O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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22 junho 2018

Prudência

Desconfiai de todos aqueles que defendem purismos, posturas primordiais, línguas puras, códigos absolutos, purezas de sangue, antiguidades impolutas, caminhos sem bifurcações; de todos aqueles que eclipsam história e processos em favor de essências, de primordialidades e de tradições imutáveis.

21 junho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [67]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui. Recordo a terceira e última pergunta sugerida aqui, a saber: Se a crença é subjectivamente sentida como verdadeira, qual a razão ou quais as razões?
Nas condições sociais que são as suas (fraco domínio das relações sociais e naturais), as pessoas de Chitima (e não só daqui) fazem do crocodilo uma espécie de chave-mestra que abre todas as fechaduras sociais do Perigo, do Mal e das Trevas. Dispensam a evidência empírica, basta-lhes a crença, uma crença que opera como causa que faz sempre sentido.

20 junho 2018

É bem mais fácil

É bem mais fácil o tom predicativo sobre os males de um país do que a prática de pesquisa sobre eles; é bem mais fácil converter a realidade ao nosso ponto de vista, do que transformar o nosso ponto de vista na realidade de uma pesquisa.

19 junho 2018

Uno

Há gente que ama o uno, gente que entende que apenas uma estrada faz sentido na cognição diária, uma estrada pela qual todos devem caminhar. Quanto mais frágeis forem as defesas sociais e mais alto o pedestal dos defensores do uno, mais este será defendido e publicitado.

18 junho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1275 de 15/06/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

17 junho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [66]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui. Finalmente, passo à terceira e última pergunta sugerida aqui, a saber: Se a crença é subjectivamente sentida como verdadeira, qual a razão ou quais as razões?

16 junho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1275, de 15/06/2018, disponível na íntegra com 27 páginas aqui.

15 junho 2018

A História é um desporto de combate

Há quem pense que a História é um desporto de pesca: vai-se à procura da verdade, com esforço ela surge, a verdade pré-existe ao historiador.
Porém, na História os problemas da verdade são complexos e delicados. Nunca são naturais, mas sociais. E porque sociais, são sempre processo, interrogação, dúvida e luta. Para adaptar uma imagem de Pierre Bourdieu, a História é um desporto de combate.
E talvez não seja a verdade em si que importa, mas a verdade partilhada por muitos ou por todos em processo permanente e colectivo de ganho consciente. A verdade é, afinal, sempre um acordo, talvez essa seja afinal a verdade da verdade.

14 junho 2018

Poucos

O comum de nós vive a vida, poucos são aqueles que, interrogando-a nos seus menos visíveis alicerces, a questionam e lutam para a tornar diferente e mais solidária. A vida diferente e mais solidária tem sido e será sempre obra desses poucos, como poucos serão os da maioria que disso saberão ou admitirão.

13 junho 2018

Vida

Há os que passam pela vida tomando-a por natural e imutável e há os que por ela passam tomando-a por social e mutável. Os primeiros sofrem a história, os segundos criam-na.

12 junho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [65]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui. No número anterior dei conta da segunda pergunta, a saber: É a crença objectivamente falsa, mas subjectivamente sentida como verdadeira? Sim, a resposta é positiva, respondi.
Na verdade, no imaginário popular não está em causa a pesquisa laboratorial da bílis do crocodilo, como preocupação isso não é possível nas condições sociais e tecnológicas locais. O que está em causa, o que constitui a coluna vertebral da crença é que ela é considerada verdadeira, faz sentido, tem sentido. A crença é falsa para muitos de nós, mas verdadeira para muitas pessoas em Chitima e em outros locais.

11 junho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1274 de 08/06/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

10 junho 2018

Quando somos multidão

Quando somos multidão e pessoas cruzando-se nas mais variadas direcções como se tudo fosse arbitrário e aleatório, dificilmente aceitamos que estamos confrontados com um sistema de vida, com um determinado padrão de relações sociais, com uma estrutura precisa. E não poucas vezes, de tanto sermos sistema, exigimo-lo sem exigir, amamo-lo sem amar, somos sem sabermos, conformamo-nos sem necessidade de um bastão.

09 junho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1274, de 08/06/2018, disponível na íntegra com 27 páginas aqui.

08 junho 2018

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 07 páginas, a conferir aqui.

07 junho 2018

Saiba do Niassa através do "Faísca"

Saiba do Niassa através do Faísca, jornal editado em Lichinga, capital daquela província, na mais recente edição com 17 páginas, aqui.

06 junho 2018

O grande desafio

Se admitimos que as pessoas são boas ou más em si, à partida, independentemente dos sistemas e das relações sociais, como que dependendo de um auto-gerado trajecto genético, então nenhum sistema social será mais do que a formulação redundante dessa crença. Mas se admitirmos que as pessoas são boas ou más em função dos sistemas sociais nos quais são socializadas desde que nascem, então temos possibilidades de introduzir a esperança em todos os mecanismos sociais, a começar pela educação. Nessa esperança, sempre em processo, não pode, porém, habitar a deriva autoritária que consiste em acreditar que é pela força que os seres humanos se tornam socialmente melhores. Então, o grande desafio da humanidade talvez consista em saber como ter a força de criar sistemas sociais melhorados sem recurso à força, mas, também, sem recurso à ingenuidade nefelibata.

05 junho 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [64]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui. Passo agora à segunda pergunta feita anteriormente, aqui, a saber: É a crença objectivamente falsa, mas subjectivamente sentida como verdadeira? Sim, a resposta é positiva. 
Prossigo mais tarde.

04 junho 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1273 de 01/06/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

03 junho 2018

Achamo-las naturais

Muito raramente temos do tempo o tempo de o pensar como processo e transformação. Em todo o mundo existem hoje situações que são produto de séculos de luta pela dignidade, pelo respeito. Achamo-las naturais. Porém, são eminentemente sociais, são eminentemente consequência de luta permanente.

02 junho 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1273, de 01/06/2018, disponível na íntegra com 31 páginas aqui.

01 junho 2018

Sobre o eu

Por regra atribuímos às pessoas em si aquilo que elas são, aquilo que nelas é a sua individualidade, o seu ser, a sua irredutibilidade individual. É bem mais difícil aceitarmos que aquilo que elas são tem o lastro social, o selo dos seus grupos, da sua educação. Por outras palavras, é bem mais difícil aceitar que o seu eu é, afinal, filho directo do social, que o eu é o social.

31 maio 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [63]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui. Prossigo na resposta à primeira pergunta. Nada existe de tóxico na bílis do crocodilo, tal como provou o Professor Norman Nyazema. Pode suceder que a tragédia de Chitima tenha a ver com o uso de um pesticida tóxico. Referências ao trabalho do Professor Nyazema e às suas declarações sobre a tragédia divulgadas pela Forbes podem ser conferidas aqui e aqui. Sobre pesticidas ainda, confira este outro trabalho aqui.

30 maio 2018

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 06 páginas, a conferir aqui.

29 maio 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [62]

-Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações" (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p. 6).
-"Gente idosa e residente em Chitima acredita que nas mediações daquele povoado há rios povoados por Crocodilos e que apesar deste animal ser de difícil aquisição, um experiente premeditou este acto, tendo colhido e devidamente conservado partes de bílis deste animal, com o intuito de dizimar vidas. Esta asserção vem ao de cima por experiências amargas do passado e que virou lenda naquele povoado!" Aqui.
-No "Notícias" de 21 de Outubro de 2016: "Cinco indivíduos indiciados de extracção de bílis de 24 crocodilos na albufeira de Cahora-Bassa estão a responder em juízo na província de Tete. O caso é deveras preocupante pois o veneno deste líquido é letal. Até ao momento não são conhecidas as razões da sua extracção e o paradeiro desta substância." Aqui.
Número inaugural aqui, número anterior aqui.
Apresentei no número antrrior três perguntas, a saber:
1. É a crença cientificamente válida?
2. É ela objectivamente falsa, mas subjectivamente sentida como verdadeira?
3. Se é subjectivamente sentida como verdadeira, qual a razão ou quais as razões?
Entro agora na resposta à primeira pergunta. A resposta é negativa, a fazer fé numa pesquisa realizada pelo professor zimbabweano Norman Z. Nyazema. 
Prossigo mais tarde.

28 maio 2018

Uma coluna semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre na página 19. Confira na edição 1272 de 25/05/2018, aqui. Sinopse do livro aqui.

27 maio 2018

Quando o absurdo toma conta da vida

Confira aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

26 maio 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1272, de 25/05/2018, disponível na íntegra com 47 páginas aqui.

25 maio 2018

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 05 páginas, a conferir aqui.

24 maio 2018

Feiticismo da aparência

Nada custa fazermos uso acrítico de termos e expressões do género "os homens", "as mulheres", "o ser humano", "a sociedade civil", "a natureza humana". Por outras palavras: nada custa aceitarmos e praticarmos, não poucas vezes de forma inconsciente, o feiticismo da aparência, despojando os seres sociais da sua determinação social, dos seus grupos, das suas classes, dos seus antagonismos.