Com o título em epígrafe, um trabalho do economista queniano James Shikwati (regularmente citado neste diário) no The African Executive: "A juventude africana vive um dilema. Os jovens testemunham os seus líderes idosos a deter as vozes dissidentes sem o devido processo; a roubar o povo através da corrupção; a praticar a fraude eleitoral; a massacrar populações, mesmo com bombardeios como é o caso recente na Líbia. Alguém poderia pensar que os brinquedos e os jogos de brinquedo pertencem às crianças. Não em África; jovens assistem com desânimo à forma como os líderes brincam com os brinquedos - os últimos automóveis, motas e jatos executivos. Famintos e furiosos, os jovens ficam a olhar à beira da estrada como a água é espirrada sobre eles e as suas peles desenvolvem uma segunda camada de poeira enquanto os seus líderes zoom o passado." Para traduzir, aqui.
Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
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09 março 2011
17 fevereiro 2008
Pelo amor de Deus, párem de ajudar África!
DS - Parar? Os países industrializados do Ocidente querem eliminar a fome e a pobreza.
Shikwati - Essas intenções estão prejudicando nosso continente nos últimos 40 anos. Se os países industrializados realmente querem ajudar os africanos, deveriam finalmente cancelar essa terrível ajuda. Os países que receberam mais ajuda ao desenvolvimento também são os que estão em pior situação. Apesar dos bilhões que foram despejados na África, o continente continua pobre.
DS - O senhor tem uma explicação para esse paradoxo?
Shikwati - Burocracias enormes são financiadas (com o dinheiro da ajuda), a corrupção e a complacência são promovidas, os africanos aprendem a ser mendigos, e não independentes. Além disso, a ajuda ao desenvolvimento enfraquece os mercados locais em toda parte e mina o espírito empreendedor de que tanto precisamos. Por mais absurdo que possa parecer, a ajuda ao desenvolvimento é uma das causas dos problemas da África. Se o Ocidente cancelasse esses pagamentos, os africanos comuns nem sequer perceberiam. Somente os funcionários públicos seriam duramente atingidos. E é por isso que eles afirmam que o mundo pararia de girar sem essa ajuda ao desenvolvimento.
DS - Mesmo em um país como o Quênia pessoas morrem de fome todos os anos. Alguém precisa ajudá-las.
Shikwati - Mas são os próprios quenianos quem deveria ajudar essas pessoas. Quando há uma seca em uma região do Quênia, nossos políticos corruptos imediatamente pedem mais ajuda. O pedido chega ao Programa Mundial de Alimentação da ONU --que é uma agência maciça de "apparatchiks" que estão na situação absurda de, por um lado, dedicar-se à luta contra a fome, e por outro enfrentar o desemprego onde a fome é eliminada. É muito natural que eles aceitem de bom grado o pedido de mais ajuda. E não é raro que peçam um pouco mais de dinheiro do que o governo africano solicitou originalmente. Então eles enviam esse pedido a seu quartel-general, e em pouco tempo milhares de toneladas de milho são embarcadas para a África... "
26 janeiro 2011
China "hardware" em África (texto de Shikwati)
O economista queniano James Shikwati (imagem à esquerda) - várias vezes referido neste diário - analisa no The African Executive a presença chinesa em África em meio - afirma ele - à crise de liderança política e das instituições governamentais no continente. No último parágrafo do seu texto, escreveu o seguinte: "Duas potências têm os seus tentáculos lançados nas profundezas do continente africano: o Ocidente em "software" e a China in "hardware"." Sobre a situação dos 53 países africanos, confira igualmente, no mesmo portal, um texto de Ejike Opka, aqui. Para traduzir, aqui.
27 janeiro 2010
Haiti: párem de culpar as vítimas
Permitam-me sugerir-vos a leitura de um artigo do economista queniano James Shikwati (regularmente referido neste diário) com o título em epígrafe, aqui. Se desejam ler em português, usem este tradutor aqui.06 janeiro 2010
Os problemas de África

O The African Executive Magazine organiza regularmente inquéritos na internet para avaliar a qualidade da governação em África. Naquele que decorreu entre Julho e Setembro de 2009, editado pelo economista queniano James Shikwati (na imagem, anteriormente referido neste diário aqui e aqui), muitos participantes exprimiram vários pontos de vista, entre os quais o de que as lideranças africanas são responsáveis pela pobreza do continente, pilhando a sua economia directamente ou em conluio com agentes estrangeiros. A confeir o relatório na íntegra aqui. Clique com o lado esquerdo do rato sobre as imagens caso as queira ampliar. Para ler em português, use este tradutor aqui.
07 junho 2012
Captura do Estado
Os Quenianos precisam libertar o país da captura do Estado - título e tema provocantes num trabalho de James Shikwati (várias vezes citado neste diário), aqui.
08 abril 2009
Salvem África da cultura da quizumba
Leiam um trabalho com o título (traduzido por mim) em epígrafe, da autoria do economista queniano James Shikwati - na imagem, já uma vez referido neste diário aqui - e inserto no The African Executive de hoje. Aqui.Adenda: quizumba=hiena.
31 janeiro 2009
Dambisa Moyo: cortar ajuda a África...

Chama-se Dambisa Moyo e tem um livro (Dead Aid) com uma tese politicamente incorrecta: é preciso cortar a ajuda a África. A ajuda apenas piora a vida dos Africanos, ainda que favoreça as élites governantes. Leia aqui o resumo da tese dessa economista zambiana - educada em Harvard e Oxford - e um comentário crítico de Paul Collier.
10 agosto 2012
Sobre a pobreza
A pobreza na África Subsariana é um fenómeno provocado pelo homem impulsionado por políticas internas distorcidas e sistemas internacionais de comércio. Um trabalho de James Shikwati aqui.
16 fevereiro 2011
Convulsões políticas: África subsariana escapará?
Muitas das elites reinantes nos países africanos encontram-se desconectadas dos seus súbditos. A liderança é muito semelhante à do pai ou da mãe ausente que se transformou obtida a independência nacional. Tunisinos e egípcios disseram: "Não! Onde você esteve este tempo todo?" - com o título em epígrafe, um trabalho no The African Executive da autoria do economista queniano James Shikwati, aqui. Para traduzir, aqui.
03 dezembro 2008
Noé e a ajuda
"O fim da ajuda é a melhor ajuda a África" - defende o engº Noé Nhantumbo, lá por terras da cidade da Beira. Leia o seu argumento aqui.Adenda às 11:28: já agora, leiam ou recordem uma entrevista dada em 2005 ao The Spiegel por James Shikwati, economista queniano, a propósito do assistencialismo ao continente africano.
16 setembro 2011
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