24 abril 2010

Piripiri

Restaurante Piripiri, cruzamento das avenidas 24 de Julho e Julius Nyerere na cidade de Maputo, em fim de tarde, dia chuvoso, fresco-frio. Quatro rissóis de camarão mesmo, nada de falsificação, uma bela imperial 2m (cerveja a copo de uma das marcas de cerveja local), amendoim com piripiri (recente introdução, bem torrado); duas senhoras comem amêijoas e pão com o molho, bebendo imperiais.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: "Dosser 'Savana"
* Séries: Santos de casa não fazem milagres? (7); Espíritos, feitiços e medos (5); Já nos descolonizámos? (9); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8); Moçambique dentro de 30 anos (série) (4) (recordar aqui e aqui)

Sintam


A fadista nasceu em Moçambique em 1973.

Estação fresca


Creio que começou a estação fresca, as acácias de Maputo perdem as suas belas flores vermelhas.

Hoje: tráfico em debate na RM

Hoje, na Rádio Moçambique, entre as 9 e as 11 horas (hora local), debate sobre tráfico de seres humanos no país. Aqui.

A "hora do fecho" no "Savana"

Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "A hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Deliciem-se com "A hora do fecho" desta semana, da qual ofereço, desde já, um aperitivo:

Google e liberdade de expressão


23 abril 2010

A nódoa

Contei 25 jovens, 18 rapazes e sete raparigas. Todos de pé, formando uma espécie de círculo, algures nesta cidade de Maputo algo fria hoje, há momentos. Faziam seus jogos de novidade e enredo, eles mostrando suas habilidades de rapazes viris, elas suas prendas de raparigas doces em seus mistérios. Foi quando passou um guarda da segurança privada, olhou por três vezes os botins negros abaixo das calças demasiado largas, à quarta vez baixou-se e com o dedo polegar da mão esquerda, gesto decidido, tentou tirar algo que talvez tenha sido uma nódoa importuna nesta sexta-feira, margem de mais um repouso motriz.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Tráfico de seres humanos em debate na Rádio Moçambique das 9 às 11, a conferir aqui; A "hora do fecho" no "Savana"; Mariza canta Barco negro e menino do bairro negro
* Séries: Santos de casa não fazem milagres? (7); Espíritos, feitiços e medos (5); Já nos descolonizámos? (9); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8); Moçambique dentro de 30 anos (série) (4) (recordar aqui e aqui)

"Savana"


Capa do semanário "Savana" com data de 23/04/2010. Oportunamente a entrar: "hora do fecho" e dossier com peças seleccionadas.

CM


No "Canal de Moçambique" de hoje, aqui.

Presidente do Irão no Zimbabwe


O presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, está no Zimbabwe, tendo condenado as "pressões satânicas" do Ocidente sobre aquele país. Confira o "The Guardian", o "The Herald" e o "Notícias" aqui, aqui e aqui.Free Translation

DZ


A conferir no "Diário da Zambézia" de hoje, aqui.

Confira aqui.

22 abril 2010

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Alegando estar cansadas de discursos, pessoas gazetam comício orientado pelo administrador do Alto-Molócuè - no "Diário da Zambézia"; A "hora do fecho" no "Savana"
* Séries: Santos de casa não fazem milagres? (7); Espíritos, feitiços e medos (5); Já nos descolonizámos? (9); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8); Moçambique dentro de 30 anos (série) (4) (recordar aqui e aqui)

Fugaz


A bela menina que estais a ver - uma das rolas que me visita diariamente - foi por mim fotografada esta tarde com uma lente que ainda domino mal, aprestava-se a fugir, a imagem não está muito nítida. Achei por bem chamar-lhe fugaz, a um tempo real e evasiva.

Impossível

Estou sentado num café buliçoso desta anoitecida cidade de Maputo. Observo 56 pessoas, contei-as duas vezes, acho que não me enganei. Observo-as longamente, em toda a sua espantosa variabilidade individual, na esforçada tentativa de obter uma média comportamental, mas desconsigo. Claro que poderia ensaiar isso por variáveis como riso, movimento, atenção, etc. Mas quanta complicação! Conclusão: impossível dotar de leis o comportamento humano.

Antropologia da AR

Urge fazer a antropologia da Assembleia da República, dos seus rituais, do seu vocabulário, dos seus trajes, do calor dos debates, dos elogios e dos anátemas, das inclusões e das exclusões, das compreensões e dos ataques, dos tempos realmente a trabalhar, a dormir, a ler o jornal e a usar o celular.
Adenda: é simplesmente fantástico o uso galopante do termo “Excelência”. Não menos fantástica é a potência acrescentada do elogiosismo fácil.

Relatório dos direitos humanos 2008

A Liga dos Direitos Humanos lançou ontem o seu Relatório Anual dos Direitos Humanos 2008, consultável no seu portal, aqui.

Santos de casa não fazem milagres? (6)


Avancemos mais um pouco nesta série.
Então, o que temos é uma forte crença na qualidade dos treinadores estrangeiros, na sua capacidade de dotar a nossa selecção com préstimos ganhadores e prestígio internacional.
Isso significa que quem selecciona os treinadores da selecção entende que (1) os treinadores nacionais não são capazes de obter os referidos préstimos e (2) não têm qualidade para auferir salários de 15 mil dólares.
Tal como há quem acredite que os curandeiros estrangeiros, operando à formiga no país, resolvem bem melhor os múltiplos e intricados problemas do mundo do invisível e de seus buliçosos espíritos, também há quem acredite que os treinadores estrangeiros resolvem bem melhor os múltiplos e intricados problemas do mundo visível da bola e de seus buliçosos gestores.
Somos grandes idólatras de pressas ganhadoras, de resultados fulminantes.
Prosseguirei oportunamente, num percurso pelo qual chegarei à Faculdade de Ciências de Educação Física e Desporto da Universidade Pedagógica. Imagem reproduzida daqui.
(continua)

DZ


A conferir no "Diário da Zambézia" hoje, aqui.

Técnica

Nas antigas cortes do Mwenemutapwa e de Gaza, respectivamente séculos XVII e XIX do antigo Moçambique, as aristocracias reinantes tinham por costume tomar a seu cargo a educação dos filhos dos príncipes inimigos vencidos. Assim procuravam tornar fácil pelo verbo o que pelas armas é sempre mais aventuroso: a lealdade política. Talvez essa fosse uma forma de obter uma acomodante "cultura de Estado", para usar uma expressão frequente hoje em certos círculos políticos do país.
Adenda: recorde aqui.

Hoje: Dia Internacional da Terra

WF


No "Wamphula Fax" de hoje, aqui.

21 abril 2010

Postagens na forja

Eis alguns dos temas de postagens que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Hoje: Dia Internacional da Terra - um trabalho de Carlos Serra Jr; de novo problemas com a escola Malimusse na cidade de Nampula - no "Wamphula Fax"; Nhamacurra - no "Diário da Zambézia";
Técnica nas cortes do Mwenemutapwa e de Gaza
* Séries: Santos de casa não fazem milagres? (6); Espíritos, feitiços e medos (5); Já nos descolonizámos? (9); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (8); Moçambique dentro de 30 anos (série) (4) (recordar aqui e aqui)

Os silenciadores


Na corte dos imperadores bizantinos existiam silenciadores oficiais, cuja função consistia em fazer calar os perturbadores de todo o tipo, a fim de que reinasse apenas o pensamento oficial - isso consta de um livrinho chamado "Apocalipse", escrito pelo sociólogo francês Michel Maffesoli e que hoje recebi graças à gentileza postal do Ricardo de Paris. Cartun reproduzido daqui.

AR

Foi-me possível ouvir um pouco esta manhã a transmissão feita pela Rádio Moçambique da sessão da Assembleia da República. Enquanto a FRELIMO defendeu que foi graças ao seu respeito pela democracia e pela "inclusão e respeito das minorias" que surgiu a bancada parlamentar do MDM, um porta-vez deste partido afirmou que o surgimento da bancada apenas representa o cumprimento do regimento e da razão. Por outro lado, reparei que é forte e sagrada (talvez mais forte e sagrada do que nunca) a ênfase posta por muitos deputados no reverencialismo, no espírito de grupo e na repetição até à exaustão de palavras e de expressões da moda político-vocabular actual.

Convicção


Segundo o “Notícias lusófonas” citando o ministro da Saúde, Ivo Garrido, aqui.

Principais


A conferir aqui.