O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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14 setembro 2015

Nyusizar Nyusi

Em blogues, jornais e redes sociais digitais é frequente desejar-se que o presidente da República, Eng.º Filipe Nyusi, faça mais do que faz ou pode fazer. Pretende-se que ele tenha um superpoder, um sacropoder capaz de resolver tudo o que há a resolver no país. É a ele que se apela e não às instituições, faz-se dele um ser providencial, um messias, um deus que deve governar por inteiro a terra pecaminosa. Isto é isolar Nyusi, isso é individualizá-lo por inteiro, isso é nyusizar Nyusi, homem que, repetidamente, tem afirmado que respeita a constituição, não lhe competindo por isso imiscuir-se nas instituições. Sem dúvida que os presidentes da républica fazem história, mas não são livres de a fazer nas condições por eles escolhidas, arbitrariamente, estrangeiros à história, às determinações e a quem os apoia e escolheu - para adaptar uma famosa posição de Karl Marx.
Adenda: há sempre quem surja a defender que o Presidente Nyusi e o Sr. Dhlakama, presidente da Renamo, devem reunir-se para que a paz surja. Mais: o padre Filipe Couto afirmou há tempos que ambos deviam reunir-se em segredo. Assim se atribui a pessoas individualmente consideradas o poder milagreiro de resolver e de contornar, se necessário for, regras, instituições e leis.

1 Comments:

Blogger ricardo said...

Tendo em conta o culto de personalidade que tem acompanhado todas as liderancas deste pais, nao importando a sua cor ou ideologia, atrevo-me a dizer que o messianismo e inevitavel. E pelo que consta, nem as religioes maioritarias e nem sequer a tradicao oral local ajudam a reverter a situacao. Sendo assim, o exercicio analitico que tanto se espera e deseja para este pais, so pode ser feito a portas fechadas e com iniciados no assunto.

14/9/15 2:57 da tarde  

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