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Olá, sejam bem-vindas e bem-vindos a este espaço, diariamente renovado desde 2006.Sintam-se bem e regressem sempre. Índico abraço.
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03 Setembro 2014

Um livro sobre ex-combatentes da Renamo

Resumo de nove páginas aqui. O meu obrigado à Nikkie pelo envio da referência.

Sobre o cartaz de propaganda política

O cartaz de propaganda política tem a missão de persuadir e de fazer acreditar em alguém e/ou numa mensagem. Mal usado ou usado em excesso pode provocar a recusa e/ou o escárnio. Como em eleições anteriores, os partidos políticos têm legiões de distribuidores e de afixadores, uns colando, outros recolando por cima dos cartazes adversários ou em lugar dos rasgados. Acredita-se ingenuamente que quanto mais cartazes se colocam, mais eleitores fiéis haverá. O que não é verdade. Pode suceder o inverso: quanto mais cartazes menos eleitores.
Adenda: entretanto, confira várias peripécias do processo eleitoral em curso no nosso país, aqui.

Diferentes mais diferentes do que outros

O neoliberalismo e seus defensores amam colocar o acento não nas clivagens sociais verticais (que dizem terem passado de moda), mas nas diferenças horizontais. Tenha-se em conta o apego amoroso ao multiculturalismo, às especificidades nacionais, culturais, filosóficas e, até, raciais. Fazer porte público de respeito pelas diferenças confere respeitabilidade progressista. Se estiverem atentos à internet, encontrarão milhares de mensagens de respeito pelas diferenças. Mas as coisas são, afinal, bem mais complicadas. Por exemplo, como escreveu há muitos anos Simone de Beauvoir, ao esquema "simplista" de Marx, que opunha exploradores a explorados, "se substitui um desenho tão complexo que os opressores entre si diferem tanto quanto diferem dos oprimidos, a tal ponto que esta última distinção perde a sua importância". Mas se quisermos optar pelas diferenças gerais (respeitemos as diferenças! - pedem os defensores da horizontalidade), seremos ainda confrontados com problemas graves. Por exemplo, não são diferentes os criminosos e as vítimas? Não são diferentes os torcionários e as vítimas? Então, que diferenças devemos realmente respeitar? Por outras palavras, para adaptar as palavras de George Orwell: todos somos diferentes, mas há diferentes mais diferentes do que outros.

02 Setembro 2014

Eleições 2014 e balística política: representações sobre adversários (3)

Terceiro número da série. Esta série é tributária dos relatos e das análises que vão surgundo na imprensa sobre a construção política dos adversários. Por agora, os relatos (as análises inexistem) apresentam os candidatos inseridos numa dicotomia primária: os bons e os maus. Na verdade, os candidatos (privada ainda do seu presidente, a Renamo parece mais "pobre" a esse nível) apresentam-se invariavelmente como os únicos detentores das chaves da verdade, do desenvolvimento, da riqueza e do bem-estar, sendo os adversários meros e múltiplos oportunistas, absolutamente incapazes de levar o povo a bom porto. Enquanto isso, as equipas de assessores vão contabilizando o número de presentes nos comícios e, certamente, se as molduras humanas são significativas, vão dizendo aos candidatos presidenciais algo aliciante como "Presidente, os votos já são nossos!". Cartune reproduzido com a devida vénia daqui.

Um lançamento

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Ordem predominante

Parte integrante das funções dos "funcionários políticos" (sic) consiste em manter a ordem, "ou seja, as relações de domínio existentes" (sic). E o que é "razão de Estado"? São "os interesses vitais da ordem predominante" (sic) (Max WeberO político e o cientista. Lisboa: Editorial Presença,  s/d, pp. 71-72, 79.

Campanha eleitoral na cidade de Nampula

Lado a lado, bandeiras do MDM e da Frelimo na campanha eleitoral na cidade de Nampula, foto inserta no "Nova Era " digital de hoje, editado em Nampula.

01 Setembro 2014

Um outro Moçambique dentro de Moçambique

Relato há momentos via sms do jornalista António Zefanias (na imagem em epígrafe), do "Diário da Zambézia": "Fiz cerca de 110 quilómetros no troço Inchope-Muxúnguè, não encontrei nenhum panfleto de partido ou candidato. Nas pequenas paragens que tive, algumas pessoas disseram que não sabiam nada sobre a campanha eleitoral."

Campanha eleitoral e prismas

Naturalmente que os órgãos de informação procuram dar conta da campanha eleitoral em curso no país. Para consulta permanente e para que se possam comparar os prismas temáticos e analíticos, sugiro, por exemplo, o boletim do "Centro de Integridade Pública" aqui e o "Notícias" digital aqui.

Um lançamento

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Cinco leis de propaganda

Estamos em período de altas temperaturas políticas e propagandísticas. Creio não ser má ideia sugerir-vos cinco leis de propaganda política, a saber:
* Lei da simplificação e do inimigo único
* Lei da ampliação e desfiguração
* Lei da orquestração
* Lei da transfusão
* Lei da unanimidade e do contágio

Sobre os antigos combatentes da Renamo

"Além da luta e do retorno: navegações sociais dos antigos combatentes no Centro de Moçambique" - uma tese de doutoramento de Nikkie Wiegink este ano defendida. Aguardo acesso à obra.

No "Savana" 1077 de 29/08/2014, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

31 Agosto 2014

A batalha dos cartazes

As cidades estão, já, cheias de cartazes de propaganda eleitoral. Na vistosa tradição da propaganda eleitoral do país, o cartaz, o panfleto, a camisete, a sagrada efígie do candidato, o calendário com o símbolo do partido, por vezes o porta-chaves, a viatura (com o clímax ostentatório no 4x4) e o espectáculo musical são componentes obrigatórias ou quase obrigatórias do alfobre de persuasão dos candidatos, em particular dos mais abastados. Frequentemente os partidos não começam a campanha eleitoral se não estiverem munidos de cartazes. Esses apetrechos são considerados artigos sagrados, mágicos, na caixa de ferramentas dos ilusionistas políticos. Sem eles é suposto que a campanha eleitoral é má ou vai ser má. A guerra dos cartazes e dos panfletos é significativa: rasgar os do adversário constitui uma maneira guerrilheira de, por extensão, o eliminar simbolicamente. A ideia substantiva é a de que ganha as eleições quem mais abastado for na mencionada caixa de ferramentas. (Lembrar aqui).
Adenda às 09:33: Nem os sinais de trânsito escapam - fotos de António Zefanias do "Diário da Zambézia" tiradas hoje na cidade de Quelimane, com montagem minha para este diário.
Adenda 2 às 11:46: segundo o António Zefanias, respondendo por sms a uma pergunta minha, ainda não foram encontrados na cidade de Quelimane cartazes da Renamo em sinais de trânsito.

Dois engenheiros nas presidenciais

O candidato presidencial da Frelimo, Filipe Nyusi (foto à esquerda), é mestre em engenharia mecânica por uma universidade da antiga Checoslováquia; o candidato presidencial do MDM, Daviz Simango (foto à direita), é licenciado em engenharia civil pela Universidade Eduardo Mondlane. Dois engenheiros entre três candidatos presidenciais.

O eventual trunfo de Dhlakama

Se Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, participar na campanha eleitoral que hoje se inicia no país, prevejo que faça uso abundante de uma imagem de propaganda de efeito sinestésico, a de ser um esforçado cavaleiro andante que deixou o conforto de Maputo para viver no mato, lutando, de armas na mão, pelos pobres, pelos fracos, pelos direitos humanos, pela democracia e pela melhoria de vida dos Moçambicanos. Enfim, versão moçambicana do Robin Hood fadado a acabar com a caixa de Pandora.
Adenda às 15:47: sobre Dhlakama, confira este trabalho do "Diário da Zambézia"/Facebook aqui.
Adenda 2 às 18:43: permanece esta pergunta "Por quê um acordo antes dos resultados eleitorais?"

Início da quinta campanha eleitoral hoje

Bom dia a todas e todos, o meu desejo de um óptimo domingo habitado pela saúde, num dia histórico para Moçambique hoje, o dia do início da campanha eleitoral das quintas eleições gerais e presidenciais do país marcadas para Outubro. Anos das eleições anteriores: 1994, 1999, 2004 e 2009.
Adenda às 09:51: recorde este meu trabalho intitulado Três partidos, três padrões de propaganda, aqui.

Eleições 2014 e balística política: representações sobre adversários (2)

Segundo número da série. Escrevi no número anterior que em certa imprensa o MDM em geral e Daviz Simango em particular têm sido nas últimas semanas politicamente construídos de uma certa maneira. Melhor dito: a construção foi reactivada, tornada sistemática, intensa, face ao período eleitoral. Como e por quê? - eis a pergunta que formulei. Vamos lá, então. O MDM e Daviz Simango, seu presidente, têm sido politicamente construídos com recurso a cinco ingredientes: regionalismo, etnicismo, nepotismo, monarquismo e estrangeirismo. Por outras palavras: em sua actividade política o MDM e Daviz Simango só pensam na Beira e, por extensão, na província de Sofala; MDM e Simango têm como única preocupação favorecer os membros da etnia Ndau; partido e presidente apenas estão interessados em fazer do país uma coutada exclusiva de amigos e parentes; o MDM mais não é do que uma monarquia montada por Simango e seus supostos acólitos, herdeira da intolerância da Renamo, de onde é oriunda; o MDM e Simango são extensões de antigos poderes coloniais e dos seus interesses estratégicos. Quanto mais politicamente importantes se tornam MDM e Simango, mais recurso político de combate se faz aos cinco ingredientes, mais potente é a balística política. Cartune reproduzido com a devida vénia daqui.

Lá no Niassa

Amplie as imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato. Em língua yaawokucela significa amanhecer. Sobre a província do Niassa, aqui.

30 Agosto 2014

Movimentação partidária em Quelimane

A Frelimo antecipou a campanha eleitoral realizando hoje uma cerimónia tradicional designada mucuthu; a Renamo tem estado à espera do seu secretário-geral, que ainda não chegou via avião; o MDM andou concertando a estratégia, abrindo amanhã a campanha no campo do  Chirangano (jornalista António Zefanias do "Diário da Zambézia", respondendo a uma pergunta minha por sms).

Dhlakama amanhã na Beira?

Um porta-voz da Renamo afirmou à Rádio Moçambique que Afonso Dhlakama, presidente da Renamo, abrirá amanhã a campanha eleitoral do seu partido na cidade da Beira às 13 horas, estando para o efeito a ser criadas condições de segurança ("Rádio Moçambique", noticiário das 18 horas).
Adenda às 18:07: se isso for verdade, impugnará a notícia dada pela "Folha de Maputo", citando António Muchanga, aqui.
Adenda 2 às 18:32: se for verdadeira a notícia veiculada pela "Rádio Moçambique", os alvos políticos directos de Dhlakama serão Daviz Simango e o MDM.

Golpe de Estado no Lesotho?

O primeiro-ministro do Lesotho - pequeno país dentro da África do Sul - afirmou ter sido deposto pelo exército. Aqui, aqui e aqui.

Kucela do "Faísca" lá no Niassa

Em língua yaawokucela significa amanhecer. Sobre a província do Niassa, aqui.

Eleições 2014 e balística política: representações sobre adversários (1)

A imprensa tem sido palco de uma já intensa balística política, em combates de reportagens, de crónicas e de cartas de leitores que irão previsivelmente ampliar-se com o início amanhã da campanha eleitoral para as legislativas e presidenciais. A construção política dos adversários é um momento maior do confronto interpartidário e intercorrentes da imprensa. Por exemplo, em certa imprensa o MDM em geral e Daviz Simango em particular têm sido nas últimas semanas politicamente construídos de uma certa maneira. Como e por quê? Eis o pretexto para começar esta série e alimentá-la ao longo do período de campanha, mostrando e analisando a produção de representações sobre os adversários políticos. Cartune reproduzido com a devida vénia daqui.

Acordo, Estado e paz no Moçambique pré-Outubro (16)

*O que significam acordo, Estado e paz no Moçambique pré-Outubro, quer dizer, antes das eleições gerais marcadas para esse mês?
*Em 1919, numa conferência, o sociólogo alemão Max Weber disse o seguinte: "O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".
*"Os nossos homens têm armas em todo o país", disse Rahil Khan, acrescentando que o Acordo Geral de Paz (AGP), assinado pela Renamo e o Governo em 1992, permite aos antigos guerrilheiros manterem o armamento.
Décimo sexto número da série. Eis a décima quarta nota sobre o futuro Acordo de Maputo, que deverá ser assinado muito brevemente pelo presidente da República, Armando Guebuza, e pelo presidente da Renamo, Afonso DhlakamaDeixei no número anterior as seguintes perguntas: como entender esta dupla e dramática face política de Jano antes das eleições gerais de Outubro? Qual o real significado de um bi-acordo político pré-eleitoral? O primeiro ponto a ter em conta foi a reactivação da guerra, desta feita de baixa intensidade. Esta guerra - com o risco de ampliar-se - punha em causa os processos normais de acumulação de Capital - local e internacional - e a vida dos cidadãos, especialmente das zonas rurais.

Construção identitária no Facebook (facebooko, logo existo) (16)

Décimo sexto número da série. Passo ao último ponto do sumário proposto aqui7. Conclusões. Apresentados os cinco padrões de construção identitária, torna-se agora indispensável apresentar algumas conclusões. Que grandes conclusões podem ser apresentadas? Por hipótese, são três. Veremos quais proximamente.

29 Agosto 2014

Dhlakama: o telecandidato presidencial

Segundo a "Folha de Maputo", o porta-voz da Renamo, António Muchanga, afirmou hoje que o presidente do seu partido, Afonso Dhlakama, não participará fisicamente na campanha eleitoral, fá-la-á por teleconferência. Por quê? Porque - disse Muchanga - "a Assembleia da República do acordo de cessação de hostilidades entre o Governo e aquele partido, rubricado semana passada em Maputo." Aqui.
Observação: resta agora saber se semelhante opção é legal.
Adenda às 16:51: um despacho da "Agência de Informação de Moçambique", citado pelo "Sapo.mz/Notícias", anunciou hoje que Dhlakama poderia sair do seu esconderijo no domingo. Aqui.
Adenda 2 às 19:32: nenhuma manchete da "Rádio Moçambique" sobre a notícia da "Folha de Maputo".
Adenda 3 às 19:41: entretanto, confira este trabalho aqui.

Prismas

Segundo a "Lusa" citada pelo "Sapo.mz/Notícias", aqui
*"A Frelimo rejeitou ontem a criação de uma comissão de verdade para reconciliar o país, defendendo que "o espírito da Lei de Amnistia já promove a concórdia entre os moçambicanos";
*"O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, defendeu, na quarta-feira em entrevista à Lusa, a criação de uma comissão da verdade, à semelhança do que sucedeu na África do Sul após o fim do "apartheid", para investigar as mortes de civis nas confrontações recentes com o Governo."
Adenda às 12:21: pode acontecer que amnistia e comissão da verdade sejam temas de campanha eleitoral.

Luta pela hegemonia política

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"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1077, de 29/08/2014, disponível na íntegra aqui:
Notas: de vez em quando um leitor queixa-se de não conseguir baixar o semanário "Savana" neste diário. Só tem de executar os seguintes três passos: clicar no "Disponível na íntegra aqui" da postagem, a seguir no "Baixar" do programa 4Shared e, a terminar, no "Baixar grátis" também do programa. Por outro lado, de vez em quando também me perguntam por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

Dentro de alguns minutos neste diário

Eleições 2014 e balística política: representações sobre adversários

Propensão

Não seria certamente descabido encontrar nas pessoas, sobretudo quando empobrecidas, uma especial propensão a compensar ou a sobrecompensar a inferioridade social com a aceitação da ordem dos fortes e/ou com a busca reverencial de um salvador.

Coleção "Cadernos de Ciências Sociais"

28 Agosto 2014

Erro que pode ser fatal

Hoje, em qualquer parte do mundo, descurar o cibermilitantismo e a ciberpropaganda política é um erro que pode ser fatal a qualquer partido político, mesmo nos países com pequena cobertura de internet como o nosso. A história está bem mais à frente do que pensamos e as cidades são como ondas cibernéticas ininterruptas que se estendem para o campo e o contagiam colando-se à rádio-boca e à rádio-savana.

Impugnação da legalidade

Segundo uma fonte, "O presidente da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, acusou ontem o exército moçambicano de se ter aproximado de uma base do movimento no sul do país, considerando a alegada movimentação "uma provocação". Aqui.
Observação: sendo verdadeiras as afirmações de Dhlakama, elas revelam uma clara impugnação da legalidade do exército governamental, exército que pode e deve estar onde for necessário.
Adenda às 07:16: entretanto, preste atenção aos últimos quatro parágrafos - plenos de vaidade - do que ele terá dito em entrevista à Lusa, aqui.

Sobre a proposta do MDM

Segundo "O País" digital, o chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, instou o governo a compensar as vítimas de "cerca de dois anos da tensão político-militar que "terminou" na noite de domingo, com a declaração de cessar-fogo". E acrescentou ser imperativo nacional a tensão terminar: "Já basta de mortes programadas politicamente". Aqui.
Observação: sem dúvida que através do Eng.º Simango o MDM exprimiu um desejo importante. Todavia, falta saber por que razão os autores das mortes e dos estragos (mentais, afectivos e físicos) provocados ficarão impunes. Certamente não era tema politicamente programado para colocar na Assembleia da República, a magna Casa do Povo como se diz.

Acordo, Estado e paz no Moçambique pré-Outubro (15)

*O que significam acordo, Estado e paz no Moçambique pré-Outubro, quer dizer, antes das eleições gerais marcadas para esse mês?
*Em 1919, numa conferência, o sociólogo alemão Max Weber disse o seguinte: "O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".
*"Os nossos homens têm armas em todo o país", disse Rahil Khan, acrescentando que o Acordo Geral de Paz (AGP), assinado pela Renamo e o Governo em 1992, permite aos antigos guerrilheiros manterem o armamento.
Décimo quinto número da série. Eis a décima terceira nota sobre o futuro Acordo de Maputo, que deverá ser assinado muito brevemente pelo presidente da República, Armando Guebuza, e pelo presidente da Renamo, Afonso DhlakamaDeixei no número anterior as seguintes perguntas: como entender esta dupla e dramática face política de Jano antes das eleições gerais de Outubro? Qual o real significado de um bi-acordo político pré-eleitoral? Por hipótese, as respostas deverão começar na redistribuição de recursos de vida, poder e prestígio e terminar na enigmática frase do Prof. Filipe Couto em entrevista recente ao semanário "domingo", a saber:

Capital intelectual

De um texto de Aparecida dos Santos com o título em epígrafe: "Surgida no contexto da reestruturação produtiva e do neoliberalismo, a Teoria do Capital Intelectual caracteriza-se pela afirmação de que o conhecimento é o principal fator de produção da era contemporânea." Aqui.