociais

Estamos confrontados na cidade de Maputo com o rosto de dois movimentos sociais, um consolidado faz muitos anos, o outro a querer consolidar-se. Refiro-me aos Magermane (aqui e aqui, foto do topo) e aos Desmobilizados de guerra, os primeiros com manifestações semanais às quarta-feiras, os segundos às terças. Fotos reproduzidas daqui e daqui.

Uma posição

21 março 2013

Hoje: Dia Internacional contra a Discriminação Racial


Sobre a data, aqui. A entrevistada do vídeo em epígrafe já esteve em Maputo e oportunamente surgirá num número desta coleção, por mim dirigida, aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (49)
Séries pessoais: O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (19); Por que os médicos venceram? (16); Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (14); Por uma Idade da Democracia Real (texto de 1998) (24); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (8); Sobre o 15 de Novembro (17); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (5); Como suster os linchamentos? (15); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Semiologia das ameaças políticas em Moçambique (12); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (42); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (55); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (19)

"(...) a nossa preocupação no que se refere aos moçambicanos na África do Sul tem a ver com a extrema violência com eles tem sido tratados quando cometem crimes. Isto aconteceu agora, foi um caso excepcional, admitamos, mas também temos tido conhecimento de que os caçadores furtivos normalmente são mortos." - ministro Oldemiro Baloi
Décimo nono número da série. Finalizo o quinto número do sumário proposto aqui, a saber: 5. Três negatividades: racismo, etnicismo e xenofobismo. Que lição podemos tirar das três negatividades? Por hipótese, a de que o crime cometido foi produto do xenofobismo, sem que se possa excluir a presença, também, do etnicismo. Mais à frente escreverei um pouco sobre a história da presença moçambicana na África do Sul, para dar mais robustez à hipótese.
Com a vossa permissão prossigo mais tarde.
(continua)
Adenda: o vídeo a seguir contém imagens chocantes, aqui.
Adenda 2 às 7:34 de 05/03/2013: ouvidos ontem pela estação televisiva STV, camionistas moçambicanos que escalam a África do Sul queixaram-se de constantes maus tratos por parte da polícia sul-africana. Eles não gostam dos Moçambicanos - eis o resumo das intervenções.
Adenda 3 às 00:54 de 11/03/2013: este acontecimento trágico é propício não só ao sensacionalismo baixo-preço de certa imprensa, das redes sociais e dos blogues do copia/cola, como, também - estudem as televisões locais -, aos jogos políticos em geral e a certos jogos eleitoralistas em particular.

Três racionalidades (ainda sobre o avião de Moatize) (13)

Décimo terceiro número da série. Quem foram os obreiros de tão malévola acção? O secretário do bairro onde aterrou o misterioso avião não teve dúvidas: foram os curandeiros malawianos. Estes pérfidos seres merecem cuidado e por isso o secretário prometeu que iria desencadear uma campanha em todos os bairros da vila de Moatize para que as pessoas pudessem estar vigilantes. Esta, a racionalidade da mão estrangeira.
Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Nota: recorde, também, neste diário, com o título Tem xicuembo lá em Moatize, uma postagem (mais os comentários) de 2008 sobre um avião que, nesse ano, é suposto ter aterrado junto à terminal de chapas da vila, aqui.

Por que os médicos venceram? (15)

Décimo quinto número da série. Prossigo no segundo número proposto aqui. 2. A construção mediática do conflito, ainda no subponto 2.2. A tese da mão política. Escrevi no número anterior que a  tese da mão política é uma versão mais sofisticada e ampla da tese da mão externa institucional. Em certos períodos, é abundantemente usada no país. E como se define essa entidade maléfica? Por recurso analógico às famílias semânticas de natureza médica (normal/patológico, são/doente). O interior é sempre são, o exterior é doente. Nesta mentalidade paroquial, hostil ao que vem de fora, os médicos são puros, mas "objectivos políticos escusos" (frase de uma carta de leitor num jornal do país) estragam-no, conspurcam-no. Neste quadro antinómico, em certos sectores produtores de opinião conveniente, o dr. Arroz assumiu o papel desestabilizador, patogénico, de peão ao serviço dos "objectivos políticos escusos".
Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)

Crises alimentares e instabilidade política

Confira aqui e aqui.

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (48)

Quadragésimo oitavo número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos da vila do Zumbo, província de Tete, da autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)