22 agosto 2013

Medida moçambicanizável?

Culto da personalidade

Ensino e relações sociais

O grande problema

O discurso da identidade nacional (11)

Décimo primeiro número da série, prosseguindo no segundo ponto do sumário proposto aqui, a saber: 2. O acento tónico africano. Deixei no número anterior a seguinte pergunta: O que é acento tónico africano? Não deveria tão vaga questão ser substituída por uma outra mais precisa, por exemplo com a seguinte formulação: qual o acento tónico africano do ponto de vista das elites dirigentes? Creio que a segunda formulação é a mais adequada. E esta formulação tem um cunho vincadamente político. Se não se importam, prossigo mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)

Ritos de iniciação

21 agosto 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (14); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Qualidade do ensino moçambicano

Definição e produção de heróis

20 agosto 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (14); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38)

"(...) a nossa preocupação no que se refere aos moçambicanos na África do Sul tem a ver com a extrema violência com eles tem sido tratados quando cometem crimes. Isto aconteceu agora, foi um caso excepcional, admitamos, mas também temos tido conhecimento de que os caçadores furtivos normalmente são mortos." - ministro Oldemiro Baloi
Trigésimo oitavo número da série, com o objectivo de mostrar que à retaguarda do assassinato de um taxista moçambicano existem uma história, um sistema e um processo de estereotipagem. Termino o nono número do sumário proposto aqui, a saber: 9. A teoria do aguilhão. No número anterior, dei-vos conta da teoria da impulsão e do aguilhão de Elias Canneti. O que pretendi mostrar? Pretendi e pretendo mostrar que o apartheid não é um fenómeno que tivesse terminado no dia em que formalmente se pensou que terminou. Os sistemas não terminam rapidamente, podem levar muito tempo a desaparecer, podem subsistir por muito tempo. O sistema ficou em muitos sul-africanos, mesmo naqueles que o sofreram, que por ele foram humilhados. O sistema significa, entre outras coisas, o aguilhão da brutalidade, revela-se por exemplo na polícia, nos métodos usados, revela-se, enfim, no assassinato do taxista moçambicano. O aguilhão não tem raça. Permitam-me continuar mais tarde.
(continua)
Adenda: o vídeo a seguir contém imagens chocantes, aqui.
Adenda 2 às 7:34 de 05/03/2013: ouvidos ontem pela estação televisiva STV, camionistas moçambicanos que escalam a África do Sul queixaram-se de constantes maus tratos por parte da polícia sul-africana. Eles não gostam dos Moçambicanos - eis o resumo das intervenções.
Adenda 3 às 00:54 de 11/03/2013: este acontecimento trágico é propício não só ao sensacionalismo baixo-preço de certa imprensa, das redes sociais e dos blogues do copia/cola, como, também - estudem as televisões locais -, aos jogos políticos em geral e a certos jogos eleitoralistas em particular.
Adenda 4 às 00:51 de 22/03/2013: um trabalho no Sowetan (obrigado ao FL pelo envio da referência), com o título abaixo:

Estereótipo

Racismo epistemológico

19 agosto 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (14); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Baixou nossa classificação no S&P

A nossa classificação económica desceu de B+ para negativo desde 16 do corrente mês, na avaliação do Standard & Poor (S&P), devido ao défice da conta corrente. Aquiaqui.

Luta política: a Pasárgada da Renamo (13)

Décimo terceiro número da série, sempre trabalhando com hipóteses. Entro agora no segundo ponto de um sumário proposto aqui. 2. Privatização do diálogo políticoApós ter abordado o que chamei polifonia da guerrilha e o boicote eleitoral, chegou agora a altura de escrever um pouco sobre a privatização do diálogo político. Na verdade, a exigência da Renamo é apenas uma: a de obter acordos privados ou com a Frelimo ou, como sustenta, com o "governo da Frelimo". O que significa acordos privados? Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)

A cova não está em Muxúnguè (23)

Vigésimo terceiro número da série, tendo como guia a Paz de Aristófanes, referida nesta série aqui e aqui, com base neste sumário. Prossigo no segundo número: 2. Um pouco da história das géneses, entrando no primeiro fenómeno dos quatro considerados aqui. 2.1. O peso da novidade política. O que pretendo dizer com esta expressão? Pretendo dizer que as páginas da história do nosso país a partir da independência nacional a 25 de Junho de 1975 foram escritas sob um registo político novo: o do ensaio de relações sociais diferentes. Com a vossa permissão, prossigo mais tarde.
(continua)

Uma análise

Sistema

A crise não é a dos alimentos em si, não é a do trigo mais caro em si, não é a dos preços em si, não é de coisas e de pessoas em si, não é a da crista das revoltas em si: é a crise global e estrutural de um sistema (...).

18 agosto 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (13); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

CNE anula deliberação da CEQ

"A Comissão Nacional de Eleições (CNE) anulou no dia 14 deste mês a deliberação da Comissão de Eleições de Quelimane, que obrigava à retirada, num prazo de 24 horas, de dísticos ostentando a imagem do edil Manuel de Araújo, colocados em algumas artérias daquela urbe durante a visita do presidente Armando Guebuza. (...) Segundo o porta-voz da CNE, este órgão de fiscalização eleitoral analisou o recurso do Município de Quelimane e decidiu anular a deliberação porque entendeu que aqueles dísticos não tinham como objectivo promover uma campanha eleitoral, mas apenas saudar a visita do Presidente da República à província da Zambézia e, em particular, à cidade de Quelimane." (in Boletim sobre o processo político em Moçambique, Número EA 31 - 8 de Agosto de 2013)

"G20" e patrulheiros da dignidade humana

Continuam alarmados muitos habitantes da Matola e de Maputo com o "G20".
Oficialmente, já vários gestores do Estado afirmaram que o "G20" é uma ficção, que não existe. O que unicamente existe - asseveram - é a agitação popular, há, até, quem já avance com a tese de uma agitação intencionalmente provocada por uma mão externa de maneira a formar-se uma frente popular antiestatal, agora que nos aproximamos das eleições.
Do lado popular, mas também em jornais e em redes sociais, o "G20" aparece como uma verdade insofismável, sólida, como um dado assente. Esse tenebroso "G20" assalta, viola, rouba e engoma. Negar isto é negar a realidade do sofrimento do povo, negar o ferro de engomar é negar a punição sofrida - asseguram os defensores da realidade do grupo malfeitor.
Em qual dos lados está, então, o nariz do Pinóquio?
Na realidade, o "G20" existe. A questão central é saber de que maneira existe, é aprender as suas regras, a sua gramática simbólica. Não importa se esse "G20" tem 20, 10 ou 30 números. O que importa é que o "G20" é uma fórmula, um abre-te sésamo económico que dá passagem, disciplina, organiza, orienta e torna racional a inquietação popular, produto de múltiplas carências e violações, de inúmeras esperanças, de muitos dias esfarrapados, de um futuro denso de expectativa e angústia, lá nos bairros periurbanos da Matola e de Maputo.
Não estão povos e fóruns mundiais protestando contra o "G20" dos ministros das finanças e dos chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia? Protestando contra o desemprego, a precariedade social, desconfiando cada vez mais das instituições, exigindo um futuro decente?
Então, como se através de um inconsciente social finalmente libertado das grilhetas em baixo para chegar à consciência colectiva em cima, os habitantes dos bairros periurbanos da Matola e de Maputo, neste Moçambique encostado ao Índico, são, afinal, eles também, um pequeno espaço no protesto mundial contra as actuais condições de vida, contra a violação da sua verticalidade, contra o "engomamento" da sua cultura e das suas esperanças, contra o "G20" local.
Por isso, ciosos, exigentes, os habitantes da Matola e de Maputo patrulham não os bairros em si, mas a dignidade humana por inteiro.

Os ninguém (Eduardo Galeano)

17 agosto 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (13); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)

Por quê "G20" no imaginário popular da Matola e de Maputo?

Por trás da desordem um veemente apelo à ordem

Extracto do texto "Ferro de engomar: fusível social":
O eclipse [do social e do cultural] corresponde à percepção popular de haver uma crise. O ferro de engomar é a expressão, o símbolo da crise, a tradução fiel e dolorosa do assalto, do roubo, da violação, da punição absoluta, do agravamento insuportável das já precárias condições de vida.
No seu sentido médico original, a crise é uma perturbação que permite um diagnóstico. Transposto para o mundo social, o conceito tem dois níveis:
1.Revelador significante de realidades latentes ou subterrâneas;
2.Revelador significante de conflito.
Uma crise não só revela quanto desencadeia uma problematização. Esta problematização, por efeito e contra-efeito (inquietação ou angústia), põe em marcha um processo, frequentemente mitológico, de racionalização, digamos que de domesticação do desconhecido, destinado a colmatar a brecha e a inquietação sociais surgidas com a subversão do habitual. Nesse processo sinuoso, com uma fase terminal paroxística, a busca de culpados, de bodes expiatórios, joga um papel fundamental e trágico.
O ferro de engomar assume, então, o papel de um novo chupa-sangue, o símbolo que queima e extrai a vida dos pobres dos bairros periurbanos de Matola e Maputo.
Assumindo esse papel, o ferro de engomar é, ao mesmo tempo, uma crítica popular múltipla ao Estado considerado ausente e uma apelo à sua presença através da polícia e do provimento de serviços sociais essenciais.
Por trás da desordem, há um veemente apelo à ordem.
O ferro de engomar é o símbolo dessa dialéctica.
(Confira o texto integral do trabalho na edição 1023 do semanário "Savana" de 16/08/2013, aqui.)

No "Sol" 363 de 16/08/2013, p. 26

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A coruja anuncia o bem-estar na civilização

Ranking Xangai: só quatro universidades africanas entre as 500 melhores do mundo

Apenas quatro universidades africanas (três sul-africanas e uma egípcia) figuram entre as 500 melhores universidades do mundo, fazendo fé no ranking mundial das universidades de Xangai, anteontem dado a conhecer e no qual as universidades americanas ocupam um lugar cimeiro impressionante. Aqui. (os círculos vermelhos são da minha autoria, CS)

16 agosto 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (13); Alice no País da Sociedade Civil (7); A cova não está em Muxúnguè (23); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (38); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (11); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)