O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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21 janeiro 2017

Instrumentos politicamente úteis

Os exercícios de atribuição de causas aos fenómenos são sempre fascinantes. Existem muitas instâncias para o seu estudo, por exemplo as páginas na internet de certas igrejas. A concepção sistemática de que os problemas sociais são provocados pelo diabo (ser ignóbil despojado da sua dimensão social e capaz de fazer não importa que mal) é um dos capítulos maiores da imputação, especialmente no que concerne a certas igrejas neopentecostais mais milagreiras. Associado está o castigo horrível do fogo no inferno. Assim temos instrumentos que são politicamente úteis e dispensam bastões e espingardas.

Uma coluna semanal

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1202, de 20/01/2017, disponível na íntegra aqui.

20 janeiro 2017

Gâmbia

As mais recentes notícias políticas sobre a Gâmbia, um pequeno país da África Ocidental, aqui.
Adenda às 6:20 de 21/01/2017: actualização aqui.

Donald Trump

Um texto de John Carlin com data de hoje sobre o novo presidente americano, Donald Trump, em espanhol aqui e em inglês aqui.
Adenda às 06:19 de 21/01/2017: leia este artigo sobre o que ele disse na tomada de posse ontem, aqui.

Amanhã na íntegra neste diário

Um editorial

Sugiro leia um editorial do "Magazine Independente" digital intitulado "Por uma sociedade bem-educada", creio que escrito por Lourenço Jossias, aqui.

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das três mais recentes notícias do mundo dos negócios em Moçambique segundo o Africa Intelligence, a conferir aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

19 janeiro 2017

FMI desmente

De um despacho da "Agência de Informação de Moçambique": "O Fundo Monetário Internacional (FMI) desmente categoricamente as declarações veiculadas por alguns órgãos de comunicação moçambicanos afirmando que o FMI teria acusado o governo de esconder a existência de mais 'dívidas ocultas'." Aqui.
Adenda às 07:34 de 20/01/2017: isto mostra bem o cuidado que é necessário ter no consumo de informação em jornais e redes sociais, especialmente em momentos de intranquilidade social.

A busca de bodes expiatórios no futebol [6]

Quinto número aqui. Finalmente, o quarto e último ponto do sumário, a saber: 4. Desvalorização do valor das equipas adversárias. No bojo da imputação aos árbitros dos problemas internos, habita um fenómeno mais amplo: a descredibilização dos valor das equipas adversárias. Na verdade, o mérito da estratégia e da táctica adversárias é completamente desvalorizado. 

Sobre o peso político na seleção das figuras do ano [4]

Terceiro número aqui. Figuras do ano são heróis e heroínas escolhidos em função de determinados critérios. Heróis e heroínas são seres que, com o tempo, unificámos psicológica e socialmente numa matriz comportamental única e virtuosa, da qual eliminámos os defeitos e, até, as qualidades humanas comezinhas. Mas mais: em quem, muitas vezes, hipervalorizámos um aspecto de conduta (que pode ser motivo de retrabalho permanente e de acréscimo) deixando outros na penumbra ou na completa penumbra. Estas as razões por que certos heróis podem ser iminentemente políticos ou completamente políticos. Os heróis criados por grupos dirigentes, estatais e/ou políticos, através dos seus produtores e conformadores de opinião,  podem não ser adoptados pelos cidadãos, podem não ter significado afectivo e comportamental para os cidadãos. E mais uma hipótese a testar: quando mais cheios de densidade política forem os períodos históricos, mais politizada é a produção dos seus heróis.

18 janeiro 2017

Letalmente diferente

Tenho para mim que, por regra, as pessoas que defendem o direito ao pensamento diferente o fazem de forma honesta e frontal. Porém, importa ter cuidado com a generalização incauta desse princípio, cada vez mais generalizado. Na verdade, assassinos, tiranos, fascistas, terroristas e outros discípulos do crime também pensam de forma diferente. Letalmente diferente.

Paz e guerra das trincheiras políticas em Moçambique [6]

Quinto número aqui. No numero anterior escrevi que a luta por recursos de poder constitui a coluna vertebral da luta partidária e que ela é invariavelmente travada entre os já estabelecidos na gestão dos recursos e os candidatos a essa gestão. É nesse sentido que a luta assume as características de uma guerra de trincheiras, trincheiras políticas, com avanços e recuos, ameaças e compassos de espera, endurecimentos e concessões, intenções visíveis e intenções invisíveis, cada lado procurando ocupar a terra de ninguém e destruir o arame farpado analítico do adversário. Comunicados e conferências de imprensa preenchem o campo dos obuses simbólicos.

17 janeiro 2017

O peso das inércias

Das mais variadas maneiras e nos mais variados contextos fazemos uso de termos cujo significado julgamos claro, compreensível e independente do questionamento. Mesmo ao nível ao discurso erudito é visível o peso do simplismo, das inércias acomodantes, do conforto do deixar andar analítico. Por exemplo, termos e expressões como violência, paz, ideologia, desenvolvimento, pobreza, relações políticas, sociedade civil, direitos humanos, economia, etc. 

Sociedade civil

É diário no país o recurso a expressões do género: "Estiveram presentes o ministro..., directores nacionais, partidos políticos, sociedade civil, dirigentes da empresa, professores, jornalistas..." Etc.
Adenda: como é enorme a imprecisão acrítica no consumo de expressões habitadas pela famosa "sociedade civil"!

16 janeiro 2017

O que é paz?

Salomé Marivoet de Portugal, Ivanaldo Santos do Brasil, Vicente Paulino de Timor-Leste e Narciso Mahumana de Moçambique são os quatro autores de mais um futuro livro da coleção internacional Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora intitulado "O que é paz'".
Abaixo, os 21 livros da coleção já publicados.

No "Savana" 1201 de 13/01/2016, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.

15 janeiro 2017

A busca de bodes expiatórios no futebol [5]

Quarto número aqui. É agora a vez do terceiro ponto do sumário, a saber: 3. Impugnação da integridade dos árbitros. Os imprecadores sustentam que os árbitros visam contribuir para a derrota de certas equipas. Os erros que cometem não são meros erros, erros acidentais, erros normais, mas erros ostensivamente cometidos para prejudicar determinadas equipas. Desta maneira passa-se aos árbitros um atestado de venalidade e de má fé, com a mensagem subentendida de que são de alguma maneira reféns de certo tipo de ofertas e benesses especiais por parte dos adversários beneficiados.