A apresentar mensagens correspondentes à consulta boatos ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta boatos ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

03 abril 2017

Atenção aos boatos

Tomem atenção às fontes, a certos jornais, a certas páginas das redes sociais digitais, a certos blogues, ao diz-que-diz, aos boatos intencionalmente provocados. O que é um boato? Eis uma definição: "Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6) [Fungulamaso=Abre o olho, fica atento]
Adenda às 08:48Somos crédulos, porosos ao diz-que-diz ad populum, às verdades de oitiva, às petições de princípio, ao non sequitur, às falácias com argumentos capciosos, ao estabelecimento de imputações, de associações e de generalizações erradas. Vivemos uma época política propícia aos boatos. Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores.

23 outubro 2016

Boatos

Aqui e acolá, tirando partido da inquietação e como que da componente subliminar das pessoas, surgem relatos de hecatombes bélicas, irrompem descrições de fenómenos objectivamente fabricadas para causar inquietação e pânico, reportagens com fontes havidas por credíveis dando conta de dezenas de mortos e de feridos em combate, recurso a fontes que só têm um lado emissor, saladas informativas ruidosas juntando dados prepositadamente fora do contexto, proliferação de arautos da tragédia sem fim multiplicando sem pausa, por mil caminhos, textos castrenses, etc. Vivemos uma época política propícia aos boatos. Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores, com especial incidência em certos blogues e em páginas das redes sociais digitais ostensivamente criadas para gerar pânico e terror. A incerteza e a angústia são alimentadas e ampliadas pela ausência de informação oficial atempada e regular.

24 março 2016

Atenção aos ciberboatos

Vivemos - e iremos viver mais intensamente - certas turbulências políticas, em Moçambique e no mundo. Nas turbulências políticas surgem boatos, expressos das mais variadas maneiras e pelos mais variados canais. Há boatos espontâneos e boatos intencional e politicamente criados. Estes últimos visam causar indecisão, desorientação, pânico e hostilidade. Prestem especial atenção aos ciberboatos oriundos de ciberfontes havidas por confiáveis mas que mais não são do que exercícios panfletários de guerrilha cibernética, boatos fantásticos do género "O Oceano Índico foi hoje roubado" ou "100 autocarros da empresa Avança Depressa carregados de militares foram ontem emboscados e metralhados na região de Toma Cuidado, tendo sido mortos os seus cinco mil ocupantes" ou "O mais famoso terrorista da Antártida esteve em Inhambane uma semana a comer camarões", ciberboatos de imediato replicados pelos blogues do copia/cola/mexerica. Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).

06 maio 2014

Atenção aos boatos

Vivemos - e iremos viver mais intensamente - certas turbulências políticas, neste ano de indecisões e de eleições gerais. Nas turbulências políticas surgem boatos, expressos das mais variadas maneiras e pelos mais variados canais. Há boatos espontâneos e boatos intencionalmente criados. Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).

04 novembro 2016

Fungulamaso aos ciberboatos

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
Vivemos - e iremos viver mais intensamente - certas turbulências políticas, em Moçambique e no mundo. Nas turbulências políticas surgem boatos, expressos das mais variadas maneiras e pelos mais variados canais. Há boatos espontâneos e boatos intencional e politicamente criados. Estes últimos visam objectivamente causar indecisão, desorientação, pânico e hostilidade. Prestem especial atenção aos ciberboatos oriundos de ciberfontes havidas por confiáveis mas que mais não são do que exercícios panfletários de guerrilha cibernética, boatos fantásticos do género "O Oceano Índico foi hoje roubado" ou "100 autocarros da empresa Avança Depressa carregados de militares foram ontem emboscados e metralhados na região de Toma Cuidado, tendo sido mortos os seus cinco mil ocupantes" ou "Acabou a gasolina no país", ciberboatos de imediato replicados pelos blogues do copia/cola/mexerica. Fungulamaso [abre o olho, está atenta/o].

08 fevereiro 2016

Época propícia aos boatos

Aqui e acolá, tirando partido da inquietação e como que da componente subliminar das pessoas, surgem relatos de hecatombes bélicas, irrompem descrições de fenómenos objectivamente fabricadas para causar inquietação e pânico, reportagens com fontes havidas por credíveis dando conta de dezenas de mortos e de feridos em combate, recurso a fontes que só têm um lado emissor, saladas informativas ruidosas juntando dados prepositadamente fora do contexto, proliferaçãp de arautos da tragédia sem fim multiplicando sem pausa, por mil caminhos, textos castrenses, etc. Vivemos uma época política propícia aos boatos. Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores, com especial incidência em certos blogues e em páginas das redes sociais digitais ostensivamente criadas para gerar pânico e terror. A incerteza e a angústia são alimentadas e ampliadas pela ausência de informação oficial atempada e regular.

02 novembro 2015

Notícias de viés e boatos

O que é uma lenda ou um boato? Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd, p.6).
Aqui e acolá, tirando partido da inquietação e como que da componente subliminar das pessoas, surgem relatos de hecatombes bélicas, irrompem descrições de fenómenos objectivamente fabricadas para causar inquietação e pânico, reportagens com fontes havidas por credíveis dando conta de dezenas de mortos e de feridos em combate [leia por exemplo aqui]*recurso a fontes que só têm um lado emissor, saladas informativas ruidosas juntando dados prepositadamente fora do contexto, proliferaçãp de arautos da tragédia sem fim multiplicando sem pausa, por mil caminhos, textos castrenses, etc.
Vivemos uma época política propícia aos boatos. Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores.
A incerteza e a angústia são alimentadas e ampliadas pela ausência de informação oficial atempada e regular.
_________________
* Repare-se no título da fonte: em lugar de exército governamental, escreveu-se "Frelimo". Compare com o título desta fonte aqui. Finalmente, repare como a notícia que se segue é produzida, com recursos a certos dados [incluindo uma foto] não confirmados, aqui.

26 outubro 2016

Fungulamaso/Não desligue a dúvida metódica

Há dias, o autor de um blogue do género copia/cola/mexerica divulgou com grande alarido um texto escrito por alguém com pseudónimo, com o título da imagem abaixo. A ideia a passar era de que a Frelimo programara um atentado para matar os mediadores do diálogo político em curso no país [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].
Entretanto, com data de ontem, o "Magazine Independente" publicou um desmentido do chefe dos mediadores internacionais, Mario Rafaeli, reproduzido logo abaixo, fonte aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]
O que é uma lenda ou um boato? Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd, p.6).
Aqui e acolá, tirando partido da inquietação e como que da componente subliminar das pessoas, surgem relatos de hecatombes bélicas, irrompem descrições de fenómenos objectivamente fabricadas para causar inquietação e pânico, reportagens com fontes havidas por credíveis dando conta de dezenas de mortos e de feridos em combate, recurso a fontes que só têm um lado emissor, saladas informativas ruidosas juntando dados prepositadamente fora do contexto, proliferação de arautos da tragédia sem fim multiplicando sem pausa, por mil caminhos, textos castrenses, etc. 
Somos crédulos, porosos ao diz-que-diz ad populum, às verdades de oitiva, às petições de princípio, ao non sequitur, às falácias com argumentos capciosos, ao estabelecimento de imputações, de associações e de generalizações erradas.
Vivemos uma época política propícia aos boatos. Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores.
Fungulamaso [=abra o olho, esteja atento] perante a pistolagem cibernética.

09 junho 2015

Fungulamaso em relação aos boatos

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6)
Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso, regra geral de natureza política, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores. Portanto, fungulamaso=está atento=abre o olho.

07 novembro 2016

Fungulamaso aos boatos!

Confira neste portal aqui. [clique sobre a imagem com o lado esquerdo do rato para a ampliar]
Adenda: os boatos sucedem-se no país, especialmente os boatos intencionalmente criados. Fungulamaso [=abre o olho, está atenta/o]

27 abril 2016

Atenção à guerrilha cibernética

Vivemos - e iremos viver mais intensamente - certas turbulências políticas, em Moçambique e no mundo. Nas turbulências políticas surgem boatos, expressos das mais variadas maneiras e pelos mais variados canais. Há boatos espontâneos e boatos intencional e politicamente criados. Estes últimos visam causar indecisão, desorientação, pânico e hostilidade. Prestem especial atenção aos ciberboatos oriundos de ciberfontes havidas por confiáveis mas que mais não são do que exercícios panfletários de guerrilha cibernética agindo sob anonimato, especialmente ao nível das redes sociais digitais.

02 junho 2009

Atenção aos boatos


Creio devermos estar atentos aos boatos, a dois tipos de boatos que poderão surgir: os políticos (intencionalmente produzidos e disseminados) e os espontaneos, podendo estes decorrer daqueles. Estamos cada vez mais próximos do período eleitoral...Cartoon reproduzido daqui.

06 janeiro 2014

Não às evidências primeiras

Se alguém nos diz que viu um leão na cidade de Maputo, a nossa atitude não deve ser de aceitar isso só porque alguém diz ter visto o leão (uma, duas, três pessoas, uma multidão a dizê-lo), devemos esforçar-nos para saber se isso efectivamente aconteceu, analisando fontes, tipo de fontes, credibilidade do (s) informador (s), frequência do fenómeno, etc. Desconfiemos dos consensos de fácil digestão e façamos do não às evidências primeiras o princípio para chegarmos ao sim da pesquisa e da credibilidade processual.
Adenda às 08:32: um texto exemplar que começa assim: "O líder comunitário do povoado de Manhique, no Posto Administrativo de Pembe, no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, disse em público que andavam na zona “homens armados da Renamo” e, consequentemente, os residentes locais entraram em pânico e começaram a abandonar as suas casas em debandada. A Reportagem do CanalMoz foi ao local e constatou que ninguém viu de facto os tais “homens armados da Renamo”. A nossa reportagem nem viu militares ou agentes da FIR a patrulharem a região. Nem em Pembe, nem nas zonas circunvizinhas de Pembe, nem no trajecto, alguém nos disse que viu os tais homens armados." Aqui.
Adenda 2 às 08:35: tenho, com frequência, procurado analisar neste diário a estrutura dos boatos. Por agora, fica aqui um extracto que uso frequentemente: "Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6).
Adenda 3 às 08:38: recorde a minha postagem de ontem intitulada "Ninguém os viu mas é como se os tivessem visto", aqui.
Adenda 4 às 08:45: boatos não irradiam apenas lá onde nascem, mas também na net, especialmente através dos blogues parasitas e ávidos de sensacionalismo, os blogues do copia/cola/mexerica. Tenho insistido muito neste fenómeno e continuarei a fazê-lo.
Adenda 5 às 19:34: a polícia diz que não corresponde à verdade a presença de homens armados da Renamo em Homoíne, província de Inhambane. Um porta-voz da polícia diz que pode tratar-se de um boato gerado a partir de acções de ladrões de gado - "Rádio Moçambique" no noticiário as 19:30.

28 novembro 2013

O boato do tira-camisa e a síndrome de Muxúnguè (1)

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6)
Se não se importam, prossigo mais tarde, com a proposta de um sumário enquadrador.
(continua)
Adenda às 04:35: leia esta descrição sobre o "recrutamento relâmpago e forçado" aqui.
Adenda 2 às 04:43: os vorazes e acríticos blogues do copia/cola/mexerica continuam viralmente a dar corpo ao boato e os seus proprietários a "ver" recrutamento forçado por todo o lado. Este também é um fenómeno interessante. Nas redes sociais o boato continua igualmente activo. Por outras palavras: digitalmente o boato (hoax) prossegue, um ponto que reabordarei no sumário.
Adenda 3 às 04:50: um canal informativo colocou a palavra boato entre aspas, aqui.
Adenda 4 às 05.20“Trata-se de um boato visando desacreditar o cumprimento deste dever sagrado para com a pátria pelo jovem” - segundo o "Notícias" digital de hoje, posição do director dos Recursos Humanos no Ministério da Defesa Nacional, Edgar Cossa, confira aqui. A teoria conspiratória será um dos pontos do sumário acima referido.
Adenda 5 às 05:24: exemplo de uma notícia cujo autor teve o bom senso de não naufragar viralmente no boato, aqui.
Adenda 6 às 05:42: constitutiva da estrutura do boato é, também, a dificuldade em aceitar que determinado fenómeno é um boato. Muitas pessoas depositam tão obstinada força na crença que se sentem frustradas e, até, irritadas e agressivas, caso tentemos convencê-las de que estão enganadas. Este é um ponto que está integrado no sumário orientador mais acima referido.
Adenda 7 às 06:17: "No primeiro minuto, três pessoas sabem do boato. Dentro de 11 minutos mais de um milhão de pessoas já saberiam do boato. Boatos se espalham muito mais rapidamente em redes como o Twitter, que parece mesmo ser uma rede de notícias. Porém redes como o Facebook espalham os boatos por se tratar de uma rede mais estruturada, com contatos mais próximos que o Twitter. A dica é provocar o início da conversa pelo Twitter e depois levá-la para o Facebook". Aqui.
Adenda 8 às 08:38: "desinformação", assim entende o "Notícias" digital de hoje, aqui.
Adenda 9 às 08:58: informe de um jornalista sedeado na Beira, a meu pedido: "Beira está mais calma. Os chapas voltaram a circular normalmente. As barricadas foram removidas, uma acção que envolveu a polícia e o conselho municipal. Os mercados estão povoados novamente. A polícia disse ontem que foram detidas 23 pessoas acusadas de vandalismo e vai-se pronunciar às 10 horas para o balanço".
Adenda 10 às 09:20: após violento espasmo social, o boato extinguiu-se.
Adenda 11 às 11:37: o enigmático "na sequência" de Henriques Viola, aqui.
Adenda 12 às 15:34: "No terreno, a nossa equipa de reportagem interpelou muitos jovens sobre o assunto, no entanto, ninguém conseguiu apresentar prova desta informação, limitanto-se apenas a afirmar que circulava informação de que muitos jovens estavam a ser recrutados para tropa." - no "O País" digital de hoje, aqui.
Adenda 13 às 19:34: o vice-ministro da Defesa Nacional, Agostinho Mondlane, disse hoje na Beira admitir que alguém tentou criar uma acção oportunística na cidade da Beira visando engendrar instabilidade e agitação. O ministro intregra uma comissão que está a investigar as causas da instabilidade social ocorrida na Beira e no Dondo - notícia na "Rádio Moçambique" no noticiário das 19:30.

30 outubro 2015

Atenção aos boatos

Vivemos em Moçambique um período de muita ansiedade e podemos vir a ter alguma turbulência social. Tomem atenção às fontes, a certos jornais, a certas páginas das redes sociais digitais, a certos blogues, ao diz-que-diz, aos boatos intencionalmente provocados. O que é um boato? Eis uma definição: "Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6) Fungulamaso, iué! [=Abre o olho, fica atento]

21 outubro 2013

Sobre boatos

Lenda urbana, boato ou rumor "é um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" - Jean-Bruno Renard (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd, p.6)
Quanto menos se souber de um determinado fenómeno, quanto mais demorar o esclarecimento, quanto mais contraditórias forem as informações sobre ele, mais rapidamente surgem e espalham-se os boatos.

01 junho 2009

29 outubro 2014

Situações delicadas

Ontem, o porta-voz da Renamo foi citado dizendo que a ideia de um governo de unidade nacional não era da Renamo, mas do Alto Comissariado do Canadá. Aqui. Ontem, também, o embaixador português em Moçambique lamentou que uma mensagem falsa e caluniosa distribuída por sms o tenha colocado, juntamente com os seus homólogos dos Estados Unidos e Itália, como instigador da violência da Renamo contra os resultados das eleições de 15 de Outubro. Aqui.
Observação: estamos perante duas situações muito delicadas, uma via dito público mencionando o Canadá e outra via sms mencionando os embaixadores de Portugal, Estados Unidos e Itália. Entretanto, ontem ainda, alertei para o risco de proliferação de boatos na internet. Aqui. A Comissão Nacional de Eleições deverá anunciar até amanhã os resultados finais das eleições e pode acontecer que até ao anúncio - e mesmo depois - venham a surgir mais boatos, seja por sms, seja através de blogues e páginas das redes sociais digitais, intencionalmente produzidos e distribuídos.
Adenda às 18:04: pela voz do jornalista Boaventura Mandlate, a "Rádio Moçambique" reportou no seu noticiário das 18 horas, citando fontes anónimas, que o embaixador do Estados Unidos em Maputo, Douglas Griffiths, encontrou-se com os presidentes da Renamo e do MDM, respectivamente Afonso Dhlakama e Daviz Simango, a quem aconselhou a não aceitarem os resultados eleitorais a divulgar amanhã e a desencadearem acções de protesto.
Adenda 2 às 18:08: a notícia transmitida pela "Rádio Moçambique" traz para a cena política nacional um conteúdo inquietante. Para já, uma pergunta: quem são as fontes anónimas?
Adenda 3 às 18:46: falta acrescentar que os jornalistas Emílio Manhique da "Rádio Moçambique" e Gustavo Mavie da "Agência de Informação de Moçambique" afirmaram à "Rádio Moçambique" no noticiário das 18 horas que receberam ameaças de morte via sms.
Adenda 4 às 18:51: até este momento, não há alguma reacção no portal da embaixada americana em Moçambique, aqui.
Adenda 5 às 19:48: até agora, não há notícia de Griffiths, Dhlakama e Simango terem sido ouvidos pela "Rádio Moçambique". O portal da emissora é, até este momento, omisso sobre a notícia da adenda 1.

14 setembro 2015

Fungulamaso perante mísseis ideológicos

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6)
Os boatos ganham terreno quando duas condições estão reunidas: incerteza e medo. Há dois tipos de boatos: os espontâneos e os intencionalmente provocados. Neste último caso - regra geral de natureza política -, podem assumir o papel de mísseis ideológicos devastadores, gerando uma atmosfera porosa de intimidação, medo e discrédito, histericamente ampliada pelos blogues do copia/cola/mexerica, pelos jornais e pelas agências noticiosas do frufru e por certas páginas das redes sociais digitais. Portanto, fungulamaso=abre o olho=está atento.