Com o título em epígrafe: "Após 30 anos de reformas pró-capitalistas, a China está numa encruzilhada a poucos meses da eleição do sucessor do presidente Hu Jintao." Aqui.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
22 março 2012
21 março 2012
Postagens na forja
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (4); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (9); Para ganhar as eleições em Inhambane (17); Modos de navegação social (13); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (39); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (4); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (9); Para ganhar as eleições em Inhambane (17); Modos de navegação social (13); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (39); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
Contacto+retorno
Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (3)
O terceiro número da série.
Vamos lá, então, ao início do primeiro ponto do sumário que ontem vos propus, com algumas hipóteses.
Criticar significa discordar de alguém ou de algo, significa ter uma outra visão de alguém ou de algo, significa pôr em causa a coerência de alguém ou de algo, significa situar-me ou situar-nos no prisma do nosso grupo social, dos nossos valores, da nossa cultura.
Se essas vertentes forem aceites, o que significa criticar a economia informal, o comércio informal, os comerciantes informais, os mercadores ambulantes?
Adenda: sugiro recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
Vamos lá, então, ao início do primeiro ponto do sumário que ontem vos propus, com algumas hipóteses.
Criticar significa discordar de alguém ou de algo, significa ter uma outra visão de alguém ou de algo, significa pôr em causa a coerência de alguém ou de algo, significa situar-me ou situar-nos no prisma do nosso grupo social, dos nossos valores, da nossa cultura.
Se essas vertentes forem aceites, o que significa criticar a economia informal, o comércio informal, os comerciantes informais, os mercadores ambulantes?
Adenda: sugiro recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)
Para ganhar as eleições em Inhambane (16)
Prossigo a série, no segundo leque de questões proposto no número seis, ainda no ponto 4, sempre com hipóteses.
4. O papel das autoridades comunitárias. O disputador de eleições perde ou ganha consoante não o que diz ou propõe ou promete, mas consoante o que no rés-do-chão político se passa, se faz e se espera. O que significa isso? Significa, por exemplo, ao nível do miocropoder, que todo o candidato a edil deve saber fazer face a esse rés-do-chão, a esse patamar - quantas vezes labiríntico, do género castelo de Kafka - onde os cidadãos interagem com os chefes pequenos de vários tipos, com accionadores permanentes de decisões, com chefes de quarteirão, com chefes políticos, com juízes comunitários ou distritais, com polícias, etc., enfim, com microinstâncias diárias de poder, dialogantes ou tiranas.
Prossigo mais tarde. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
4. O papel das autoridades comunitárias. O disputador de eleições perde ou ganha consoante não o que diz ou propõe ou promete, mas consoante o que no rés-do-chão político se passa, se faz e se espera. O que significa isso? Significa, por exemplo, ao nível do miocropoder, que todo o candidato a edil deve saber fazer face a esse rés-do-chão, a esse patamar - quantas vezes labiríntico, do género castelo de Kafka - onde os cidadãos interagem com os chefes pequenos de vários tipos, com accionadores permanentes de decisões, com chefes de quarteirão, com chefes políticos, com juízes comunitários ou distritais, com polícias, etc., enfim, com microinstâncias diárias de poder, dialogantes ou tiranas.
Prossigo mais tarde. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)
Ditos (38)
Muito raramente temos do tempo o tempo de o pensar como processo e transformação. Em todo o mundo existem hoje situações que são produto de séculos de luta pela dignidade, pelo respeito. Achamo-las naturais, mas são iminentemente sociais, são iminentemente consequência de luta permanente.
(continua)
20 março 2012
Buracos+lanternas
Os buracos começaram a ser tapados na Avenida Marginal da cidade de Maputo (recorde aqui). Por outro lado, na zona da Polana, vi polícias circularem há momentos equipados com lanternas especiais para operarem à noite, o que nunca antes tinha visto.
Postagens na forja
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (3); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (9); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (13); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (3); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (9); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (13); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (2)
Eis o segundo número desta nova série.
Prometi-vos apresentar um sumário, o que cumpro e exibo já de seguida:
1. Criticar, compreender e analisar
2. Posições pessoais
3. No vasto mundo sem recibo
4. A invenção do quotidiano
5. As decisões
Adenda: sugiro recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
Prometi-vos apresentar um sumário, o que cumpro e exibo já de seguida:
1. Criticar, compreender e analisar
2. Posições pessoais
3. No vasto mundo sem recibo
4. A invenção do quotidiano
5. As decisões
Adenda: sugiro recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)
Modos de navegação social (12)
Décimo segundo número da série.Prossigo esta série dedicada a uma modesta galeria de hipóteses sobre certos perfis sociais. Chegou a altura de abordar mais um, refiro-me ao opinador público cuja base de conhecimentos reside solidamente nas páginas de certos jornais, especialmente nos títulos.
Com a vossa permissão, prossigo mais tarde.
(continua)
Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8)
Prossigo a série, sempre trabalhando com hipóteses.A pouco e pouco, timidamente ao princípio, sem rebuços depois, agora francamente às claras, a peremptória palavra patrão reinstalou-se no nosso quotidiano, nos nossos hábitos, nas coisas naturalizadas da vida, nas coisas definitivas da vida. É como se tivessemos recebido de Carl Jung a recordação imperiosa de um arquétipo inscrutado no inconsciente colectivo do país, reavivado após o buliçoso parêntesis revolucionário.
Com a vossa permissão, prossigo mais tarde. Imagem reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)
Ruth First (1925/1982)
Directora científica do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane (1977/1982), Ruth First foi assassinada num gabinete dessa instituição em 1982 - dossier no Mozambique History Net de Colin Darch, aqui.
19 março 2012
Microscópio
Esta tarde, numa cafeteria da cidade de Maputo, 17:15: a criança que empunhava um microscópio (brinquedo certamente raro) em meio a várias e alegres outras crianças com balões, iniciou a brincadeira da festa transformando o microscópio em espingarda com os sons veementes "pumpumpumpum".
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* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (2); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (12); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
* Séries pessoais: Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (2); João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (12); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (1)
Quero acreditar que achareis o título desta nova série demasiado pícaro, demasiado bizarro. Talvez fosse mais simples e natural usar um título do género "Sobre os comerciantes informais". Porém, tentarei mostar por que uso o título em causa e qual a lógica social que habita a retaguarda do fenómeno. Enquanto não prossigo esta nova série (no próximo número proporei um sumário), permitam sugerir-vos recordem neste diário alguns trabalhos de 2007/2010 aqui. Para este ano, confira a versão digital de um jornal editado em Maputo aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)
18 março 2012
Que raiva samoreana!
Provavelmente muitos estarão de acordo comigo sobre a seguinte frase: a Avenida Marginal da cidade de Maputo nunca esteve tão péssima e perigosa como agora. Na verdade, os buracos são tantos e crescentemente grandes que mais parece ter caído por aquelas índicas bandas uma bomba nuclear. E, permitam-me a desmesura, se chove e a situação persiste, num destes dias só de barco - e eventualmente de ferry boat - se poderá circular pelos buracos. Que raiva samoreana sinto!
Adenda às 6:32 de19/03/2012: e contra tão gigantesca e vergonhosa buracagem luta, vejam lá, Estêvão Lucas Xilambo, leia a extraordinária saga contada pelo @Verdade, aqui.
Adenda às 6:32 de19/03/2012: e contra tão gigantesca e vergonhosa buracagem luta, vejam lá, Estêvão Lucas Xilambo, leia a extraordinária saga contada pelo @Verdade, aqui.
Postagens na forja
* Genéricos: Diversos
* Séries pessoais: João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (12); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
* Séries pessoais: João Carlos Schwalbach (3); Patrão é patrão: síndrome do aguilhão (8); Para ganhar as eleições em Inhambane (16); Modos de navegação social (12); Alteridade e subversão (5); Os dois lados dos "chapas" (9); Apóstolos das rosas de Fontenelle (7); Pasteurização social (22); Ditos (38); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (91)
João Carlos Schwalbach (2)
Um pouco mais desta série.
Escrevi no número anterior que lera algures, faz já muitos anos, algo como "Paganini começa onde deixamos de pensar". Tenho para mim que JCSchwalbach, ele também, começa lá onde deixamos de pensar. Música não se pensa, sente-se. E sente-se tão mais agudamente quanto é bela e cria raízes na nossa alma. Permitam-me prosseguir no próximo número, no qual abordarei o seu cd intitulado Despertar.
(continua)
Construção social
A realidade é independente de nós e por isso não é em si falsa, má ou falha de sentido. Os problemas começam quando a submetemos à análise e à avaliação ética. Aqui, então, moldamo-la aos nossos valores, aos nossos símbolos, aos nossos juízos, aos nossos grupos sociais. É neste sentido que a construímos socialmente. Toda a construção social é uma reconstrução simbólica da realidade.
"À hora do fecho"/"Savana"/16-03-2012
Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:* As casas da ex-vila olímpica no Zimpeto, arredores da capital, já começaram a ser oferecidas para aluguer pelos novos proprietários (...).
4x4
Fantástica a apetência de muitas pessoas pelos 4x4. E quanto maiores, melhor, lotando estradas e passeios. A cidade de Maputo está cada vez mais 4x4. Talvez nem seja apenas um exercício vigoroso de estatuto social, talvez seja também, em alguns casos, um mecanismo de compensação simbólica de alguma coisa, de alguma carência. Enfim, provavelmente um dia teremos um refrão do género: não ter 4x4 é não ser gente.
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