O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2016 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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25 agosto 2016

Eleições municipais sul-africanas e análises trágicas [7]

Sexto número aqui. Sugeri-vos um sumário no número inaugural desta série, aqui. Finalizo este ponto: 2 Síndrome dos erros do vencedor. Escrevi no texto anterior que adeptos e adversários comungam do mesmo princípio: o ANC é o eixo de referência, o vencedor por natureza, o líder permanente, afectado apenas pelos seus erros na redoma primordial. [confira um texto com data de hoje aqui] É como no futebol. Quando uma grande equipa é derrotada por uma equipa modesta, a convicção é que perdeu não por mérito do adversário mas pelos erros cometidos. Nas notícias jornalísticas e no diz-que-diz popular, não é a vitória normal da equipa modesta que está em vista, mas a derrota anormal da grande equipa habituada a ganhar. O que importa é a grande equipa, não a pequena. A derrota da grande equipa é considerada uma tragédia. Na verdade, parece sermos prisioneiros fervorosos de darwinismos de todos os tipos[imagem adaptada daqui]

Hoje 17:30 sede da AEMO/cidade de Maputo

A "Escolar Editora" irá expor os 16 números já impressos da colecção "Cadernos de Ciências Sociais".

As aspas da Lusa

Aqui. Recorde aqui.

24 agosto 2016

Moody's sobre Moçambique

Citada pelo "macauhub", a agência de notação de risco Moody's prevê um futuro sombrio para Moçambique, aqui.

Negócios em Moçambique

Confira os cabeçalhos das três mais recentes notícias do mundo de negócios em Moçambique aqui. [se quiser ampliar a imagem clique sobre ela com o lado esquerdo do rato]

Dominadores e dominados

O dominador nasce quando a sua ordem é obedecida (impulso); o dominado nasce quando a ordem já é dispensável e ele limita-se a obedecer (aguilhão): bastam insígnias, uniformes, títulos, etc., para fazerem o aguilhão actuar. A dominação está interiorizada, a obediência ganhou vida própria, o quadro de referência do dominado passou a ser o do dominador. Se os dominadores constroem os dominados, os dominados reproduzem os dominadores.

Museu tipográfico na UEM

A Imprensa Universitária da Universidade Eduardo Mondlane está a organizar um museu tipográfico, reunindo velhas máquinas em desuso. [agradeço ao Sérgio Tique a gentileza de me dar a conhecer a iniciativa]

23 agosto 2016

Dos mortos sem paz e ponto de agenda [2]

Número inaugural aqui. Escrevi, já, que esta curta série tem duas ideias. A primeira é esta: se tivermos em conta a história, somos um país produtor de mortos sem sepultura e sem paz. A segunda é esta: nos pontos agendados pela comissão mista da paz não consta o problema dos mortos no actual conflito. Vamos à primeira ideia. Na verdade, temos a nossa história cheia de guerras. Os registos escritos assinalam-nas, especialmente com o tráfico de escravos a partir do século XVII. A caça ao escravo criou milhares de mortos sem sepultura, seus espíritos errando sem paz, camponeses e artesãos fugindo sem descanso.

Eleições municipais sul-africanas e análises trágicas [6]

Quinto número aqui. Sugeri-vos um sumário no número inaugural desta série, aqui. Prossigo neste ponto: 2 Síndrome dos erros do vencedor. Quando o vencedor perde pontos eleitorais, parcial ou totalmente, a matriz do pensamento dos adeptos e dos adversários consiste não em salientar a estratégia e os ganhos do (s) adversário (s), mas os erros do perdedor em si, por si próprios, como se produto de um certo tipo de autismo político. Por outras palavras: o (s) adversário (s) é (são) desnecessário (s), o problema é suposto residir unicamente no perdedor habituado a ser vencedor. Foi assim com o ANC. Este partido cometeu erros, teve encalhes em algumas cidades  - assim se defendeu e defende. Se não os tivesse cometido teria ganho. Adeptos e adversários comungam do mesmo princípio: o ANC é o eixo de referência, o vencedor por natureza, o líder permanente, afectado apenas pelos seus erros na redoma primordial. [imagem adaptada daqui]

22 agosto 2016

Sobre os Jogos Olímpicos ontem terminados

Sobre os Jogos Olímpicos ontem terminados no Rio de Janeiro, um texto de Diogo Oliveira, a conferir aqui.

No "Savana" 1180 de 19/08/2016, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.

21 agosto 2016

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.
Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Eleições municipais sul-africanas e análises trágicas [5]

Quarto número aqui. Sugeri-vos um sumário no número inaugural desta série, aqui. Entro no ponto seguinte, a saber: 2 Síndrome dos erros do vencedor. Aqui há um ponto central a ter em conta: as vitórias dos adversários não são consideradas produto da sua estratégia e da credibilidade outorgada pelo povo. É como no futebol. O que pretendo dizer com isso? Quem não considera? E, então, o que é considerado? Se não se importam, prossigo mais tarde. [imagem adaptada daqui]

Dos mortos sem paz e ponto de agenda [1]

A primeira ideia desta curta série é esta: se tivermos em conta a história, somos um país produtor de mortos sem sepultura e sem paz. A segunda ideia é esta: nos pontos agendados pela comissão mista da paz não consta o problema dos mortos no actual conflito. Com a vossa anuência, prossigo mais tarde.

20 agosto 2016

Ataques da Renamo em Niassa e Zambézia

A polícia frustrou hoje uma tentativa de assalto de um grupo da Renamo à localidade de Muaquia, distrito de Majune, província do Niassa. Foi capturado um assaltante, que revelou estar o grupo à procura de alimentos para as bases do movimento. Entretanto, a Renamo efectuou ontem dois ataques ao Povoado Trinta, entre a Localidade Zero e Morrumbala, província da Zambézia, tendo queimado algumas casas, segundo um porta-voz da polícia. - "Rádio Moçambique", jornal da noite das 19:30.
Adenda às 14:45 de 21/08/2016: sobre o ataque falhado no Niassa, confira aqui.

Ciência

A ciência não é o pleonasmo da experiência. Em todas as circunstâncias, o imediato deve ceder o passo ao construído [1]. Os factos não são dados: conquistam-se, constroem-se [2].
[1] Canguilhem, G., Sur une épistémologie concordataire, in Hommage à Bachelard/Études de philosophie et d'histoire des sciences. Paris: Presses Universitaires de France, 1957, pp.3-12.
[2] Bachelard, Gaston, La formation de l'esprit scientifique. Paris: Vrin, 7e éd, 1970, p.14.

Uma coluna semanal

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1180, de 19/08/2016, disponível na íntegra aqui:

19 agosto 2016

Alice Mabota

Uma intervenção de Alice Mabota, presidente da Liga dos Direitos Humanos, na descrição feita pelo "O País" digital, aqui.

Próxima quinta-feira às 17:30

Dos mortos sem paz e ponto de agenda

Eleições municipais sul-africanas e análises trágicas [4]

Terceiro número aqui. Sugeri-vos um sumário no número inaugural desta série, aqui. Finalizo este ponto: 2 Síndrome do vencedor. Na verdade, o vencedor entende que deve ganhar de forma continuada os pleitos políticos. Se ganhou a primeira vez, entende que deve ganhar as vezes seguintes. Transforma a vitória num dado identitário, natural, sistemático e irreversível. E ganhar significa ganhar tudo. Mas não só ele: os seguidores e os inimigos também assim pensam. Os inimigos políticos ficam pesarosos quando o vencedor perde por inteiro ou quando perde parte do que antes ganhara. Derrotas, pequenas ou grandes, levam os inimigos ao sofrimento. As eleições sul-africanas foram um laboratório desse pensamento, a nível interno e externo. As pequenas perdas urbanas do ANC nas municipais deste ano foram sentidas como perdas gigantescas, históricas, dando origem a teses cheias de dramatismo, como se o fim do mundo tivesse chegado e tudo estivesse definitivamente em derrocada trágica. No fundo, os críticos amam o adversário político, sofrem tal como os amigos do adversário, em seu ódio coabitam com o Pai primordial sempre amado. Por caminhos perversos, mantêm aceso o ideal do líder eterno. Por isso ficaram e ficam coléricos na sua esquizofrenia política. E houve quem, no alfobre comum de amigos e inimigos, prezasse e preze dar conselhos ao ANC sobre como evitar erros e derrotas no futuro. [imagem adaptada daqui]

88 empresas encerradas na Zambézia segundo OTM-CS

"Trezentos e dezanove trabalhadores de várias unidades de produção que operam na província da Zambézia foram despedidos de seus empregos devido à crise financeira e tensão político-militar, que obrigou ao encerramento de 88 empresas [...]"- confira aqui.