No ranking mundial de linhas férreas, Moçambique está em 52.º lugar, ocupando porém o quarto em África. Aqui.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
29 julho 2012
Uma viagem a Tete (1)
É agora a vez de a máquina fotográfica de Carlos Serra Jr se fixar em Tete, começando pela estação ferroviária (e carvoeira) de Moatize, a cerca de 20 quilómetros da capital. Aqui desfilarão contrastes e a intensidade do microsocial.
(continua)
A hipótese do duplo poder (14)
Décimo quarto número da série, baseada num trabalho do jornal "O País", versão digital, conferível aqui. Termino o ponto 2 do sumário proposto aqui.
2. A especificidade moçambicana. Coloquei como hipótese no último número a presidência à Jano (o duplo poder referido nesta série aqui), com duas cabeças, uma a nível partidário, outra a nível estatal. Estrutura de poder que não nasce de um conflito político, mas da sua prevenção; que não visa a desconcentração, mas a concentração de poder. Na verdade, esta presidência à Jano pode atingir dois objectivos: por um lado, rejuvenescer a presidência estatal, antepondo-a aos adversários fortes, jovens e inteligentes de partidos em ascensão; por outro, mantê-la sob controlo da malha do partido e, em particular, das determinações permanentes de um veterano da saga da luta de libertação. Portanto, um poder fundador gerindo e controlando o poder sucessor num quadro hierárquico de grande visibilidade e advertência.
2. A especificidade moçambicana. Coloquei como hipótese no último número a presidência à Jano (o duplo poder referido nesta série aqui), com duas cabeças, uma a nível partidário, outra a nível estatal. Estrutura de poder que não nasce de um conflito político, mas da sua prevenção; que não visa a desconcentração, mas a concentração de poder. Na verdade, esta presidência à Jano pode atingir dois objectivos: por um lado, rejuvenescer a presidência estatal, antepondo-a aos adversários fortes, jovens e inteligentes de partidos em ascensão; por outro, mantê-la sob controlo da malha do partido e, em particular, das determinações permanentes de um veterano da saga da luta de libertação. Portanto, um poder fundador gerindo e controlando o poder sucessor num quadro hierárquico de grande visibilidade e advertência.
(continua)
Morte dos blogues moçambicanos? (8)
Oitavo número da série. No número anterior falei-vos de Karl Marx e de um livro oitecentista chamado Grundisse, citando-o: "Nasce aqui a questão de saber se este problema não prenuncia já a sua falta de sentido e se a impossibilidade de solução não está já contida nas premissas da questão. Frequentemente a única possível resposta é a crítica da questão e a única solução é negá-la." Tenho para mim que essa é uma maneira excelente de questionar a tese preguiçosa de que os blogues morrem porque as redes sociais nascem e são mais comunicativas, mais instantâneas. Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)
Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (48)
Carlos Serra: Acreditais que um dia o mundo será socialista ou, se preferirdes, comunista?
Régio Conrado: Para quem queira ajuizar com segurança do significado dos grandes acontecimentos tanto à escala mundial, como à escala nacional, e das perspectivas da evolução da sociedade, torna-se necessária uma apreciação segura da época actual.
(continua)
28 julho 2012
Postagens na forja
* Genéricos: Uma viagem a Tete (1); Faísca"
* Séries pessoais: Morte dos blogues moçambicanos? (8); A carne dos outros (12); A pobreza mora na cabeça? (8); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (48); Poder de persuasão dos SMS (14); A hipótese do duplo poder (14); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (17); Ditos (47); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (94)
Transferência política conveniente
A filmografia americana é fértil em filmes de terror nos quais os problemas sociais são atribuídos a entidades fantásticas do género extraterrestres, espíritos e animais malignos. Desta maneira se faz a transferência política conveniente das forças visíveis de modos de produção social para forças do invisível arbitrário e incontrolável.
Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (47)
Carlos Serra: Como analisais o mundo hoje?
Régio Conrado: Para Mário Murteira, a globalização está relacionada com um novo tipo de capitalismo em que o "mercado de conhecimento" é o elemento mais influente no processo de acumulação de capital e de crescimento económico no capitalismo actual, ou seja, é o núcleo duro que determina a evolução de todo o sistema económico mundial do presente século XXI. Ou seja, a partir destes elementos podemos dizer que o mundo em que vivemos é o mundo em que tudo se tornou valor de troca, mercadoria, ou como diz o sociólogo moçambicano Carlos Serra, há a mercadorização. No fundo, é um mundo sem comunismo, portanto.
(continua)
Uma viagem a Inhambane (22)
(fim)
27 julho 2012
Postagens na forja
* Genéricos: Uma viagem a Inhambane (22); "Savana"; "Faísca"
* Séries pessoais: Morte dos blogues moçambicanos? (8); A carne dos outros (12); A pobreza mora na cabeça? (8); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (47); Poder de persuasão dos SMS (14); A hipótese do duplo poder (14); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (17); Ditos (47); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (94)
Cinco opiniões
Quatro reitores e uma professora opinam sobre uma gala que vai acontecer no dia 12 de Outubro. Confira aqui.
Ditos (46)
(continua)
Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (46)
Carlos Serra: Como analisais o mundo hoje?
Régio Conrado: O economista português Mário Murteira, autor de uma das abordagens científicas mais antigas e consistentes sobre o fenómeno da globalização, defende que, no século XXI, se verifica uma "desocidentalização" da globalização, visto que se constata que os países do Oriente, como a China, são os principais actores actuais do processo de globalização e que a hegemonia do Ocidente, no sistema económico mundial, está a aproximar-se do seu ocaso, pelo que outras dinâmicas regionais, sobretudo na Ásia do Pacífico, ganharam mais força a nível global (a resposta prossegue no próximo número, CS).
(continua)
Uma viagem a Inhambane (21)
(continua)
26 julho 2012
Postagens na forja
* Genéricos: Uma viagem a Inhambane (21)
* Séries pessoais: Morte dos blogues moçambicanos? (8); A carne dos outros (12); A pobreza mora na cabeça? (8); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (46); Poder de persuasão dos SMS (14); A hipótese do duplo poder (14); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (17); Ditos (46); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (94)
Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (45)
Carlos Serra: Como analisais o mundo hoje?
Régio Conrado: Vivemos num mundo em que a ditadura do Capital ganhou proporções gritantes, catastróficas. Ademais, nos encontramos num mundo em que todos vivemos sob uma ditadura de um grupelho de pessoas que nunca vimos, são fantasmas da civilização decaída. Não podemos outrossim deixar de dizer que vivemos em uma época em que os valores nobre foram invertidos ou foram colocados em baixo do Capital, um época em que a democracia corre mais pela via da democradura, como entre outros diz Boaventura Sousa Santos (a resposta prossegue no próximo número, CS)
(continua)
Uma viagem a Inhambane (20)
(continua)
25 julho 2012
Postagens na forja
* Genéricos: Uma viagem a Inhambane (20)
* Séries pessoais: Morte dos blogues moçambicanos? (8); A carne dos outros (12); A pobreza mora na cabeça? (8); Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (45); Poder de persuasão dos SMS (14); A hipótese do duplo poder (14); A difícil fórmula da distribuição de consensos (8); Hábitos e fixismos (9); O casamento das famílias (18); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (13); Modos de navegação social (17); Ditos (46); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (94)
12 de Outubro - Dia do Professor
O portal da gala permite agora comentários e inclui um programa de mensagens instantâneas. Confira, também, uma entrevista com o reitor da Universidade Técnica de Moçambique, Prof. José Luís Cabaço. Aqui. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Uma viagem a Inhambane (19)
(continua)
Morte dos blogues moçambicanos? (7)
Sétimo número da série. No número anterior escrevi estarmos perante um problema muito complicado e com várias lados, parecendo-me ser pertinente colocar o que chamei problema de Marx. O que significa isso? No século XIX, Karl Marx escreveu num livro chamado Grundisse o seguinte: "Nasce aqui a questão de saber se este problema não prenuncia já a sua falta de sentido e se a impossibilidade de solução não está já contida nas premissas da questão. Frequentemente a única possível resposta é a crítica da questão e a única solução é negá-la." Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)
Liga dos Estudantes Comunistas de Moçambique (44)
Carlos Serra: Como analisais o mundo hoje?
Régio Conrado: Não obstante o seu conteúdo ter passado despercebido por muito tempo, hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós-Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da revolução tecnológica, mas o que importa dizer é que o mundo de hoje tornou-se uma fornalha em que os países pobres vivem na agonia, sem perspectivas (a resposta prossegue no próximo número, CS)
(continua)
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