Sonhadores, os sociólogos sempre procuraram duas coisas: as leis do social e a reforma das sociedades. Cá por mim busco bem pouco: tirar a casca dos fenómenos e tentar perceber a alma dos gomos sociais sem esquecer que o mais difícil é compreender a casca. Aqui encontrareis um pouco de tudo: sociologia (em especial uma sociologia de intervenção rápida), filosofia, dia-a-dia, profundidade, superficialidade, ironia, poesia, fragilidade, força, mito, desnudamento de mitos, emoção e razão.
07 setembro 2013
No "Savana" 1026 de 06/09/2013, p.19
Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do semanário "Savana" sempre com 148 palavras na página 18. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: uma pequena gralha, o número do texto devia ser 340 e não 338. Também está no Academia.edu, aqui.06 setembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (15); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.
Bicho-papão "nigeriano"
Recorde a história no subponto 6.6: "O rumor do bicho-papão-”nigeriano” de mulheres é, na verdade, um comboio com muitas carruagens."
05 setembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (15); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.
Índice de Progresso Social 2013
Confira a posição de Moçambique no Índice de Progresso Social 2013 aqui e como país aqui. O Índice tem três indicadores: necessidades humanas básicas (água potável, moradia, saneamento básico, etc), fundamentos de bem-estar (acesso à informação, saúde e bem-estar, conhecimento básico) e oportunidades (liberdade individual, acesso à educação superior, direitos, etc).
04 setembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (15); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.
03 setembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (15); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.
Diverso material
Há 76 postagens (várias delas são textos integrais de séries publicadas aqui no diário), três crónicas e diverso outro material, consultáveis aqui.
Luta política: a Pasárgada da Renamo (14)
"A minha pasárgada é uma casinha encrustada em cima de uma serra, donde se avista um belíssimo horizonte." (Manuel Bandeira)
Décimo quarto número da série, sempre trabalhando com hipóteses. Permaneço no segundo ponto de um sumário proposto aqui. 2. Privatização do diálogo político. Escrevi no número anterior que a exigência da Renamo é apenas uma: a de obter acordos privados ou com a Frelimo ou, como sustenta, com o "governo da Frelimo". O que significa acordos privados? Na óptica de Renamo significa que qualquer futuro político do país só pode passar pelo entendimento multisectorial entre a Frelimo e a Renamo a propósito do espírito reacordado de Roma, apenas entre eles, entendimento que produza uma linha de actuação uniforme que, depois, oficialmente aceite pela Frelimo, seja com facilidade aprovada a nível parlamentar, lá onde este último partido tem a maioria absoluta de assentos. A exigência da Renamo de observadores externos nas negociações não invalida a exigência de um acordo privado a dois. Mas em que se baseia a Renamo para jogar nesse campo político, que trunfo está a colocar na mesa? Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Negócios em Moçambique
As mais recentes notícias do mundo dos negócios em Moçambique través de cabeçalhos do Africa Intelligence, aqui.
02 setembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (14); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.
Bairro da Incógnita
Responder é bem mais complicado do que perguntar. Tentem, por exemplo, responder às seguintes três perguntas:
1. Nascidos no mesmo bairro, suponhamos que se chama Bairro da Incógnita, o mercador de escravos e o escravo contam a mesma história?
2. O que é, para cada um deles, contar a história do ponto de vista do Bairro da Incógnita?
3. O que é, para cada um deles, Bairro da Incógnita?
1. Nascidos no mesmo bairro, suponhamos que se chama Bairro da Incógnita, o mercador de escravos e o escravo contam a mesma história?
2. O que é, para cada um deles, contar a história do ponto de vista do Bairro da Incógnita?
3. O que é, para cada um deles, Bairro da Incógnita?
01 setembro 2013
Postagens na forja
* Séries pessoais: Da purificação das fileiras à purificação das ideias (4); Luta política: a Pasárgada da Renamo (14); A cova não está em Muxúnguè (24); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (39); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (7); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (13); Sobre o 15 de Novembro (19); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (12); Como suster os linchamentos? (17); O que é um intelectual? (14); Democracia formal e prescrição hipnótica (9); A carne dos outros (23); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Modos de navegação social (22); Ditos (66); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (102)
Nota: a pouco e pouco tentarei abandonar a modalidade das séries, combinando textos/cabeçalhos curtos aqui e textos longos aqui, método que já comecei a ensaiar.
Satirizando num jornal do Niassa
Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato. Em Yaawo, kucela significa amanhecer.
Alice no País da Sociedade Civil (7)
Sétimo e último número da série. Escrevi, já, que a Alice do País das Maravilhas de Lewis Carroll também visitou o País da Sociedade Civil em Moçambique e que chegou a uma dupla conclusão, a saber: 1. Trata-se de uma expressão precisa na sua imprecisão, 2. É uma expressão politicamente útil. O que significa isso? Após ter escrito sobre o primeiro caso no número anterior, passo agora ao segundo. Se toda a gente é suposta habitar essa enorme Arca de Noé - funcionários do Estado, todos os grupos sociais, todas as classes, todas as nacionalidades, não importa quem nem que grupo -, então estamos face a uma enorme entidade líquida que apaga, que falsifica a conflitualidade social, uma entidade amorfa, enorme, que, em sua imprecisão politicamente útil aos mentores do neoliberalismo, conforta o sistema e homologa as relações sociais vigentes. Na verdade, a sua matriz teórica habita intimamente o corpo preceitual do neoliberalismo: trata-se de evacuar ou de reduzir o Estado do papel de guardião social, de avalizar a privatização do social e de expandir as virtudes e as práticas do mercado "livre" e competitivo, na senda de uma sociedade formada por homens e mulheres supostamente "livres", finalmente emancipados do Leviatão.
(fim)
Adenda: sobre a tão magnética e acrítica expressão que é a sociedade civil, confira várias entradas neste portal aqui.
Os 40 mais ricos de África
Os 40 mais ricos de África segundo a Forbes (com uma única mulher, a angolana Isabel dos Santos, filha do presidente Eduardo dos Santos, em 31.º lugar), aqui.
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