08 agosto 2015

Aforismando

Quanto mais te biografas menos pensas nos outros.

Jornada de trabalho na marginal de Maputo

Uma coleção mundial que cresce

Confira aqui e aqui

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1126, de 07/08/2015, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

07 agosto 2015

Problema

Consigo entrar e escrever na plataforma do blogger, mas há muitas horas que só esporadicamente consigo acessar o meu blogue. Creio que é um problema comum aos blogues daquela plataforma.
Adenda às 19:22: descobri que o problema apenas acontece com o meu provedor de net.
Adenda 2 às 19:46: parece que o problema deixou de existir.

Já à venda em Maputo

Chegaram a Maputo e estão já à venda nas livrarias da "Escolar Editora" quatro novos livros da coleção "Cadernos de Ciências Sociais", com as capas e contracapas abaixo. Haverá proximamente - em data a indicar - um lançamento formal.
Entretanto, recorde abaixo as capas dos dez primeiros números:
Amplie as imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato.

06 agosto 2015

Curto-circuito da razão na Escola Secundária de Nampula [5]

Quinto número da série. Escrevi no número anterior que é sensato defender que a realização das provas trimestrais criou em centenas de estudantes as condições de tensão e de ansiedade propícias aos curtos-circuitos de sugestão e de credulidade colectivas. Foi nesse clima de tensão e de ansiedade que actuou a possibilidade de uma explosão, de um mal terrível, de uma fractura dramática na normalidade do dia-a-dia. Alguém viu a explosão? Pelo menos um estudante disse tê-la visto. Mais alguém? Não. Mas de repente o mundo da escola entrou em colapso.

Xenofobia e shangaanfobia: história e estereótipos na África do Sul e em Moçambique [26]

"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem. " [Bertolt Brecht]
Vigésimo sexto número da série. Entro no sétimo ponto do sumário proposto aqui, a saber: 7. O que distingue a África do Sul de Moçambique?. Eis uma pergunta fundamental no estudo da xenofobia. Para a resposta importa considerar alguns fenómenos.
Sugestão: leia um trabalho de Xolela Mangcu, no Rand Daily Mail, aqui e uma intervenção de Graça Machel, aqui.

05 agosto 2015

17.º número da colecção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora"

Entrego à editora no dia 17 de Setembro, quinta-feira, às 08 horas locais, o 17.º número da colecção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", intitulado "O que é sociologia?", com autoria de Vicente Paulino de Timor-Leste, Paulo de Carvalho de Angola e Ricardo Arruda do Brasil, fotos abaixo. Recorde a coleção aqui.

A tragédia dos linchamentos

“Se forem a ver, este local é uma zona de expansão. A Beira está a crescer e é um desafio da polícia acompanhar o surgimento de novos aglomerados populacionais. Vamos redobrar esforços de intervenção, para devolver a tranquilidade, porque as pessoas estão inseguras. Por isso encontram respostas nestas práticas [...]”, disse António Pelembe, comandante provincial da polícia - "Diário de Moçambique" digital, a conferir aqui.

Segunda edição no prelo com 477 páginas

Com a chancela da Imprensa Universitária da Universidade Eduardo Mondlane, estará brevemente disponível no mercado a segunda edição do livro com a capa e a contracapa em epígrafe, o qual, na primeira edição, foi publicado em dois volumes, saídos em 2008 e 2009.

No prelo

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Partes constitutivas

A politização da alteridade, a diabolização do outro, são partes constitutivas da forma como construímos a visibilidade de quem amamos ou odiamos.

O que provocou a tragédia de Chitima?

Continua sem haver qualquer posição oficial sobre a (s) (causa (s) das mortes de dezenas de pessoas ocorridas em Janeiro deste ano em Chitima, distrito de Cabora Bassa, província de Tete, tragédia que levou o Estado a decretar luto nacional de três dias, mas tragédia, também, que levou à crença e ao boato de que as mortes foram provocadas pelo consumo de bílis de crocodilo (no academia.edu aqui e neste diário aqui).

04 agosto 2015

A cana de pesca do pescador humilde

Linguagem nefelibata

Fascinante como a linguagem deliberadamente nefelibata é usada para esconder ou adulterar problemas sociais, em jornais, em redes sociais e em meio académico.

Oligopólio bancário

"O mundo, a política, a democracia e as finanças são dominados por uma hidra mundial consistindo de 28 grandes bancos internacionais cujas políticas definem o rumo não só de financiamento, mas também das democracias parlamentares. Este argumento é implacável e rigorosamente demonstrado pelo economista francês François Morin [...]." Aqui.

03 agosto 2015

A memória é um desporto de combate

Segundo o presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, citado pela "RTP/Notícias", o povo criou a Renamo porque foi traído pela Frelimo. Aqui. Comece a folhear a história através de um  artigo de opinião publicado em 1987 aqui, depois prossiga aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Observação: o título desta postagem constitui uma variação de uma frase do falecido sociólogo francês Pierre Bourdieu, a saber: a sociologia é um desporto de combate. Uma outra formulação poderia ser esta: quando a memória é um campo de batalha.

Curto-circuito da razão na Escola Secundária de Nampula [4]

Quarto número da série. Propus no número anterior três pontos em interactividade para explicar o pânico gerado na Escola Secundária de Nampula: 1. Tensão motivada pelas provas, 2. Sobreestimação colectivizada de um problema aparentemente eléctrico e 3. Pânico acentuado pela memória local e nacional de confrontos militares. Entro de imediato no primeiro ponto. Na verdade, é sensato defender que a realização das provas trimestrais criou em centenas de estudantes as condições de tensão e de ansiedade propícias aos curtos-circuitos de sugestão e de credulidade colectivas.

No "Savana" 1125 de 31/07/2015, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

Segundo o "Faísca"

Manchete do jornal "Faísca", edição 670, versão digital, editado no Niassa, com data de 01/08/2015.

02 agosto 2015

À busca de hidrocarbonetos em Moçambique

No "Macauhub": "A RN-Exploration e a Exxon Mobil Exploration and Production Mozambique Offshore Limited apresentaram uma proposta conjunta ao 5º concurso internacional para a concessão das áreas de pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique, noticiou a imprensa internacional." Aqui.

Curto-circuito da razão na Escola Secundária de Nampula [3]

Terceiro número da série. Continua a não saber-se com exactidão o que deu origem ao medo e à debandada descontrolada de centenas de estudantes da maior escola do ensino secundário do Norte do país, quando realizavam provas trimestrais. Curto-circuito, cheiro a queimado, explosão e rebentamento: eis termos fortes de algumas fontes de informação. Mas outras fontes ou referem unicamente o susto de um estudante alegando ter visto uma explosão [ao que se seguiu um rápido contágio colectivo] ou asseguram não ter obtido testemunhos sobre curto-circuito ou explosão. Quer isso dizer que não é possível avançar na análise? Não, é possível avançar com algumas hipóteses. Eis, nesse sentido, três pontos em interactividade:
1. Tensão motivada pelas provas
2. Sobreestimação colectivizada de um problema aparentemente eléctrico
3. Pânico acentuado pela memória local e nacional de confrontos militares.

01 agosto 2015

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1125, de 31/07/2015, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

Formais de fora, informais de dentro

No "Notícias" digital: "Nas lojas encontram-se maioritariamente comerciantes estrangeiros, com destaque para nigerianos, guineenses, serra-leoninos, etíopes, congoleses e quenianos, e do lado de fora, os nacionais, que se dedicam ao comércio informal." Aqui.