13 outubro 2017

Boato do chupa-sangue em Moçambique e no Malawi

O boato do chupa-sangue ressurgiu há dias na cidade de Quelimane, confira aqui. Enquanto isso, o Malawi está também a braços com o boato, tendo o governo decretado o recolher obrigatório na região sul para tentar suster os linchamentos, leia aqui. Finalmente, leia tentativas de análise do fenómeno neste diário, aqui.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon a conferir aqui.

11 outubro 2017

Chissano sobre diálogo com a Renamo

O ex-Presidente da República, Joaquim Chissano, falou da forma como a população reagiu "à ideia do diálogo com a Renamo", aqui.

09 outubro 2017

Drama

Sugiro que leia uma reportagem inserida no semanário domingo de ontem, aqui.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1239 de 06/10/2017, aqui.

08 outubro 2017

Crimes são fenómenos normais?

O 38.º livro da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora chamar-se-á "Crimes são fenómenos normais?" e terá como co-autores (pela ordem de entrada nas fotos acima) Maria de Sousa Galito de Portugal e, do Brasil, Ricardo Arruda de Paula,  Sergio Graziano Sobrinho e Clóvis Malinverni da Silveira, os dois últimos com texto conjunto. A entrega dos textos do livro à Escolar Editora está aprazada para o dia 17 de Novembro do corrente ano.

07 outubro 2017

Uma coluna de humor

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1239, de 06/10/2017, disponível na íntegra aqui.

06 outubro 2017

Entregues os textos do 37.º livro

Entreguei na terça-feira à Escolar Editora os textos do 37.º livro da coleção Cadernos de Ciências Sociais, intitulado "Para que servem os partidos políticos?", com autoria (pela ordem de entrada nas fotos acima) da luso-cabo-verdiana Edalina Sanches, do brasileiro Ozaí da Silva, da portuguesa Patrícia Tomás e do brasileiro Cristiano Bodart. Oportunamente dar-vos-ei a conhecer o tema do 38.º livro da coleção e o prazo de entrega à editora.

05 outubro 2017

Interesses

Um grupo político dominante tudo fará para convencer os dominados de que os seus interesses grupais não são seus mas de todos, comuns a dominantes e dominados.

04 outubro 2017

03 outubro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [38]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Observei no número anterior que o mais difícil na educação está, justamente, em criar essa pedagogia, em descolonizar os alunos [para recordar o título de um livro de Gérard Mendel] para os levar pelas estradas da consciência crítica, para os tornar livres dos aguilhões que os formataram e formatam. Agora, após as considerações sobre os fenómenos que curto-circuitam a qualidade do ensino, importa escrever um pouco sobre a assiduidade, o que farei no próximo número. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

02 outubro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1238 de 29/09/2017, aqui.

01 outubro 2017

30 setembro 2017

Faleceu Humberto Coimbra

Faleceu esta madrugada, vítima de doença, o Dr. Humberto Coimbra, esposo da Professora Teresa Cruz e Silva do Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane. Foi ginasta de grande mérito na sua juventude e realizou um trabalho de relevo na educação física no País no pós-independência. Paz à sua alma e os meus pêsames à Professora Teresa e aos seus dois Filhos, Alexandre e Pedro.

Uma coluna de humor

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1238, de 29/09/2017, disponível na íntegra aqui.

28 setembro 2017

Um relatório

Confira um relatório deste ano com 130 páginas e o título em epígrafe, aqui.

"Chega de sermos meros provedores de matéria-prima"

"Chega de sermos meros provedores de matéria-prima. Precisamos construir uma visão de longo prazo para a gestão dos nossos recursos." - Filipe Nyusi citado pelo Notícias, aqui.
Adenda: escrevi desde 2007 neste diário vários trabalhos sobre a nossa alma matéria-primal, confira aqui. Destaco o seguinte extracto de um texto de 2007 reproduzido daqui:
"Não se vislumbra qualquer intenção de favorecer a burguesia nacional, de a estimular, de a levar à industrialização, de a proteger. Não, nós parecemos ser definitivamente recolectores, recolhemos impostos e mordomias, construímos as estradas e as pontes para o que vamos exportar. A mentalidade produtora e transformadora, essa fica com os outros. Os nossos genes são feitos de circulação, não de produção industrial endógena. Mas para não perdermos muito a nossa auto-estima, cá temos o capitalismo comercial do vai-ou-racha do chapa 100 e do dumba nengue. E os camarões e as amêijoas e os caranguejos e os leões e os búfalos para turistas que podem pagar pacotes de cinco mil dólares deliciados com o exótico africano. E no que ao conforto toca, sentamo-nos nos sofás que importamos depois de termos exportado a nossa rica madeira. E se não podemos sentar-nos nos sofás, sentamo-nos no senta-abaixo bebendo uma cerveja produzida por capitalistas estrangeiros orgulhosos do selo "made in Mozambique"."

27 setembro 2017

Capital étnico

Um jogo de futebol, por exemplo, é um perfeito exercício de etnicidade espontânea. O capital étnico só intervém quando confrontado com a alteridade. Só se é Costa do Sol na relação, por exemplo, com o Maxaquene. Não se é, portanto, Costa do Sol em si, fora de um percurso histórico, fora de uma relação, de uma confrontação, de uma competição. Se a alteridade deixasse de existir não faria sentido ser Costa do Sol, Maxaquene ou União Desportiva do Songo.

26 setembro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [37]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Observei no número anterior que uma parte significativa do nosso ensino assenta na recusa do que Paulo Freire chamou pedagogia da autonomia. E acrescento agora: na verdade, o mais difícil na educação está, justamente, em criar essa pedagogia, em descolonizar os alunos [para recordar o título de um livro de Gérard Mendel] para os levar pelas estradas da consciência crítica, para os tornar livres dos aguilhões que os formataram e formatam. [fotos reproduzidas com a devida vénia daqui]

25 setembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1237 de 22/09/2017, aqui.

24 setembro 2017

Espíritos modernos

Numa das províncias onde estive em 1997 um régulo presenteou-me com uma cerimónia de invocação de espíritos destinada ao mesmo tempo a informá-los da minha presença e a dar-me boa sorte na vida. A invocação foi feita com pombe, cerveja da Namíbia em lata, coca-cola, três bolachas Maria e um cigarro SG. Espíritos modernos e sincréticos, estes.

Prazo termina a 01 de Novembro

No portal da Escolar Editora aqui. Clique na imagem com o lado esquerdo do rato para a ampliar.

23 setembro 2017

Uma coluna de humor

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1237, de 22/09/2017, disponível na íntegra aqui.

22 setembro 2017